Ed.Nº 153 – Max: The Curse of Brotherhood [2013]

AnaliseFala gamers do Brasil! Chegamos a mais uma edição, para você, que acompanha os escritos do Blog MarvoxBrasil.

Hoje iremos falar sobre o game, Max: The Curse of Brotherhood, uma produção do estúdio Press Play que apareceu no Xbox One em 2013. Disponível também para PC e Xbox 360 desde 2014, o que pode aumentar as possibilidades para que mais pessoas conheçam e joguem este game que, traz uma mistura bastante interativa de Plataforma e Puzzle.

O que parecia ser um dia comum na vida de dois irmãos, se transforma em uma jornada repleta de aventura e lições de amizade e companheirismo. Caso você tenha irmão ou irmã e compartilhou brincadeiras e Videogames (pode ser com primo ou prima também), é possível que este jogo traga a oportunidade para reviver bons momentos juntos.

A primeira vez que joguei foi no Xbox 360, uma partida rápida na casa de uma grande amiga, depois de um tempo comprei para jogar no PC e agora chegou o momento de Max ganhar um espaço aqui no site.


Max: The Curse of Brotherhood (Xbox One, PC [Análise], Xbox 360)
Desenvolvedor: Press Play
Publicado por: Microsoft Studios
Lançado em: 20 de dezembro, 2013

[Tempo de leitura: 9 minutos]

 

A nuvem que levou Max para o Xbox

Esta não é a primeira vez que o garoto Max, dá as caras em um game. Sua estreia aconteceu alguns anos atrás com o título, Max & The Magic Marker, comercializado através do serviço Wii Ware, o serviço online de jogos do Nintendo Wii. Este foi o primeiro trabalho do estúdio Press Play em 2010 e ficou exclusivo por 1 mês no sistema do Wii, para depois começar a fazer parte de outros sistemas, PC, PSN e Nintendo DS.

Chegou um momento que a Microsoft Game Studios decidiu puxar a Press Play para o núcleo de estúdios desenvolvedores de jogos para a Microsoft e ao mesmo tempo, suas subsidiárias. Então, a Press Play se tornou uma subsidiária e assim veio a nova aventura de Max: The Curse of Brotherhood no Xbox One.

O mais complicado é que o que temos aqui é um trabalho de uma empresa que começou simples quando publicou seu jogo pela primeira vez, se aprimorou para fazer parte do Xbox One, e o futuro disso ninguém sabe. Tudo porque devido a uma estratégia da Microsoft Studios, e que envolveu vários outros estúdios do núcleo de desenvolvedores, a Press Play foi fechada em março de 2016. Assim como tinha acontecido com o estúdio Lionhead, do jogo Fable.

Atualmente as pessoas que trabalharam na Press Play se reuniram novamente e todos montaram um novo estúdio chamado Flashbulb Games, tudo muito recente. Mesmo assim seria muito bom se, ao invés de terem encerrado as atividades do estúdio do garoto Max, o desfecho fosse algo parecido com o que aconteceu com o estúdio Playdead e seus fundadores, que conseguiram recuperar o controle do próprio estúdio das mãos dos investidores, isso graças as vendas do jogo Limbo.

 

Na sinfonia da imaginação

A história de Max começa com a velha situação do irmão mais velho que detesta que Felix, o irmãozinho, pegue os seus brinquedos. Em uma discussão de ciúmes pelos brinquedos Max deseja que o irmão desapareça, só que ele não sabe como fazer isso. Como qualquer pessoa normal, como nós quando não sabemos fazer alguma coisa, basta uma pesquisa no Google.  Aqui no jogo temos o Giggle, que faz o papel do buscador deste universo virtual.

Então, Max faz uma rápida pesquisa sobre feitiços no buscador e é claro que ele consegue encontrar. Ao dizer em voz alta algumas palavras que estão na tela do seu notebook, eis que surge um portal dimensional. Uma enorme mão felpuda surge do redemoinho e num piscar de olhos agarra Felix e o puxa para dentro do portal, adeus irmãozinho.

Max, não consegue acreditar que aquilo está acontecendo e rapidamente com um sentimento de culpa e aquele pensamento de voltar atrás no que tinha desejado, a responsabilidade de irmão mais velho alfineta seu corpo e ele resolve pular no redemoinho, e começa a viagem pelo universo de fantasia.

Tudo com legenda em português, o que faz o enredo ser tão absorvido por quem está jogando que nem parece que isso é um jogo, em vários momentos, parece uma animação da DreamWorks com músicas que embalam a ação nos momentos de drama, bravura e medo, mas é claro que Curse of Brotherhood é um jogo, e que pedirá forte uso de um acessório especial chamado “Brain Pak” (o seu cérebro). Será necessário usar toda a sua criatividade para chegar ao fim desta história.

Lá do outro lado do redemoinho, Max acaba por conhecer uma anciã que possui poderes mágicos e diz ao garoto que ele precisará ter muita coragem para vencer os obstáculos comandados por Mustacho, um malígno feiticeiro que mantém Felix como refém, e também é o culpado por abalar as estruturas de todo o reino que o jogador conhecerá junto com Max, que além de pular, correr, agachar, terá como grande ajuda uma arma mágica para combater todos os desafios que existirão pelo caminho, as canetas hidrográficas, isso mesmo, canetinhas.

Cada canetinha possui sua função existencial no ambiente das fases, e como toda caneta elas possuem tintas, mas aqui cada tinta possui poderes que ajudam a vencer os obstáculos do jogo, isso é definido por 4 cores: Laranja, para plataformas. Verde, para cipós, galhos e trepadeiras. Rosa, para explosões. Azul, para jatos de água. Para tudo isso, o jogador terá o controle das canetinhas para desenhar no cenário todos os recursos que farão Max atravessar o reino para salvar o irmãozinho.

 

Camões em forma de gurí

Histórias fantasiosas em reinos desconhecidos com localidades em que cada trecho possui inimigos únicos e que não se repetem. O conteúdo faz com que a aventura de Max tenha ligações com trabalhos super elogiados e que se fizeram marcantes no passado. Essa linha de ideia onde o personagem precisa salvar o melhor amigo e isso faz o jogador também se tornar cúmplice desta viagem ao desconhecido.

Nos games podemos citar dois momentos de épocas diferentes, a viagem de Mickey em Castle of Illusion, com suas fases muito diferente uma das outras e traziam seus próprios inimigos pelo caminho, e Heart of Darkness que já trazia esse lado da animação 3D, outro jogo que muito me lembrou enquanto jogava Max.

As criaturas que Max encontrará pelo caminho faz o jogo pedir que o jogador preste atenção no comportamento dessas criaturas. Por exemplo, em um dos mundos que é banhado por muita água, grandes cachoeiras e corredeiras, e na água estão os gigantes caramujos de pedras, onde a boca deles tem o formato de um bloco de concreto para Max subir e passar. É preciso tomar cuidado e não ficar muito tempo em cima da boca, porque logo eles abrem o bocão para mastigar suas presas, e realmente, é um trabalho muito difícil pensar em uma criatura para cada ambiente.

Para aqueles que viveram os anos 80 ou 90, a aventura de Max chega a lembrar, a viagem de Bastion do filme História sem Fim (The NeverEnding Story), o primeiro filme mesmo, de 1984.

Para que o jogo não ficasse apenas na ideia de desenhar e passar de fase, ou a história do irmão mais velho que precisa resgatar o irmãozinho, durante o percurso existem diversos coletáveis escondidos dentro dos 7 Mundos que Max terá que atravessar. Os mundos são divididos por 3 ou 4 fases, dependendo do Mundo. Cada fase esconde um pedaço de um amuleto sagrado, e é aqui que está aquele desfecho proveitoso do jogo, porque os pedaços podem no início aparecer em locais bem fáceis e visíveis, mas a partir do 2º Mundo em diante, será preciso uma dedicação maior do jogador para explorar o cenário e encontrar os pedaços que faltam para completar o amuleto.

Caso esteja à procura de um jogo que use bastante a criatividade e imaginação, acredito que esta possa ser a aventura que desafiará você para chegar até o fim.

A edição 153 fica por aqui, aproveite para conferir a galeria de imagens capturadas durante o jogo Max: The Curse of Brotherhood no PC, acesse aqui a página do Steam . Lembrando que o jogo é disponível no Xbox One e Xbox 360. Até a próxima!

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Sobre Marvox

Bacharel em Comunicação Social: Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista de São Paulo. Fundador/Autor do MarvoxBrasil. Cofundador do Canal Jornada Gamer.

Publicado em 12 de abril de 2017, em Análises, Atualizações do Site, PC, XBOX 360, Xbox One e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. E o pior é que hoje em dia essas histórias de fantasia é difícil aparecer. Bom, tem aí Wonder Boy Dragon’s Trap para dar uma força nisso. O que achei doido é o visual do Max, muito animação de cinema. Esse é o tipo de jogo que se rolasse algo para cinema nem precisaria enfeitar muito, corta o gameplay e deixa só as cenas de vídeo kkk. Tem bastante jogo no Max, aquela dificuldade de Plataforma mesmo de, pular, cair e ficar puto.

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  2. Joga sim, vale muito a pena. Depois me fala o que achou.

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  3. Eu tenho um mix de amor e ódio dessas histórias fantásticas de pessoas sendo absorvidas por mundos imaginários. Adoro História Sem Fim e lembro de ter gostado de outras histórias (em diversas mídias) que fazem isso, mas ao mesmo tempo odeio tanto Final Fantasy Tactics Advance por causa da história marromeno que fizeram que tá doido! huahuahuahua
    Mas essa do Max parece interessante, uma pena que o jogo é exclusivo para plataformas Microsoft (Windows incluso).
    Ainda assim, vai ficar na listinha infinita aqui pra conhecer um dia! haha

    Curtido por 1 pessoa

  4. Caramba que jogo interessante Marvox achei muito belo e intrigante nunca ouvi falar dele na internet ou em algum canal do youtube vou adicionar ele na minha lista para jogar depois.

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