Ed.Nº 104 – Retro Flintstones Games (do Master System ao Super Nintendo)

MVX104Flintstones-001Faaala gamers do Brasil! Chegou o momento de abrirmos as edições 2015 do Blog MarvoxBrasil, e como estamos em um mês de “férias”, o assunto é sobre adaptações dos desenhos animados nos games, desenhos que durante a década de 80 e 90 rechearam as manhãs e tardes da TV aberta. Os gamers que vivenciaram essa época lembram bem como era bom acordar cedo e acompanhar a programação de forma incansável. O mais legal é que a geração 8 e 16-bits também acabou por acolher a maioria dos desenhos exibidos na TV com jogos vindos das mãos da Konami, Taito, Technos entre outras. Neste especial da Edição 104 faremos um passeio cronológico pelas adaptações realizadas em torno da franquia entre as gerações – Master System, NES, Mega Drive e Super Nintendo. Venha conferir nosso Retro Flintstones Games.

MVX104Flintstones-000


 

Master System – The Flintstones, 1988

MVX104Flintstones-002Nossa primeira parada é no título de estreia no Master System realizado pela softhouse GrandSlam Entertainment e buscou retratar o cotidiano da família Flintstones, ao fazer um jogo de tarefas e desafios. Logo na entrada temos Fred, Wilma, Barney, Betty e a participação especial da pequena Pedrita. O jogo possui apenas 4 fases colocados aqui como 4 dias. Logo que o Dia 1 começa, Wilma diz ao marido:

– Fred você é um preguiçoso, antes de sair tome conta da Pedrita e pinte toda a parede da sala.

Esta é a tarefa do jogador, realizar a pintura da parede ao mesmo tempo que precisa caçar o pincel e cuidar para que a Pedrita não saia do berço e estrague o que o jogador já conseguiu pintar. Mas o jogador poderá ficar muito bravo quando a programação do jogo às vezes não reconhece a pintura feita, o tempo acaba e perde-se uma vida à toa. Na fase seguinte, parece que o jogo vai caminhar para um rumo satisfatório, só parece, desta vez temos o convencional veículo dos Flintstones igual ao desenho e Barney aparece com Fred no volante. O jogador precisa dirigir por uma pista reta cheio de pedras pelo caminho para atrapalhar o percurso, se o carro tocar nas pedras a roda traseira pula para fora. Com todo esse contratempo de pular e recolocar a roda traseira, não é difícil encontrar a pista de boliche fechada no final da fase.

Assistir o desenho na TV ou hoje em dia no Youtube, os Flintstones sempre trazia histórias que colocavam Fred e Barney em aventuras, e deixavam suas esposas de cabelos em pé. Até que em 1991 a Taito decidiu cuidar das adaptações, com sua primeira versão para o NES. As adaptações vindas da softhouse japonesa traziam o rosto de Fred em uma estrela símbolo da Hanna-Barbera, o que dava a entender que a Taito buscou uma parceria com os criadores dos Flintstones para trazer algo mais palpável para os videogames, mesmo que tenha durado 3 anos, não faltou diversão.

Este slideshow necessita de JavaScript.


 

NES – The Flintstones: The Rescue of Dino and Hoppy, 1991

MVX104Flintstones-003A estreia dos Flintstones no NES mostrou que a Taito não era boba e logo de cara na tela de abertura o jogador conseguia ler The Jetsons entre as letrinhas minúsculas das licenças. Em 1987, os estúdios Hanna-Barbera lançou nos cinemas um longa-metragem “Os Jetsons e os Flintstones se Encontram“. A Taito resolveu aproveitar esse gancho para desenvolver o jogo, desta vez bem mais agitado, com uma trilha sonora bem divertida, desafios que davam valor ao gameplay e com um clima mais próximo do desenho animado. Só que ao invés de retratar a mesma história do filme, aqui temos o contrário com um foco mais voltado aos Flintstones do que para os Jetsons.

O jogo começa com Dr. Butler, que é dono de um zoológico no futuro e que resolveu usar uma máquina do tempo para viajar para o passado pré-histórico no intuito de sequestrar os bichos de estimação da família Flintstones, no caso, Dino e Hoppy. Junto com a família estava o amigo alienígena Gazoo que ao tentar impedir o sequestro, teve sua nave espacial destruída pelo Dr. Butler. Durante o gameplay, temos um mapa que retrata os continentes na Era da Pedra, começa em Bedrock e termina no Japão. Ao longo do caminho, o jogador encontra Wilma, Barney e Betty e todos dão dicas do que será encontrado nas próximas telas das fases, além de garantir itens para Fred vencer os chefões no fim de cada fase, ao vencer cada chefe o jogador consegue recuperar partes da nave e assim ajuda o alienígena Gazoo a reconstruir sua nave espacial para Fred viajar até o futuro. O mapa ainda convida o jogador para encarar uma partida de basquete, com direito a ganho de vidas ou itens, dependendo da quantidade de arremessos bem sucedidos. Mais adiante, chega a hora do jogador encontrar George Jetson enquanto ouve a música tema do desenho animado. A versão do NES foi tão satisfatória, que a Taito resolveu repetir a dose.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Longplay | Gameplay e gravação por: Marvox | Canal Jornada Gamer


 

NES – The Flintstones: The Surprise at Dinosaur Peak, 1993

MVX104Flintstones-004Ainda no NES, os Flintstones voltaram para tentar repetir a dose de criatividade existente na versão anterior, dois anos se passaram e mesmo assim a softhouse conseguiu inovar e permite ao jogador controlar dois personagens ao mesmo tempo em um jogo de plataforma. Uma técnica que ficou muito mais visível a partir do Donkey Kong Country no Super Nintendo. Esta foi a última adaptação dos Flintstones na geração 8-bits e o que temos é uma história mais centrada no universo pré-histórico com o objetivo de salvar Pedrita e Bam-Bam. Como o desafio mexe com as duas crianças, o jogador consegue controlar Fred e Barney. Cada um possui uma habilidade própria, por exemplo, Fred carrega um bastão e consegue agarrar pedaços da parede para escalar, enquanto Barney usa um estilingue e por ser mais leve consegue caminhar e pendurar-se em cipós esticados na horizontal, o jogador consegue facilmente realizar a troca dos personagens com um simples aperto no botão Select.

A trilha sonora continua divertida, o desafio agitado com lutas no final das fases e a adição vai para a existência de fases de bônus escondidas. Encontrar essas fases, garantem ao jogador muitas vidas. O jogador conta também com um novo mapa, e as disputas esportivas, ao invés de basquete, temos partidas de hóquei no gelo. No mesmo ano, os Flintstones marcam sua estreia nos 16-bits da Sega, em um jogo totalmente diferente para tentar trazer um ar mais fresco do que foi no Master System.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Longplay | Gameplay e gravação por Marvox | Canal Jornada Gamer


 

Mega Drive – The Flintstones, 1993

MVX104Flintstones-005Fred e toda a turma pela primeira vez no Mega Drive, neste momento, a Taito procurou refazer a ideia do primeiro jogo feito pela GrandSlam no Master mas de uma forma bem mais atual para a época. Temos novamente um enredo que mexe mais com o cotidiano da família Flintstones, mas ao invés de pintar paredes, o jogo buscou um lado em que Fred ajuda todos os amigos de Bedrock, algo comum que aparece no desenho animado. O jogo começa com Wilma que perdeu o colar que sempre usa no pescoço, cabe ao jogador ajudar Fred a recuperar o colar. Em seguida aparece Barney que deseja pescar mas perdeu o anzol da sorte e o jogo segue nesta sequência de achados e perdidos. Durante o jogo não tem mapa para o jogador percorrer, em compensação já vemos expressões faciais no rosto dos personagens e as fases são divididas em partes interconectadas, o que deixa o gameplay bem mais rápido sem mudanças de tela. No final existem chefões, e desta vez com muito mais agilidade nos ataques e que usam o ambiente para se esconder, como por exemplo, vilões que se enterram e reaparecem do nada. Ainda é possível encontrar fases de bônus e estas estão bem mais escondidas onde Gazoo aparece e leva Fred para a gincana que faz o jogador ganhar muitas vidas e coletar diversos objetos úteis.

A parceria entre Taito e Hanna-Barbera chega ao fim em 1994, quando desta vez a Taito resolveu fazer seu último investimento no Super Nintendo quando trouxe uma mistura de jogo de plataforma e um mapa que retrata um jogo de tabuleiro. Nessa época, algumas softhouses japonesas resolveram fazer essa tentativa de inovação (ou mistura) em que ao invés do jogador caminhar fase por fase e seguir uma linha, era colocado o artifício da sorte e sem a necessidade de passar por todas as fases do jogo, dessa forma o gameplay ficava bem mais rápido, e ocorria a situação do jogador entrar em fases que não tinha visto antes.

Este slideshow necessita de JavaScript.


 

Super Nintendo – The Flintstones: The Treasure of Sierra Madrock, 1994

MVX104Flintstones-006Quando a família Flintstones chegou no Super Nintendo, a Taito buscou manter a linha de desafio que envolve elementos mais comuns do desenho animado. Mais do que gostar de jogar boliche, Fred e Barney participam de um grupo chamado Clube dos Mamutes, em que em alguns episódios, a dupla aparece com um chapéu engraçado na cabeça. Não é uma das coisas mais fáceis de assistir nos Flintstones, entretanto o que desenrola no jogo é que o chefe dos Mamutes está para se aposentar e deseja nomear um novo chefe, para isso resolveu montar uma enorme caça ao tesouro, quem conseguir agarrar o prêmio fica com o cargo e com isso Fred e Barney embarcam nessa aventura e pela primeira vez na trajetória da franquia, duas pessoas podem jogar, uma de cada vez.

Quando o desafio começa, quando o primeiro jogador lança o que seria um dado, mas é uma bola que vai de 1 a 3. Cada casa no mapa-tabuleiro é uma fase comum com jogabilidade em 2D side-scrolling, fase de bônus ou fases que contém de cara uma luta contra um chefe. Sem se preocupar muito em passar pelas fases, o objetivo mesmo é chegar até o Mamute líder, e neste momento o jogador no controle de Fred ou Barney, é desafiado para uma corrida à pé e o desafio muda completamente. A visão side-scrolling é transformada na visão que traz lembranças de Mario Kart, o terreno chega a lembrar bastante também, e quando o jogador vence o desafio recebe um mapa que revela a existência de 4 mundos para jogar. Só que assim como todo jogo de tabuleiro, temos pontos de azar, e aqui são Wilma e Betty que estão nervosas para agarrar seus maridos e levá-los de volta para o início do mapa.

Os desafios dessas adaptações dos 16-bits tanto da versão no Mega Drive e no Super Nintendo conseguem motivar o jogador a querer saber o que vai acontecer nas próximas fases até o final, o contraponto desta versão do SNES, é que mesmo ao jogar sozinho é regra utilizar a dupla Fred e Barney, isso resulta em um gameplay bem mais longo, o que pode ser amenizado com a ajuda de alguém. Ainda em 1994, estreava no cinema o filme dos Flintstones e uma nova adaptação foi feita e lançada no Super Nintendo, só que desta vez sem a Taito.

Este slideshow necessita de JavaScript.


 

Super Nintendo – The Flintstones: The Movie, 1995

MVX104Flintstones-007Um ano depois que o filme chegou aos cinemas, a Ocean decidiu aproveitar a oportunidade para levar uma adaptação para o Super Nintendo. Pela tendência da época no que diz respeito a renderização, a softhouse buscou recriar em forma de gráficos o ambiente do filme (pelo menos na visão da softhouse), com uma técnica de criação que deixou Fred tão bochechudo quanto o ator John Goodman justamente para retratar o ator, tudo para dizer ao jogador que “este é o filme no videogame”. Praticamente neste momento tudo o que passou desde a versão do Master System lá em cima no começo deste especial foi reutilizado pela Ocean. O jogo começa com Fred em cima do “dino-escavadeira” que utiliza no trabalho igual ao desenho e filme, alguns inimigos são modelados com uma imagem que tenta lembrar Donkey Kong Country e outros são meio parecidos com os homens das cavernas de Joe e Mac. Uma mistureba que não se sabe se a Ocean pegou inspiração no cartucho paralelo de Sonic 4, ou se a Ocean decidiu fazer cosplay cerebral da Rare e Data East. Contudo, o gameplay é um retrato das situações existentes no filme, com aparições de Barney e suas devidas esposas.

Em compensação, a trilha sonora desta última aparição dos Flintstones no SNES é muito proveitosa, e vem um ponto que vale lembrar muito, a partir de 1995 os arranjos musicais nos games começaram a seguir um ritmo mais emotivo, com tons que já tentavam remeter as músicas dos filmes, uma dica do que estaria por vir em arranjos de Donkey Kong Country 2 que apareceu no mesmo ano, e outros games que chegaram nos anos finais da década de 90, só para citar alguns: MDK, Resident Evil e trabalhos da Epic Games com Unreal. O que não dá para entender é que a Ocean poderia ter investido um pouco mais na criatividade ao tentar trazer uma experiência gratificante como a Taito fez, um jogo com o visual que a Ocean projetou e mais a diversão que a Taito inseriu entre 1991 e 1994, com certeza seria uma despedida de ouro da família Flintstones nos 16-bits.

Este slideshow necessita de JavaScript.


 

Hora de partir para a jogatina e preparar a pipoca!

Do Master ao Super Nintendo cada adaptação trouxe uma curiosidade diferente relacionada aos Flintstones, e dependendo da vontade do jogador para curtir a sugestão é mergulhar de controle com o dedo no Start em todas as versões para tirar suas próprias conclusões também. Conhecer games, nunca é demais. Se você jogou algum dos jogos citados ou se gostou deste especial, comente e participe Blog MarvoxBrasil. Até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 8 de janeiro de 2015, em Análises, Consoles Retrôs, Especiais e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Exatamente Patrick, esse é o esquema, pegar um emulador e ver como é o jogo e se acostumar. Sempre existe uma chance para conhecer melhor. Obrigado por comentar!

    Curtir

  2. Nao sei pq, eu tinha a versão do SNES, nao a do filme, mas joguei muito bom… O esquema é pegar algum emulador e dar uma nova chance!

    Curtir

  3. Fala Cadu, valeu por comentar e fico contente que tenha gostado!
    A mesma coisa aqui com a versão de Master, na época quando peguei o cartucho (que tenho até hoje) desacreditava que não era um jogo de plataforma com pulos, porrada e tudo mais, enganou legal. As versões de NES são as mais prazerosas de embarcar sugiro fortemente começar por essas. São jogos que se você pega, demora uns 50 minutos para finalizar.

    Curtir

  4. Ótimo texto, Marvox! Gostei de saber que existem outros jogos dos Flintstones além do de Master e como eles são/funcionam.
    Como já adiei, só joguei a versão do console de 8 bits da SEGA e achei uma enorme porcaria… ahuahuauha… sério, pra mim foi o pior jogo que joguei no console, eu lembro com detalhe do dia que aluguei e tentava jogar, tentava gostar e não acreditava no que estava presenciando. O trauma foi tão grande que eu passei a ignorar qualquer jogo relacionado aos personagens. Apesar do único que eu tive oportunidade de ter contato foi o de Mega (que me parece um bom jogo após o seu review).
    Os de NES parecem ser os mais interessantes, vou dar uma chance a eles no futuro! O do Movie de SNES realmente deixaram a cara do ator! Ri aqui ao ver as imagens! hahahaha!
    E lembro muito vagamente do encontro entre os Jetsons e os Flintstones, preciso rever pra relembrar!
    Curti as análises!

    Curtido por 1 pessoa

Para comentar não é preciso se identificar. Mas, se quiser, pode comentar utilizando seu login do Facebook, Twitter, G+ ou Wordpress. Grande abraço!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: