Ed.Nº 112 – Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas (PC, 2015)

AnaliseFaaala gamers do Brasil! É chegada a hora de grandes lançamentos finalmente aparecer nos consoles e PCs, hoje (19) vamos dar as boas-vindas para The Witcher 3: Wild Hunt e também para o Episódio 3 – Chaos Theory, do game, Life Is Strange. Ambos estão disponíveis para PC, PS4 e Xbox One.

E, faltam poucos dias para a E3 2015! Claro que eu irei acompanhar, ficarei como sempre morrendo de vontade de jogar tudo enquanto olho para a minha carteira tão vazia quanto a caverna de bananas de Donkey Kong Country no começo do jogo no Super Nintendo. Mas tudo bem, porque jogo é o que não falta para curtir.

Sobre Oceanhorn, este jogo foi lançado originalmente para o sistema operacional iOS (iPhone/iPad) em 2013, e há questão de dois meses (março/2015), Oceanhorn ganhou uma versão nova para o PC. É aquela velha história, jogos mobile que buscam um espaço nos consoles e PC. As softhouses que sempre criaram seus jogos para os consoles estão migrando para os mobiles, e o inverso também está acontecendo. Agora, na edição 112 do Blog MarvoxBrasil acompanhem a análise de Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas!

MVX112Oceanhorn

Localizada na Finlândia está o estúdio Cornfox & Brothers, a softhouse foi a responsável por resgatar o clássico Death Rally quando relançou o título nos celulares. Em 2013, os criadores decidiram prestar um tributo à série que eles mesmos (os criadores da Cornfox) sempre gostaram – The Legend of Zelda. Mas qual jogo da série serviria como base para criar alguma coisa?

Decidiram pegar um liquidificador e colocaram: A Link to the Past (SNES, 1991), The Wind Waker (GC, 2002), e enfeitaram com pedaços de Ocarina of Time (N64, 1998). Disso tudo surgiu Oceanhorn: A Monster of Uncharted Seas, que fala sobre um menino que precisa descobrir o paradeiro do próprio pai. O pai saiu na caça de uma fera indomável gigantesca que quase não coube no monitor, e recebe o nome de Oceanhorn. Algo muito semelhante à história da baleia Moby Dick.

Assim que o jogo começa, o primeiro gancho aparece – isso parece Zelda. O rosto do menino que é o personagem que controlamos, tem traços muito próximos do rosto do Link. A mecânica traz semelhanças com situações vividas em Ocarina of Time, e as viagens marítimas veneram The Wind Waker. Mas isso é um problema?

Não, se pensarmos no Blixto do seriado Mundo da Lua (valeu TV Cultura e canal TeleTudo). Assim como Blixto era um tributo ao Mario Bros. 3, podemos dizer que Oceanhorn por se tratar de um tributo, segue uma linha parecida. Seria, o Blixto do Zelda.

Cosplay de Arquimedes

Oceanhorn010

“Pelos poderes de Grayskull”

Tudo começa em uma manhã qualquer, o menino acorda e logo é chamado pelo avô para contar-nos uma história sobre uma criatura lendária chamada Oceanhorn. O avô começa a falar mais do que devia e menciona o desaparecimento do pai. Isso desperta no menino, uma vontade de sair em uma jornada cheia de aventura e ao mesmo tempo perigosa, que revela a existência de três emblemas mágicos que representam a terra, oceano e o Sol.

Esses emblemas estão escondidos em uma das 14 ilhas existentes no jogo, e caberá ao menino partir em busca de tudo isso, enquanto o jogador aprende por tabela um pouco sobre a mitologia grega de Arcádia.

Para nos deslocarmos pelas ilhas, só pelo mar. O nosso herói sobe em seu pequeno barco e veleja em mar aberto na direção das ilhas, em cada uma existem vários segredos e missões desafiadoras, com direito a confrontos inesquecíveis contra criaturas que aparecem na forma de chefes e guardam a localização desses emblemas sagrados.

O jogo ganha momentos intrigantes quando Mesmeroth aparece e persegue o herói por várias partes da jornada. O vilão quer de todos os modos apoderar-se de Oceanhorn para destruir todas as ilhas de Arcádia, e nisso começa uma espécie de corrida contra o tempo para ver quem chega primeiro até Oceanhorn, o herói ou Mesmeroth. Tudo vira um grande desafio cheio de experiências satisfatórias para o jogador que aceita a aventura.

E o pai do menino, o que aconteceu com ele? E por que a mãe dele se afastou? São coisas que o jogador descobrirá e que apimentam a trama com muita fantasia.

Ilhas e Conquistas

Oceanhorn019Em cada ilha existem pequenas missões e que existem conquistas do próprio jogo que garantem o ganho de novas habilidades, já que todos os inimigos que são abatidos dão pontos de XP, o que eleva o nível de experiência do nosso herói, fazendo-o ficar mais resistente e mais ágil, o que facilita muito para o decorrer da jornada. Para fechar os objetivos, além dos emblemas, existem dois objetivos de extrema importância, encontrar a Espada Coral e o Escudo de Chronos.

O herói também consegue se equipar com magias, que são favoráveis ao jogador porque sua utilização é como uma arma secundária, capaz de varrer os inimigos e abrir novos caminhos, por exemplo: a magia do fogo consegue derreter blocos de gelo, a magia da cura recupera todos os seus corações. Sua utilização consome a barra de magia (barra azul que fica embaixo dos corações de vida).

Os puzzles também se fazem presentes em Oceanhorn, principalmente para revelar segredinhos como, lugares com munições para o arco, ou até mesmo piadinhas (sem Shigeru) que acontecem quando o herói encontra uma inútil bota velha dentro dos baús do tesouro. Também podemos encontrar moedas de ouro para gastar nas lojinhas do mercador. As arcas grandes de cor verde, forjadas em ouro, e que só podem ser abertas quando o jogador encontra a Chave Mestra, cada ilha possui sua própria chave mestra.

Existem ilhas que o jogador só conseguirá prosseguir se estiver em poder de certos itens críticos, por exemplo, ir até os Arrecifes sem as botas reais será uma viagem perdida.

O jogo salva automaticamente, então não se preocupe se de repente precisar sair ou se resolver parar porque já está tarde e precisa dormir, porque da próxima vez que voltar para Oceanhorn o herói estará lá, parado onde foi deixado.

Comandos atualizados

A todo o momento existe ação e exploração pelas ilhas. Se o jogador ficar perdido, procure pelas placas que existem pelo cenário, elas conseguem dar pequenas dicas sobre o que precisa ser feito. Pequenas, porque no geral chega um momento do jogo que acontece uma falta de noção para onde seguir, mas isso é resolvido ao prestar atenção nas conversas entre o menino e os NPCs encontrados por todo o jogo.

A mecânica do jogo é bem no estilo bumerangue, você vai e volta algumas vezes para resolver missões que antes não dava até que você tenha coletado o item que faz a história avançar. Aos poucos as ilhas vão sendo descobertas pelo próprio jogador, se você jogou recentemente The Wind Waker HD ou até o Assassin’s Creed IV: Black Flag, não terá problemas para navegar e explorar cada canto em Oceanhorn.

A vantagem desta versão 2015, além da existência de localidades que na versão para iOS não tinha, é em relação aos comandos que foram todos remapeados. No iPad e iPhone, os comandos era por meio de toques na tela. No PC, os criadores tiveram que retrabalhar todos os comandos para que os jogadores conseguissem aproveitar tudo com a ajuda do controle ou pelo teclado+mouse.

Os comandos são bons, não houve falhas ou respostas atrasadas ao apertar os botões/teclas, e realizar os comandos durante as 17 horas do jogo. Só três coisas, que poderia melhorar:

O personagem é meio pesado, parece que estamos controlando um bibelô de porcelana.

No menu existe uma área escrito “Log” que armazena os textos após uma conversa com os NPCs, isso deveria servir para o jogador consultar (no caso de se sentir perdido), os textos porque sempre revelam onde é o próximo objetivo a seguir. Como se o próprio menino puxasse pela memória o que foi falado, o problema é que esse “Log” não armazena todas as conversas, somente as últimas. A recomendação é separar um caderno e uma caneta e prestar atenção nas conversas para não ficar sem saber para onde ir.

Não temos controle livre da câmera, mesmo que a câmera não atrapalhe muito, seria interessante deixar o jogador girar a câmera por vontade própria.

Mas tudo bem, deu para entender que é para não deixar o jogador com muita ansiedade enquanto explora. Aos poucos, partes das ilhas são reveladas para dar aquela expressão de: – Ah! Nossa, tem isso tudo é?

Mesmo quem não tem tanta facilidade com o idioma inglês, Oceanhorn é legendado em português. Quem dera se a Nintendo fizesse o mesmo com seus jogos, ainda mais com The Legend of Zelda.

Triforce que uniu, Finlândia com Japão

Para ilustrar de forma harmônica toda essa aventura não podemos deixar de mencionar um cuidado muito legal com a trilha sonora. Com músicas que ao jogar por muitas horas, você acaba cantarolando a qualquer momento sem perceber. Houve vários momentos em que a música vinha na cabeça e como um canto da sereia, me fazia continuar o jogo.

Para a trilha sonora, além do compositor próprio Kalle Ylitalo que é conhecido na região da Cornfox & Brothers, também foram chamados os compositores Kenji Ito e Nobuo Uematsu. Estes dois, com certeza a galera gamer conhece de longa data.

– Kenji Ito é famoso pelas composições das trilhas da série Mana (Secret of Mana) e da série SaGa.

– Nobuo Uematsu é o compositor da trilha sonora da série Final Fantasy desde o primeiro jogo, e também é o responsável pelas músicas em The Last Story (Wii, 2011) e o fantástico Chrono Trigger. Então pessoal, fiquem tranquilos porque seus ouvidos estarão em boas mãos ao jogar Oceanhorn.

Mesmo o gamer que não curta nenhum desses jogos citados, temos que dar o braço a torcer porque, os arranjos musicais desses jogos são sempre muito bem trabalhados.

Oceanhorn utiliza uma engine própriam criada pela Cornfox & Brothers, e no PC existe compatibilidade com a resolução 4k. Os ambientes são bem trabalhados ainda mais quando colocamos o herói para velejar e tem momentos que o céu fica com um tom de pôr do Sol, ou quando nos aproximamos da Ilha Cemitério e o clima fica mais sombrio, com uma névoa quase transparente que toma conta da tela. Nos vilarejos, o interior das casas é cheio de detalhes, com mesas, cadeiras, lareiras e livros, muitos livros pelas estantes, é possível desarrumar tudo e ainda sair sem precisar limpar nada.

Numa última pesquisa feita pelo Blog MarvoxBrasil, a história fala sobre Oceanhorn, mas existem duas outras criaturas construídas por Arquimedes – Sealork e Everturso que não aparecem neste jogo, se um dia a Cornfox & Brothers resolver dar continuação para conhecermos melhor essas outras duas criaturas, seria muito bom.

Nota do autor – A aventura mais próxima do Zelda que o PC ganhou, sem a ajuda de emulador.

É válido lembrar que infelizmente, hoje em dia não é sempre que aparece um jogo assim, um adventure que preza pela dedicação do jogador. Não só para terminar, mas extrair tudo o que o jogo tem para fazer aquele categórico 100%. Eu agradeço ao meu amigo Bruno, pela sugestão!

Ano que vem teremos Yooka-Laylee, totalmente inspirado em Banjo-Kazooie, sem contar que está sendo produzido por profissionais das antigas da Rareware. Precisamos urgente de jogos assim, e que venham mais!

Faz bem saber que existam esforços para trazer aquele clima de diversão sadia para os consoles e o PC, é muito legal vermos grandes produções beirando o cinema, tem hora que é bom também, curtir algo mais com cara de videogame, do que de filme interativo.

Oceanhorn: Monster of Uncharted Seas está disponível desde março de 2015 no Steam, também é possível compra-lo pelo GOG.com e Nuuvem. Pelo GOG é DRM-Free podendo instalar sem conexão com Internet ou plataforma virtual, e na loja Nuuvem é possível ativar o jogo no Steam.

Acompanhem abaixo, nossa galeria com momentos em Oceanhorn capturados durante o gameplay. A edição 112 fica por aqui, até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 19 de maio de 2015, em Análises, PC e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

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