Meme Gamer: O Que Você Jogou em 2021? [11ª Edição]

Fala, gamer do Brasil! Vamos começar mais um momento de confraternização digital, é hora de compartilhar os jogos que marcaram as jogatinas durante o ano que encerrou.

Você é mais que bem-vindo para acompanhar esse percurso, não só aqui do Blog MarvoxBrasil, como também, a lista da galera que participa desta 11ª Edição do Meme Gamer: Arquivos do Woo, Gamer Caduco, Vão Jogar, A TV Vai Estragar, Videogames com Cerveja, e muitos outros que vez ou outra participam, no fim são todos amigos que gostam de escrever sobre games e estão sempre presentes em cada momento deste evento. Muito obrigado por toda a energia de todos vocês!

A partir de agora acompanhe minha lista com 14 jogos e descubra o que eu joguei em 2021!


Prey / Steam / PC

Lançado em: Julho/2006 | Human Head Studios | Também para: Xbox 360, MacOSX, Linux.

Este foi um presente de um amigo já faz um tempo, eu ficava naquela “outro dia eu jogo”, até que chegou o momento de curtir o Prey. A história do índio Cherokee, ex-soldado do exército dos Estados Unidos que precisa salvar a família que foi sequestrada por alienígenas. Todo o jogo é produzido em cima do motor-gráfico ID Tech 4 de Doom 3 com algumas modificações que nunca existiram no próprio Doom 3 como a possibilidade de pilotar uma nave por dentro das instalações alienígenas, lembrando o antigo Descent, e ainda, existe a viagem com portais antes da existência e da popularização que vimos depois com o Portal da Valve.

O combate chega a lembrar a tendência da época após a vinda de jogos como Half-Life 2 e o primeiro F.E.A.R, com inimigos agressivos que demoram para aparecer, mas quando acontece costumam vir em grupos. Entendo que tentaram trazer muitas novidades para uma época em que a 7ª Geração dos Videogames estava nascendo. Gostei muito de conhecer o Prey original, o percurso tem 21 fases e levei 11 horas para ver o final da história.


Kaze and the Wild Masks / Steam / PC

Lançado em: Março/2021 | PixelHive | Também para: PS4, Xbox One, Switch, Linux, Google Stadia.

A primeira vez que ouvi falar no Kaze foi durante o Big Festival 2018, depois em 2020 durante um festival indie promovido pela Steam foi possível jogar a Demo e pude comprovar que realmente precisava deste jogo. Kaze é uma coelha que precisa salvar o seu parceiro que foi amaldiçoado e aprisionado em um anel mágico.

Kaze se aproveitará das habilidades provindas por 4 máscaras (Águia, Tubarão, Tigre e Lagarto) para percorrer o percurso que envolve 4 Mundos e 35 fases que carregam títulos como: Iglu é pra Jacu, Cordas da Esperança, Escalada na Salada (parece até trava-língua), essa galera da PixelHive foi sensacional. Jogos de plataforma 2D é algo que eu facilmente costumo consumir, relembra demais as Eras 8 e 16-bit, é muito bom.


Mr. Bree+ / Steam / PC

Lançado em: Novembro/2013 | TawStudio Entertainment | Apenas PC

Este jogo vem da época em que os jogos indies estavam ganhando força, aquele momento em que olhávamos para Limbo, ouvíamos falar de Super Meat Boy, e começava aparecer Oniken pela Joymasher, estúdios brasileiros começavam a soltar jogos bem chamativos, e este foi um pouquinho antes de Aritana e a Pena da Harpia aparecer.

Mr. Bree+ fala de um porquinho que sofre de amnésia e não lembra nada do que ele sabe fazer, onde mora e quem é a família dele. Durante as fases existe uma peça de quebra-cabeça que precisa ser coletada, fazendo isso, um quadro de memórias é construído e assim o porquinho começa a recuperar as lembranças. É um jogo no estilo 1-hit kill que conheci através da antiga plataforma Splitplay, acabei tirando a poeira para jogar a sério e terminar de vez.


Inside / Epic Games Store / PC

Lançado em: Junho/2016 | Playdead | Também para: Xbox One, PS4, iOS, Switch, macOS.

E por falar em Limbo, olha só quem fez parte das jogatinas no ano. Inside veio de presente da Epic Games Store dentro da lista de jogos gratuitos em Dezembro de 2020, a mesma coisa que a loja fez em Dezembro passado. Minha vontade de jogar Inside veio logo depois de terminar Limbo em 2017. Eu queria conhecer o “limbo colorido”, “a continuação que não é uma continuação”, ou seja, o segundo trabalho da Playdead. Aqui controlamos um menino por 14 fases que vão desde Fazendas, áreas industriais, laboratórios e até bunkers inundados onde podemos explorar as profundezas com ajuda de um submarino.

A primeira jogada levei 4 horas, em uma das fases acabei descobrindo um Orbe todo iluminado que dá para desligar, se você desligar todos em cada fase verá um final alternativo. Depois fui cavar o 100% e terminei em 2h30, o melhor de Inside, assim como era em Limbo, é que depois que aprendeu a resolver os quebra-cabeças você termina num pulo só. Depois dessa, encerro minha dívida com a Playdead.


The Fall / Epic Games Store / PC

Lançado em: Maio/2014 | Over the Moon | Também para: Wii U, Xbox One, PS4, OS X, Linux, Switch.

Antigamente, e quando digo isso, é lembrando a época dos videogames com cartucho, a diversão era terminar um jogo em uma tacada só. Hoje em dia nos jogos sabemos que tem checkpoint, que dá para salvar e continuar em outro momento, e a jogatina segue por dias ou até semanas. A maioria dos jogos curtos estão ligados aos estúdios indies. The Fall segue essa ideia do jogo rápido, são apenas 7 fases podendo terminar a campanha em até 3h, e o melhor, o jogo é tão curto que acabei jogando mais duas vezes para tentar fazer melhor e mais rápido.

No jogo, o que parece ser um androide atravessa o espaço e mergulha em um planeta desconhecido e aparentemente abandonado. Segundos depois, descubro que na verdade é um traje de combate que carrega dentro dele um ser-humano que está ferido em estado crítico e inconsciente. O traje tem uma inteligência artificial que consegue defender e atacar qualquer indício de perigo, sua missão é encontrar uma instalação médica para salvar o corpo humano que está dentro do traje. Para tentar atrapalhar os seus planos, existe um “zelador” desse planeta que não sabe o que é um ser-humano e acredita que você é apenas um robô com defeito e vai tentar te destruir a qualquer custo. Gostei demais do desafio, é um jogo inspirado em Metroid, com ideias de Monkey Island e Blackthorne, focado na narrativa mas com momentos de ação na medida certa.


80’s Overdrive / Steam / PC

Lançado em: Dezembro/2017 | Insane Code | Também para: Switch, 3DS.

No Meme Gamer 2019 tinha trazido o jogo 198X, me lembro que naquele momento foi um jogo de muito bom gosto, em apenas uma campanha era possível jogar 5 estilos diferentes de jogos (beat’em up, navinha, corrida, endless run e RPG), não tem como chegar na fase da corrida, The Runaway, e impedir o cérebro de começar a viajar forte com todo aquele ambiente de rodovia do jogo.

Nunca desejei tanto a vinda de um jogo para PC, este jogo ficou por um bom tempo exclusivo para os consoles da Nintendo e apareceu na Steam no final de 2020. O jogo mescla dois títulos muito famosos das antigas. A campanha principal é toda inspirada em Lamborghini American Challenge, isso quer dizer que as corridas são todas no esquema das apostas, e com a grana obtida podemos comprar carros mais potentes e até tunar os carros com peças melhores.

Por outro lado tem o Time Attack, esta modalidade nos leva de volta para Out Run com o objetivo de dirigir pela rodovia repleta de bifurcações, mas aqui eles facilitam um pouco, para ganhar tempo você precisa tirar ‘fina’ dos carros que estão no caminho, além de alcançar o tradicional checkpoint no final de cada etapa para somar mais tempo. Como recomendação, jogue o Time Attack a sério só depois de finalizar a campanha principal. Toda a trilha sonora é no estilo de músicas synthwaves que remetem aos anos 80, os caras são loucos! Joguem e vejam o que estou falando.


Alex Kidd in Miracle World DX / Steam / PC

Lançado em: Junho/2021 | Jankenteam, Merge Games | Também para: PS4, Xbox One, Switch, PS5, Xbox Series X.

Três décadas atrás ganhei de aniversário dos meus pais um videogame chamado Master System II com Alex Kidd in Miracle World na memória do aparelho, e quando ligava o videogame sem inserir nenhum cartucho, Alex Kidd aparecia na televisão. A versão DX estava prometida para o início de 2021 e após alguns adiamentos o jogo finalmente foi lançado em Junho e novamente virou meu presente de aniversário.

Para entender o que é este jogo, basta lembrar o que foi o remake de Wonder Boy: The Dragon’s Trap, tudo continua lá igual o que víamos no Master System, com suaves modificações e com o recurso adicional do passado e presente com apenas um aperto de botão que alterna entre o visual original (8-bit) ou o visual redesenhado a qualquer momento durante as fases. No jogo original temos 11 fases, nesta versão DX são 22 fases. Agora o Alex Kidd até “fala” com pessoas no meio do caminho, aparece uns balões de conversa, e podemos encontrar também coletáveis especiais escondidos em algumas fases. Este foi um jogo que terminei dos dois jeitos, jogando ele todo com visual DX, e depois rejogando em 8-bit para ver fases como Deserto Tayio e Numachi Tóxico, que são fases que nunca existiram e ficaram muito boas com visual retrô.

Desde 2017 temos recebido o resgate de marcas que foram tão agarradas aos sistemas da Sega, não faz muito tempo que vimos Wonder Boy: The Dragon’s Trap, Sonic Mania, Streets of Rage 4, e agora Alex Kidd. Será que essa história do Alex Kidd DX continua? Espero que sim.


The Long Dark / Epic Games Store / PC

Lançado em: Agosto/2017 | Hinterland | Também para: PS4, Xbox One, Switch.

The Long Dark faz o jogador mergulhar em um universo de sobrevivência de mundo aberto em uma região montanhosa e agressiva, toda coberta de neve no norte do Canadá. Para quem gosta de história, o jogo fala sobre um casal, o piloto e a esposa médica, que partem de avião para ajudar pessoas que estão sem comida e precisam de cuidados médicos em uma cidade do interior, de repente uma tempestade geotérmica faz o avião apagar e cair numa montanha gelada. O piloto, Mackenzie, precisa encarar a natureza do local para encontrar a esposa que não se sabe onde foi parar.

Quando comecei a jogar não entendia porque toda hora o personagem morria, tive que reiniciar 5 vezes para entender o que estava acontecendo. Foi aí que reparei nos medidores. O termômetro é a temperatura corporal. O olho é a disposição do personagem e quanto menor a barra mais cansado ele está. A gota é a vontade dele de beber água, e o estômago é a fome. Para se abrigar do frio, o jogador encontrará casas abandonadas, e outras com pessoas que precisam de ajuda, e poderá usar a geladeira dessas casas para estocar comida (com a caça de animais) e bebida para armazenar no cantil.

Para quem estiver na espera do Stalker 2, já jogou os Stalkers antigos, ou quer conhecer algo interessante (e menos radioativo) nessa linha survival de jogos, é uma ótima sugestão conhecer The Long Dark. É o primeiro trabalho do estúdio canadense Hinterland, e que recebeu apoio de financiamento público-privado de empresas do Canadá, o mesmo apoio que jogos como Outlast e Dead by Daylight receberam no passado. A campanha principal em The Long Dark é dividida em 5 episódios: Do Not Go Gentle, Luminance Fugue, Crossroads Elegy, e o mais recente lançado em Outubro passado, Fury, then Silence, que atrasou por conta da pandemia da Covid-19. Se você pegou esse jogo pela Epic Games Store em 2020 já está garantido para jogar os episódios já lançados. E se você não quiser jogar a história, tem o Modo Sobrevivência, para curtir a exploração sem seguir o enredo.


Retro Machina / GOG / PC

Lançado em: Maio/2021 | Orbit Studio | Também para: PS4, Xbox One, Switch, Xbox Series X.

Este conheci durante o Big Digital 2021, a história do robô operário que se encanta com uma borboleta que entra pela janela da fábrica, o robô resolve agir de uma forma não programada e olhava para a borboleta como se perguntasse: Eu também posso ser livre? E aí começa a aventura em busca de respostas.

Achei o máximo saber da existência deste Action-RPG com jogabilidade 2.5D, onde você precisa percorrer 4 regiões que são interligadas por uma Estação Central, em cada região é necessário encontrar baterias que fornecem energia para o bondinho conseguir levar o pequeno robô para as próximas regiões, no meio do caminho descobrimos casas, ruas, shoppings, cinemas que dão indícios de que existiam pessoas, mas por algum motivo, os robôs tomaram conta de tudo. Falando de uma forma bem rasa, é um BioShock em 2.5D, os caras foram demais.

Os cenários são curiosos com detalhes que faz sua visão se perder, casas que parecem ter saído do desenho dos Jetsons, carros abandonados que lembram o Mach-5 do Speed Racer, e outros easter eggs que fazem o próprio jogo querer brincar de “Onde está Wally” com o jogador. Existe também uma árvore de habilidades que amplia as funções do personagem, uma delas é controlar inimigos para te ajudar a bater em outros inimigos do cenário ao mesmo tempo que também ajudam a solucionar quebra-cabeças.


The Darkness II / Steam / PC

Lançado em: Fevereiro/2012 | Digital Extremes | Também para: PS3, Xbox 360, Mac OS X.

A partir de agora começa o descarrego do ano, jogos que tenho faz tempo, mas só agora dei atenção devida para jogar. The Darkness fala sobre um anti-herói, Jackie Estacado, que foi adotado por uma família da máfia, ele não é uma pessoa ruim mas passou por situações tensas durante a vida, e ainda carrega poderes sobrenaturais emanados da escuridão. O primeiro jogo você encontra apenas para Xbox 360 e PS3, sendo que o segundo jogo chegou a sair também para PC. Este é o tipo do jogo que não tem problema nenhum jogar um ou outro já que trata de um personagem de histórias em quadrinhos, e como ambos foram feitos por estúdios diferentes, existe uma direção diferente para os dois jogos.

The Darkness II carrega como pano de fundo a história de Jackie Estacado que precisa salvar sua namorada Jenny, enquanto vai atrás de outros mafiosos que querem acabar com sua própria família. Jackie por ter esses poderes sobrenaturais precisa da escuridão e só pode agir durante a noite, do contrário, ele é apenas um humano comum, e o que faz ele ficar fraco ou impede de usar os poderes são as luzes artificiais pelo cenário (postes, luminárias, e tudo que ilumina). Jackie poderá usar armas de fogo, mas o super trunfo acontece quando os poderes tomam conta dele e aparecem as Demon Arms, um par de enguias que faz o jogador eliminar os inimigos das formas mais truculentas possíveis. Podemos desbloquear novos poderes e diversos recursos sobrenaturais por meio de uma árvore de habilidades, é possível também aproveitar objetos do cenário para não precisar gastar munição. O percurso traz 19 fases e é um jogo muito rápido podendo terminar em até 5 horas, gostei tanto que joguei mais 3x aumentando o nível de dificuldade.


Brütal Legend / Steam / PC

Lançado em: Outubro/2009 | Double Fine Productions | Também para: PS3, Xbox 360, OS X, Linux.

Tim Schafer, Double Fine, Jack Black, Ozzy Osbourne, Lemmy Kilmister, Tim Curry… mas, o que é isso? Este é um jogo que poderia facilmente ser adaptado para o cinema ou TV. Originalmente, Brütal Legend foi trazido para o Xbox 360 e PS3 com a ajuda da Electronic Arts em 2009, depois a Double Fine nasceu e em 2013 a versão PC apareceu sendo publicada pela própria Double Fine.

O jogo abre e Jack Black aparece na tela me convidando para entrar com ele em uma loja de discos, ele tira um álbum da prateleira e o menu do jogo é a capa do disco, muito legal. O jogo é completamente uma viagem fantasiosa por uma terra banhada por heavy metal assim como sua trilha sonora composta por nomes famosos para mergulhar no som, literalmente. Quanto ao desafio, controlamos Jack Black que aqui é chamado de Eddie Riggs que durante um show acorda uma figura ancestral que engole o mundo real, inimigos estranhos e curiosos aparecem e podemos eliminá-los com a ajuda de um machado e uma guitarra chamada Clementine que solta poderes por meio de sequências que lembram Guitar Hero.

Esse é o tipo do jogo fácil de se impressionar a cada metro percorrido, cenário vasto e cheio de detalhes, grupos de criaturas, uma mais curiosa que outra, e para percorrer tudo isso temos a ajuda de um carro estilo hot rod que pode ser melhorado para aguentar o percurso. As melhorias acontecem dentro de uma garagem onde Ozzy Osbourne trabalha como mecânico. Encontre as garagens e faça um riff na frente delas e a garagem surge do chão. Toda ação do jogo é no estilo Action-Adventure, e as batalhas com os chefes ou momentos importantes para a evolução da história acontecem no formato estratégia em tempo real. Este jogo nunca mais esquecerei, muito bom.


Rad Rodgers: World One / Steam / PC

Lançado em: Dezembro/2016 | Slipgate Ironworks | Também para: PS4, Xbox One, Switch.

Depois de um jogo com uma história tão trabalhada e gostosa como Brütal Legend, precisava de algo mais tranquilo, sem tanta narrativa, aquela coisa do só aperta start e vai embora. Foi então que lembrei que tinha o jogo Rad Rodgers: World One e que não tinha jogado direito. Quando esse jogo saiu lá em 2016 veio com problemas de performance, travava demais, e após algumas atualizações do estúdio o jogo ficou jogável de verdade. Quem procurar esse jogo nos consoles vai encontrar como Rad Rodgers Radical Edition, uma versão melhorada lançada em 2018. A que eu joguei neste primeiro momento é chamada World One e foi a estreia desse jogo.

Rad Rodgers é um personagem resgatado de um jogo antigo chamado Ruff ‘n’ Tumble, um run and gun 2D lançado para os computadores Amiga em 1994. O que temos aqui é uma reimaginação do personagem, desenvolvida pela Interceptor, algo parecido com o que fizeram com Giana Sisters: Twisted Dreams em 2012 ao pegar personagens super antigos para retrabalhar. A melhor coisa é que temos um mundo no formato de mapa do Super Mario World, mas com apenas 7 fases.

Aqui temos que ajudar um menino que jogava tanto videogame que acabou sendo engolido pelo próprio aparelho. É um jogo que quem curte fazer 100% vai achar o máximo encontrar todos os segredos das fases, os cenários são muito bonitos e o desafio fará você ranger os dentes. Infelizmente é uma história que deveria ter uma continuação, mas não aconteceu, por isso o jogo foi arredondado e lançaram a versão Radical Edition onde o estúdio Interceptor fechou de vez o enredo do jogo.


Spec Ops: The Line / Steam / PC

Lançado em: Junho/2012 | Yager Development | Também para: PS3, Xbox 360, OS X, Linux.

Uma das situações mais legais do Meme Gamer é esse compartilhamento de listas de jogos entre os amigos que participam, em alguns casos acontece até do jogo de alguém virar opção para outra pessoa, e foi o que aconteceu com Spec Ops: The Line, que ouvia tanto o Diogo (CyberWoo) falar que resolvi jogar de uma vez.

The Line fala de um trio da Força Delta que é enviada para a linda, espelhada e arenosa Dubai para resgatar uma outra tropa que estava nas mãos de guerrilheiros da região, o problema é quando o próprio trio começa a se perguntar se vão ajudar mesmo ou se estão lá apenas para matar mais pessoas. O desafio se desenrola pela ação Third-person por 15 capítulos recheados de muita tensão e olhos firmes em combates no formato guerra mesmo, onde é necessário se proteger realizando ‘covers’ e derrubar os inimigos na primeira oportunidade que encontrar.

Chegadas furtivas poderão facilitar sua vida, ou se quiser bancar o Vin Diesel, abrir os braços e dizer “aqui é Brasil”, também pode. O legal é que nas fases, assim como The Darkness II, você pode explorar e encontrar objetos secretos que revelam mais sobre o enredo do jogo. Spec Ops: The Line chega a ser muito prático, na primeira jogada demorei 10h, mas depois jogando de novo e pulando as cenas caiu para 4 horas, vale a pena se quiser algo rápido onde a ação acontece desde o primeiro instante.


Mad Max / Steam / PC

Lançado em: Setembro/2015 | Avalanche Studios | Também para: PS4, Xbox One, Linux, macOS.

Eu sempre vou amar a história de Mad Max, seja com Mel Gibson ou Tom Hardy, o que importa é que a marca Mad Max tem um peso enorme para mim e nunca esqueço da primeira vez que assisti ao filme no SBT nos anos 80. Este jogo é uma adaptação do filme de 2015 com algumas liberdades criativas.

Temos um mapa que na primeira vista parece grande, mas são apenas 4 Estados: Deserto Branco, Sertões Mortos, Lixão, e dentro o objetivo final que é a Vila Gasolina. Dentro de cada Estado temos pequenas cidades organizadas por um regente, tudo para que as coisas saiam minimamente nos eixos, o que no primeiro momento nunca acontece já que existem marginais rodoviários que adoram causar o terror pelo caminho.

No meio de tudo isso temos um third-person de ação cuja pancadaria se espelha muito em Sleeping Dogs (é um beat’em up de bandeja), temos também o combate veicular onde dirigimos pelas estradas que conectam as regiões. Com o tempo é possível equipar melhor o veículo para torná-lo mais resistente e agressivo diante dos perigos nas rodovias.

Além da ação, temos momentos de exploração do cenário, se quiser. Do contrário é só seguir o ponto verde para continuar pelas missões principais. Conhecer as regiões e fazer o pente fino não deixa de ser importante devido a quantidade de coletáveis que o jogo fornece. É possível invadir acampamentos para encontrar suprimentos, pertences deixados para trás como fotos e cartas que contam histórias de uma época onde o mundo ainda era recheado de pessoas que pareciam se importar com as coisas antes de tudo acabar. Os textos são interessantes e não é difícil parar e pensar nas coisas escritas, muitas para causar aquela sensação de “uma hora você vai sentir falta disso”.

Nesses acampamentos podemos encontrar também carrocerias novas para montar carros cada vez mais envenenados, importante para eliminar os comboios que são sempre bem protegidos por um bando de malditos motorizados. O famoso Interceptor está presente, mas não é o melhor carro, o jogador consegue montar um carro muito melhor com o tempo. Fora o perigo dos inimigos, tem também ameaças climáticas como tempestades violentas onde você precisa encontrar abrigo para não levar descargas elétricas na cabeça. É um jogo que fala sobre família, se perdoar, e sobretudo, valorizar as pequenas coisas.


Estes foram os jogos que marcaram as minhas jogatinas em 2021, espero que você tenha gostado. Comente se você já jogou algum deles ou coloque nos comentários o que você jogou. Agradeço demais essa oportunidade de realizar o Meme Gamer novamente com a ajuda dos amigos que sempre participam.

Fico muito agradecido também de saber que o blog consegue ajudar de alguma forma tanta gente que procura informações sobre um determinado jogo, vejo isso pelas informações daqui mesmo da plataforma do blog e fico muito grato mesmo de saber que muito dos textos que postei todos esses anos servem ainda hoje como consulta. Muito obrigado mesmo, e que 2022 traga novas aventuras para todos vocês!

Confira abaixo os participantes da 11ª Edição do Meme Gamer. O que será que eles jogaram em 2021? Vamos conferir, e para saber quem já publicou o conteúdo atualizarei os links com este emoji (✅).

[Alvanista] João Carlos (UsoppBR)
[Blog] A TV Vai Estragar! => Farnezi
[Blog] Arquivos do Woo => Diogo Batista (Cyber Woo)
[Blog] Arquivos do Woo => Geovane Sancini
[Blog] Arquivos do Woo => Tony Horo
[Blog] Gamer Caduco => Cadu
[Blog] MarvoxBrasil => Marvox
[Blog] Vão Jogar! => Tchulanguero
[Blog] Vão Jogar! => sucodelarAngela
[Blog] Vão Jogar! => Somari
[Blog] Videogames com Cerveja => Felipe B. Barbosa

7 Comments

  1. Salve mister Marvox!
    E vamos nós para mais um ano de Meme!
    .
    Lá da sua lista de 2019 eu anotei um game muito específico para jogar: 198X.
    Vergonhosamente até hoje sequer o adquiri, mas ele ainda está na lista de jogos que quero jogar.
    Junto a ele agora, listo mais um: 80’s Overdrive
    A proposta me é muito chamativa…
    .
    Dentre os meus conhecidos gamers acho que sou o único que achou The Darkness II meio “méh”.
    Passa MUITO LONGE de ser um jogo ruim, não é essa a questão, mas é que ele tenta tanto ser descolado que passou do ponto pra mim.
    De qualquer forma ele finaliza com um puta gancho de história interessante e que me deixou sedento pela sua sequência não existente. Uma pena.
    .
    Com relação a Brutal Legend, existem dois tipos de pessoas: as que adoraram o jogo e as que estão erradas.
    Simples assim.
    Ponto final.
    Kkkkkkkkkk!
    .
    Mad Max está aqui na minha biblioteca da PSN há anos e nunca nem foi instalado no console.
    Adora os filmes e tenho todo o interesse do mundo no jogo, mas eu morro de preguiça de jogos de mundo aberto. Salvo raras exceções acabam se tornando experiências repetitivas, vazias e eu chego ao final do jogo mais aliviado por ter acabado do que empolgado pela jornada.
    Honestamente, prefiro uma experiência de jogo de 10 horas que realmente seja marcante e inovadora do que um jogo de 50 horas que me trate como um hamster correndo da sua gaiola.
    Enfim, um dia tenho de jogar Mad Max.
    Kkkkkkkkkkkk!
    .
    Valeu pela leitura, mister Marvox!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Falaê Cadu! Valeu demais pelo comentário, legal demais saber que você curtiu alguns jogos da lista. Com certeza, Kaze, Retro Machina e 80’s Overdrive vão trazer aí bons momentos, tanto pela jogatina, quanto pelas lembranças desses jogos e da época que tentam resgatar com novidades, muito bom! Valeu Cadu!

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  3. Falaê Geovane, valeu demais pelo comentário! Sem problema, quero ver sua lista também, e dos 3 jogos que você falou realmente The Darkness II não tem um desfecho tão redondo como os outros, apesar de ter 2 finais poderiam ter continuado a história. É sempre assim, quando a gente gosta e acredita no jogo não tem final. Quando puder, joga sim Rad Rodgers, com certeza vai valer a jogatina.

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  4. Valeu demais pelo comentário, você todo ano aparece e isso é muito legal saber que continua acompanhando, traga sim a sua lista! Valeu!

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  5. Fala Marvox!
    Caramba, até quem enfim chegou a época mais legal do ano para quem escreve. Ou pra mim pelo menos, acho legal falar rapidamente de tudo que joguei e de quebra ainda pegar umas dicas bacanas com vcs que também postam.
    Tô chovendo no molhado, né? Acho que já falamos disso dezenas de vezes. Vc até cita o mesmo no texto.
    Gostei bastante da sua lista, já botei o Kaze na minha wishlist aqui, pareceu bem legal. E eu adoro trocadilhos, então…
    Também adicionei The Fall, Retro Machina e 80’s Overdrive, este último acho que foi o que mais me chamou a atenção.
    Nem preciso falar que Alex Kidd in Miracle World DX também, né? Mas ele já estava faz um bom tempo… rs
    Que legal que vc fez deste jogo um presente de aniversário meio que imitando o passado, eu adoro esse tipo de coisa.
    Tomara sim que continue a saga DX do personagem, mesmo com os jogos não tão bons assim… hehe.
    Pra fechar, de tudo que vc postou eu só joguei Spec Ops: The Line, que é um jogo maravilhoso mesmo. E olha que eu não costumo me empolgar com shooters. A pegada dele é outra.
    Muito bom o post, Marvox!
    Valeu!

    Curtido por 1 pessoa

  6. A minha lista (lá no Arquivos do Woo) vai demorar pra sair. Não porque eu ainda to escrevendo o texto ou coisa do tipo, mas sim porque… São MUITOS jogos, e eu to pegando imagem de cada um deles.

    Dessa lista aí eu só joguei o The Darkness II, Brutal Legends e o Spec-Ops: The Line. Fico triste porque o Darkness II termina num gancho fodido e nunca vimos a conclusão da história.

    O Rad Rodgers fica em promoção na PSN vez ou outra, então quem sabe um dia?

    Curtido por 1 pessoa

  7. Bela lista essa Marvox achei bem maneiro cada jogo seu ai jogado viu depois eu posto a minha lista ai kra.

    Curtido por 1 pessoa

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