Ed.Nº 161 – South Park: The Stick of Truth [2014]

Analise

Oh my God, they killed Kenny!” – por meio desse jargão que South Park era e ainda é lembrado já que a 21ª temporada está para começar. Não consigo esquecer quando acompanhava a MTV e o desenho apareceu na programação, passava tarde, era legendado e não lembro da primeira vez que cheguei a assistir o desenho dublado, só sei que demorou muitos anos, muitos mesmos, eu nem imaginava quais vozes se encaixariam nas crianças e nos personagens da cidade de Colorado.

South Park na forma de jogo não é uma novidade, o que acontece é que o jogo The Stick of Truth veio como uma poção de cura após vários trabalhos no passado que tentaram fazer com que o desenho fosse tão legal nos Videogames quanto era na TV.

Para quem chegou a assistir “South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes“, lá no ano 2000 no cinema ou em Fita VHS, podemos colocar tranquilamente Stick of Truth como o segundo longa metragem.

Acompanhe a análise desta produção da Obsidian Entertainment presente no PC, PS3, Xbox 360 desde 2014 e que em breve também estará no PS4 e Xbox One.

South Park: The Stick of Truth (PC [Análise], PS3, Xbox 360)
Desenvolvedor: Obsidian Entertainment
Publicado por: Ubisoft
Lançado em: 04/03/2014

[Tempo de leitura: 7 minutos]

 

Uma vez…

South Park foi um Shooter desses com visão em primeira pessoa que colocava, Cartman, Kyle, Stan e Kenny, o quarteto principal com armas (de brinquedo) para salvar a cidade de uma série de ameaças alienígenas. Foi assim a estreia da criação de Trey Parker e Matt Stone, pelas mãos da Acclaim. Com desenvolvimento pela Iguana Entertainment no Nintendo 64 e Appaloosa Interactive no PlayStation.

Sinceramente não sei o que passou na cabeça da Acclaim quando resolveu colocar o desenho na forma de um Shooter, acredito que eles (Acclaim) estavam tão confiantes com os trabalhos realizados com a marca Turok que acreditaram que essa seria a tacada perfeita.

Eu me lembro quando comprei o cartucho do primeiro South Park para o N64, era 1999 e não me lembro agora se era aniversário ou Natal, o que não esqueço é a forte propaganda em cima do jogo e já naquela época existia uma versão raríssima desse cartucho com legendas em português, infelizmente nunca encontrei nas lojas.

Passados 16 anos desde Shooter Park, os criadores do desenho animado resolveram procurar a Obsidian para iniciar o projeto The Stick of Truth. A Obsidian costuma sempre trabalhar com jogos de RPG, seus funcionários vieram da antiga Black Isle, que um dia foi a original responsável da marca Fallout quando o jogo ainda era isométrico.

O desenvolvimento de Stick of Truth havia começado em 2009 por um investimento da THQ e diferente do que aconteceu na época da Acclaim, desta vez, Trey Parker e Matt Stone supervisionavam todo o projeto, detalhe por detalhe. Nesse meio tempo, problemas financeiros da THQ começavam a afetar a criação e a Obsidian não conseguia continuar, até que chegou a Ubisoft e tornou-se a nova investidora do jogo.

 

Um novato em South Park

The Stick of Truth é um jogo de RPG que oferece a oportunidade de conhecer cada canto onde vivem os personagens de South Park, temos praticamente um sandbox 2D em um cenário que ocorre uma simulação tridimensional, podemos movimentar o personagem para cima e para baixo dentro do cenário, atravessar ruas, entrar em casas e lojas que existem pela cidade.

Tranquilamente é possível bisbilhotar as casas dos personagens, invadir cada cômodo sempre à procura de um meio para abrir as garagens onde estão escondidos os melhores objetos, e coletáveis têm de sobra nesse jogo. Dá até para caçar Chinpokomon.

A primeira tarefa é montar “você” do jeito que quiser, além de escolher uma classe para operar entre Guerreiro, Mago, Ladrão ou Judeu. Apesar do jogo deixar claro que o objetivo principal é a história em torno do “Cajado da Verdade”, se pegarmos as 20 horas de jogo é possível encontrar pauta para quatro histórias no mínimo, como uma pequena maratona de episódios.

A primeira história já começa com você, jogador ou jogadora, mudando-se com os pais para uma nova casa em Colorado, em seguida vem a quest (missão) dada pelos seus pais – sair e fazer novos amigos. O primeiro personagem para conhecer é o garoto Butters, e não demorará muito para o jogador se aproximar de Cartman, Kenny, Stan e todos os outros personagens do universo de South Park.

Todas as informações de cada NPC pode ser encontrada em uma espécie de rede social ao estilo Facebook, é fictícia, mas será neste local que o jogador será adicionado e começará a fazer amizades com os mais diversos grupos, desde as crianças do jardim da infância até os garotos da própria idade, tem também adultos, Jesus Cristo, Big Gay Al, tem até Al Gore, e seres misteriosos que vivem nas profundezas da cidade.

Dentro dessa área onde acontece a rede social é possível encontrar várias abas: Início, inventário, habilidades, missões, mapa, coleções e grupos. Todas elas possuem informações que impedem que o jogador fique perdido durante o jogo, e ainda tem a facilidade de tudo estar legendado em português.

No inventário o jogador poderá gerenciar os equipamentos que protegem o personagem, cabeça, corpo e luvas, além das armas que também são muito importantes para os combates. Nesse ponto as armas sempre são, uma para ataque de perto e outra para ataques de longe. Alguns equipamentos dão abertura para inserir recursos adicionais como poderes que dão choque ou causam intoxicação, algumas roupas possuem espinhos e causam danos em inimigos no combate corpo a corpo.

Tudo é uma grande estratégia feita para jogadores que já possuem uma certa experiência em jogos do gênero quanto aqueles que jogam pouco. É muito interessante ver esse meio termo que a Obsidian conseguiu encontrar para South Park ser um jogo que tranquilamente qualquer pessoa pode jogar e se divertir muito.

Quanto aos combates, eles nunca acontecem com o jogador sozinho e sempre seu personagem será seguido por um partner (parceiro) que brigará junto. As batalhas funcionam naquele modo em turno, o primeiro ataque é seu, em seguida é do seu partner e logo vem o contra ataque.

Butters é um paladino, Kenny é uma linda donzela, Stan segue o caminho do guerreiro, Jimmy é um bardo que consegue paralisar os inimigos com suas canções mágicas, Cartman é um grande mago e Kyle é o rei dos elfos. Cada personagem possui habilidades poderosas que ajudam a derrubar os inimigos, e as batalhas são bastante desafiadoras e sempre em grupo.

Todos os poderes podem ser conferidos de forma rápida na aba Grupo. Os partners que mais utilizei foram: Butters, Jimmy, Stan e Cartman.

 

Homenagens, inspirações

A história de Stick of Truth foi levemente baseada por meio de um episódio do desenho que apareceu na 6ª Temporada em 2002 chamado “The Return of the Fellowship of the Ring to the Two Towers” em que os personagens brincam de Senhor dos Anéis e Cartman aparece com a mesma roupa do jogo.

Demais inspirações surgiram porque a dupla Trey Parker e Matt Stone que criaram o desenho South Park gostavam muito de jogar Earthbound, um jogo lançado para Super Nintendo em 1994. Essa inspiração fica mais forte quando o jogador atinge um determinado progresso da história que o leva para visitar o Canadá.

Esse momento foi algo sem igual, ver que dentro de Stick of Truth é como se existisse dois jogos em um, porque todo o design e efeitos de som mudam e ao invés de vermos os personagens em 2D, temos uma visão aérea como nos antigos jogos de RPG.

The Stick of Truth é um presente para os fãs do desenho, uma criação feita por mãos de pessoas que sempre trabalharam para o gênero RPG, e que na produção contou com os próprios criadores do desenho na TV. Facilmente é um jogo que abraça qualquer jogador.

 

Acompanhe abaixo a galeria de imagens para visualizar outros pontos do jogo, agora é aguardar a chegada da sequência desta produção que será South Park: The Fractured but Whole que chega dia 17 de outubro de 2017 no PC, PS4 e Xbox One.

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Sobre Marvox

Bacharel em Comunicação Social: Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista de São Paulo. Fundador/Autor do MarvoxBrasil. Cofundador do Canal Jornada Gamer.

Publicado em 1 de agosto de 2017, em Análises, PC, PS3, XBOX 360 e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 4 Comentários.

  1. Hahahah! Cara não sou um dos maiores fãs de RPG mas poxa sempre tem algum que é legal, que vale a pena investir suas horas pra conhecer melhor e tal. E realmente a parte do Canadá ficou fantástica mesmo, ainda bem porque de tantos altos e baixos, pelo menos esse faz jus ao desenho na TV. Tomara que o próximo agrade tanto quanto este.

    Valeu Cadu, e desculpe a demora para responder!

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  2. Esse jogo é demais! Bem o que vc falou quanto à simplificação de tudo referente à RPG. Pessoa que lança um “ain é érri pê gê, num gótu” e gosta de South Park tem que apanhar na bunda de cinta! hahaha
    A parte do Canadá me fez surtar quando vi!
    E vale dizer que nunca joguei nenhum outro jogo da série, nunca nada me interessou. Nem sabia do tal shooter. Credo! kkkkkkkkkk
    Muito bom o review, Marvox!

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  3. Muito bom aki é rock! É um jogo que vale cada minuto mesmo.

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  4. Esse jogo eu vi varias pessoas falar a respeito sobre ele e dizer que é muito bom não joguei ainda ele mas esta´na lista para jogar ainda pois curto muito o desenho.

    Curtido por 1 pessoa

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