Ed.Nº 158 – Turok 2: Seeds of Evil Remastered [2017]

Analise

Quando soube que a versão de Turok 2 Remastered chegaria no PC as minhas mãos tremeram, comecei a lembrar das batidas dos tambores, as cornetas de guerra, o grito dos dinossauros, lembrei daquela arma Cerebral Bore com seus projéteis que seguiam a cabeça dos inimigos e corroíam seus cérebros levando-os a morte, foi aí que eu saí pela janela da sala e soltei “I’m Turok” para que o espírito guerreiro tomasse conta do meu corpo. E então, o jogo chegou em março de 2017, é recente mesmo, e em Abril pude reviver a aventura por Lost Land.

As histórias de Turok nasceram em HQs dos anos 50. Quando chegou a metade dos anos 90 e o sucessor do Super Nintendo estava mais do que gritando na linha de produção, o conteúdo das HQs foram transformadas em jogos pela cooperação dos estúdios Iguana e Acclaim que haviam arrumado uma forma de trazer Turok na forma de trilogia para o gênero Shooter no Nintendo 64. Dinosaur Hunter (1997), Seeds of Evil (1998) e Shadow of Oblivion (2000). Dos três, somente os dois primeiros ganharam ports para PC, sempre num espaço de pelo menos 1 ano de diferença.

O Remaster de Turok 2 é a continuação de um trabalho proposto pela Night Dive Studios, ela já tinha anunciado que faria isso com os dois primeiros jogos. Em 2015 veio Turok: Dinosaur Hunter, que é a primeira aventura lançada em 1997, e agora foi a vez do Seeds of Evil que é o jogo de 1998. Ambos são encontrados na edição remaster nas lojas digitais Steam ou GOG. No final da página deixarei os links para que vocês possam conferir tudo, numa boa.

Acompanhe a edição 158 e redescubra esta pérola do Nintendo 64 de uma época que os Shooters começaram a ficar mais profundos.


Turok 2: Seeds of Evil Remastered (PC [Análise])
Desenvolvedor: Iguana Entertainment
Remasterizado por: Night Dive Studios
Lançado em: 16 de março, 2017

[Tempo de leitura: 10 minutos]

A aventura já começa pelo nome do jogo, Turok é o espírito guerreiro que incorpora cada personagem que protagoniza a história. Tal’Set foi o primeiro Turok, e a partir de Seeds of Evil, iniciou-se a jornada de Joshua Fireseed, o novo guerreiro.

Mesmo que a história seja tratada na forma de trilogia, não existe problema algum em começar a jogar pelo segundo jogo que traz novas situações durante o percurso do enredo que acontece em 5 localidades do universo de Lost Land.

Lost Land é um planeta que possui continentes divididos em formas semelhantes como a Terra, a diferença é que tudo aqui é totalmente fictício e fala de uma grande guerra intergalática comandada por Primagen, uma criatura que além de ser gigante, é o próprio criador do planeta Lost Land. Primagen estava em sono profundo, mas acordou sedento por mudanças drásticas na evolução do planeta. O que o impede de resolver pessoalmente é a existência de Totens de Energia instalados em cada região do planeta. Quando esses Totens se comunicam, é como antenas wi-fi.

A energia liberada pelos Totens mantém o vilão longe do planeta. Primagen decide então usar seus poderes de telepatia para entrar na mente das diversas criaturas de Lost Land e mentalmente consegue tomar o controle de cada ser do planeta com o objetivo da própria população de dinossauros e alienígenas destruírem seus próprios Totens de Energia. Esse é o lance, não deixar que os dinossauros e os alienígenas destruam os Totens, e também impedir que Primagen desça de sua enorme nave espacial e chegue perto de Lost Land.

Para ajudar Turok nesta missão temos a companhia da guardiã Adon, uma moça que toma conta dos portais dimensionais que ligam os continentes de Lost Land, ela será uma grande aliada de Turok e ajudará o jogador o tempo todo durante o percurso.

Os Totens ditam o fim da fase, e logo aparecerão duas barras no alto da tela. A verde é a energia do Totem que não pode chegar ao fim. E a barra vermelha é a energia dos inimigos que aparecerão no formato wave. Serão muitos inimigos de uma vez, então fique atento olhando para todos os lados. A melhor arma para este momento é a Tek Crossbow que utiliza flechas que explodem após cravar no corpo dos inimigos e você pode usar a mira como uma sniper.

 

Arsenal indígena-bélico

E já que mencionei a Tek Crossbow, Turok 2 possui um total de 22 armas que vão de ataques corporais capazes de arrancar a cabeça dos dinos, pistolas, metralhadoras, lança-chamas, sniper de plasma, shotguns, dardos que dão choques e paralisam os inimigos no lugar, canhões, e a queridinha da família, Cerebral Bore que citei no começo do texto. Algumas armas utilizam munição secundária como a shotgun que aceita cartuchos comuns e cartuchos explosivos. Dentro deste arsenal temos também as armas aquáticas, debaixo d’água as armas de fogo não funcionam, mas não se preocupe, assim que você der qualquer mergulho as armas aquáticas entram em ação automaticamente.

O importante é saber que ao utilizar a Crossbow e a Harpoon Gun, depois que o inimigo for abatido, você consegue recuperar as flechas que atirou. Só não vai conseguir recuperar as flechas da Tek Crossbow, já que elas explodem. Toda vez que você coletar uma nova arma, a guardiã Adon falará o nome da arma.

O jogo funciona da seguinte forma, o personagem possui vidas. É possível coletar no máximo 9 vidas, se acabar aparece o Game Over. Dentro das fases existem coletáveis com formato de losango, amarelo vale 1, e vermelho vale 10. Colete 100 para garantir uma vida a mais. Existem outros coletáveis como o Full Health que regenera sua energia para 100% de uma vez (só funciona se estiver abaixo dos 100%), e o Ultra Health que consegue adicionar até 250% de energia. É muito bom.

Uma das mecânicas que ajuda muito o jogador é que em vários pontos das fases os objetos dão respawn, então em um ponto que tem munição, ao pegar, é bem provável que alí seja uma fonte de recursos, então é só esperar alguns segundinhos para que apareçam mais munições para que você fique com tudo completo. Itens de vida também reaparecem. Então sempre que pegar alguma coisa, não saia correndo, espere um pouco para ver se ali é uma fonte restauradora do seu arsenal.

 

Lost Land

Agora que já sabemos como as armas e o sistema de vida do jogo funciona, é hora de falarmos das fases. Como as fases de Turok 2 funcionam. A aventura tomará parte de 6 a 8 horas da sua vida e eu quero muito que você aproveite tudo do começo ao fim. Primeiro, vamos visualizar a imagem abaixo, é muito importante:

Um hub conecta todas as fases de Lost Land, e a todo momento você poderá acessar esse inventário para saber o que coletou e o que falta coletar. Então vemos, do lado do número 1 temos 6 ícones. Isso são chaves, 3 para abrir a 2ª fase e mais 3 para abrir a 3ª fase. Então o jogo já fala que na 1ª Fase: The Port of Adia existem 6 chaves para coletar.

Depois mais para a direita tem outro ícone com número romano I, são as Primagen’s Key. Você precisará coletar 7 chaves para encarar a batalha final. E logo do lado temos um ícone amarelo com símbolo atômico, cada ícone deste é uma parte da Nuke Weapon, ao coletar todos aparecerá na mão do Turok a última arma que te dará a oportunidade de fazer miséria quando estiver diante de Primagen.

O inventário traz também penas, as chamadas Eagle Feather, são elas que trazem a mágica aqui da brincadeira e que fará o jogador alcançar locais das fases que na primeira olhada não era possível imaginar que daria para chegar. Cada Eagle Feather habilita um powerup diferente. Turok poderá dar um super pulo, nadar em águas envenenadas, caminhar em meio a lava, ser soprado por uma rajada de vento ou enxergar caminhos que a visão comum não conseguem. Encontre as penas mágicas e entregue para o espírito indígena que fornecerá o powerup da vez. Lost Land ficará pequena quando você coletar as Eagle Feathers.

Todos os recursos estarão presentes para o jogador coletar durante as fases, mesmo que as fases não sejam lineares, o jogador passará pelos objetos necessários para a aventura continuar. Fique tranquilo porque o próprio jogo o ajudará muito até o final.

 

A semente de um console

Turok 2 possui um peso muito forte na trajetória do Nintendo 64, a Night Dive respeitou isso ao colocar como opção jogar enquanto ouve a trilha sonora original do console. Podemos escolher entre ouvir a versão PC ou N64. Uma das músicas coloquei naquele Meme de Abril – Músicas Inesquecíveis nos Games, fica aí o convite para você passar lá.

E naquela época 1998, os shooters receberam uma grande adição depois de Goldeneye 007 que trouxe o recurso do headshot. Turok 2 apareceu para incrementar a tecnologia do console. Foi o primeiro jogo que já pedia o uso do RAM Expansion Pak, ok isso é muito antigo, mas vale a pena mencionar.

Quem tinha o Nintendo 64, chegou um momento em que alguns jogos começaram a pedir este acessório chamado Expansion Pak. No console tinha uma portinha já com um acessório parecido, ao remover o acessório já existente e encaixar este, comprado separadamente, então o Nintendo 64 ganhava 4MB a mais na memória. Isso fazia o jogo rodar em Hi-Res que era o termo para alta resolução, não existia a sigla HD. Então a pessoa que jogava N64 precisou disto principalmente para jogar o Cooperativo do Perfect Dark. Mas é claro que houveram outros jogos que pediam mesmo o uso do periférico, como Donkey Kong 64 e até mesmo Duke Nukem Zero Hour.

Sem este acessório alguns jogos não rodavam corretamente ou rodavam com uma resolução mais baixa, chegava a aparecer um alerta na tela “cuidado, é necessário o uso do Expansion Pak para melhor aproveitamento”.

O uso do Expansion Pak em Turok 2 era opcional, mas só com ele era possível jogar com um visual um pouquinho mais refinado, sem tantos serrilhados e, a melhor parte, amenizava bastante aquela neblina que impedia de enxergar o que tinha lá na frente da fase. Nesta versão remasterizada essa neblina não existe tanto. Mas na época, era um sofrimento e a gente se virava. Quando comprei Turok 2 para o N64 lá em 1998 precisei comprar essa peça, até porque já queria ficar preparado para os próximos jogos.

A Iguana Entertainment, original produtora de Turok 2 trouxe o uso de novos recursos para o N64, sem contar que dentro do gênero Shooter foi um precursor de uma profundidade de enredo que bate de frente com Unreal da Epic Games que havia sido lançado no começo de 1998 no PC e duravam 17 horas. Um mês depois de Seeds of Evil no N64, novos jogos apareceram com Half-Life, Quake II e as histórias ficaram mais densas.

Turok 2: Seeds of Evil Remastered é um Shooter maciço de uma época que as mudanças estavam chegando nos consoles, produtos originais que não era mais privilégio do PC, e isso é muito legal ter a oportunidade de revisitar tudo neste excelente trabalho da Night Dive Studios.

A edição 158 fica por aqui, confira abaixo mais imagens do jogo e também os links do jogo nas lojas digitais para que você adicione-os na sua lista para não perder alguma promoção. Ainda jogarei Dinosaur Hunter e assim que terminar, trarei aqui para o blog. Até a próxima!

Turok: Dinosaur HunterSteam | GOG
Turok 2: Seeds of EvilSteam | GOG

 

 

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Sobre Marvox

Bacharel em Comunicação Social: Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista de São Paulo, Autor do MarvoxBrasil e Co-Fundador do Canal Jornada Gamer.

Publicado em 20 de junho de 2017, em Análises, Atualizações do Site, PC e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Pode crer Ulisses, já tive muito problema pra calcular o alcance do pulo. Quando comecei a ver personagem pulando em jogo FPS foi difícil entender a manha, caía e morria trocentas vezes. A ideia do Turok é tipo Doom das antigas, ele cai sem importar a altura e não perde energia, o problema é que na maior parte das vezes o que tem embaixo é abismo kkkk. Não é para machucar, é para matar de vez.

    Um jogo que me ajudou muito a pegar manha de pular em FPS foi Duke Nukem 3D, que tem momentos que precisa correr e alcançar, sem jetpack, algum ponto longe, depois que pega o jeito vai querer zerar até Mirror’s Edge kkk.

    Turok desperta muita vontade de não parar de jogar, jogo perigoso demais! XD

    Valeu, carinha!

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  2. Fala, Ivo! Cara, essa Expansão era coisa de doido. E realmente tinha jogo que reclamava se jogasse sem a Expansão inserida no console. São coisas da época muito legal que tentavam proporcionar um recurso a mais de qualidade, mesmo que hoje em dia os olhos estejam tão acostumados com outras qualidades, quem viveu a época sabe que era muito legal ter vivido/curtido isso que tinha.

    GoldenEye é fantástico!

    Valeu, Ivo! Grande Abraço!

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  3. Valeu Vigia, gostei muito da sua visita!
    Cara, se surgir oportunidade de pegar Turok 2, pegue sem dó. Até a abertura do jogo é igual ao cartucho. Foi legal relembrar o caminho das fases hehe…
    Quero jogar o remaster do primeiro, vou esperar uma próxima promoção do Steam, agora só no Halloween.

    Legal saber que vc tá conseguindo domar sua lista de jogos, é isso aê. Tô vendo que desse jeito o Meme de fim de ano será recheado de jogo hahaha!

    Valeu Vigia, grande abraço!

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  4. Vou dar mais uma chance para o primeiro do N64. Eu tentei jogar e gostei, mas aí começou um lance de pular plataformas altas em visão 3D, eu odeio pular buracos com visão em 1 pessoa, você nunca sabe onde o chão termina! Como saber o timming de chegar na beirada até alcançar o outro lado? Por isso desisti, mas o jogo é ótimo, eu só preciso corrigir esse problema de perspectiva 1ª pessoa. Na 3ª pessoa a gente vê certinho onde uma coisa começa e outra termina!
    Ótimo texto Marvox, me animou a tentar sentir o espírito de Turok outra vez em minhas veias binárias cheias de zeros e uns!
    ^_^

    Curtido por 1 pessoa

  5. Shows de bola Marvox! Excelente texto parabéns! E você me lembrou algo MUITO legal que era essa expansão no N64, que tempo legais. Um colega meu tinha e emprestava para gente, mas não era para Turok, acho que era para Killer Instinct se não me engano, vou perguntar para ele isso.

    Sobre Turok 2, não joguei acredita =( Joguei o 1 no meu N64 várias e várias vezes, mas achava difícil… era péssimo em jogo de tiro, melhor que joguei era o GoldenEye.

    Mas eu curtia a ambientação misteriosa do Turok, pelo menos eu achava isso. Ah sim, eu curtia muito as armas do Turok. Isso na época para mim era magistral.

    Bom saber que fizeram esse remaster do 2. Quem sabe me aventure nele.
    Grande Abraço Marvox.

    Curtido por 1 pessoa

  6. Muito bom Marvox! Eu gostava de jogar o 1o no 64 (ainda tenho o cartucho aqui) e me cocei pra pegar os dois na steam, mas ainda tenho muitos jogos pra terminar (estou seguindo seu protocolo de foco nas jogatinas hehe).

    Gostei que deixaram a opção das trilhas originais… principalmente pro pessoal que quer ter uma experiência mais nostálgica.

    Agora, 22 armas para a época era um senhor arsenal hahaha

    Ótimo artigo Marvox!

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