Ed.Nº 140 – Vessel (2012)

AnaliseFaaala gamers do Brasil! Na época da rivalidade barra pesada entre Sega e Nintendo, um dos gêneros que sempre estiveram presentes nos Consoles 8 e 16-bits são os games de Plataforma.

Os anos 80 e 90, seja no Master System, Nes, Mega Drive ou Super Nintendo, foi uma época que o gênero Plataforma existia em diversos formatos e para todos os gostos. Jogos como: Alex Kidd in Miracle World, Sonic 1, Super Mario World e Donkey Kong Country faziam muitos comprarem os consoles justamente para poder jogar esses jogos em casa. Até nos Arcades, as máquinas de fliperama trouxeram em primeira mão alguns jogos de plataforma que depois foram portados para o console, como aconteceu com Dynamite Dux e Alex Kidd The Lost Stars, portados para Master System no fim dos anos 80.

E os PCs também não ficaram para trás, a maioria das veteranas desenvolvedoras, por exemplo, id Software e Epic Games, começaram com jogos de Plataforma, antes de partir para títulos mais famosos. Nesse ponto, não dá para deixar de comentar que o badass Duke Nukem antes de Duke Nukem 3D, os primeiros jogos foram no estilo Plataforma 2D também.

Hoje em dia é mais difícil vermos algo dentro desse gênero, de vez em quando até surgem jogos novos mas não com a mesma proporção, a mesma quantidade, como víamos na época dos 8 e 16-bits, e por sorte,  em 2013 eu tive o prazer de conhecer o jogo Vessel que mistura Plataforma 2D, cenários com coisas que passam na frente a atrás do cenário e ainda diversos puzzles para resolver, e que você poderá conferir agora na Edição Nº 140 do Blog MarvoxBrasil.

Vessel MarvoxBrasil 140

Vessel (PC [Analisado], Linux, PS3)
Desenvolvedor: Strange Loop Games
Publisher: indiePub
Lançado em: 1º/03/2012

O enredo de Vessel se apoia na vida e vontade de um cientista em querer completar aquilo que ele chama de “o maior invento da sua existência”. Este é um daqueles jogos cuja a proposta é melhorar o humor do seu dia, você irá se divertir e sairá com o peito estufado de confiança e a mente repleta de bons pensamentos pela vontade de querer fazer mais para si mesmo.

O cientista M. Arkwright constrói uma máquina capaz de dar vida para elementos líquidos, desde água até lava. Tudo que for líquido e entrar na máquina do cientista, ganha vida. Esses seres líquidos conseguem andar e se comportam de forma semelhante aos animais, inclusive começam a apresentar instintos próprios. Essa máquina chama-se Fluro. Os seres líquidos começam a fugir da máquina e para que o invento realmente fique completo, Arkwright precisará coletar um ser de cada espécie líquida, porque sem eles a máquina não tem vida.

Vessel, PC (2012)

 

O Mundo de Vessel

Vessel é um jogo de plataforma 2D com um belo cenário vivo, gramas que se movem com o vento e mudanças climáticas em determinados momentos indo de Sol, chuva e nevoeiros. O ponto em que o jogador percorre é como se fosse já o 2º plano do cenário, porque existem coisas que passam na frente da tela e você consegue enxergar outros detalhes ao olhar fixamente para o fundo.

A aventura acontece nas intermediações do laboratório de Arkwright, você andará por lugares à céu aberto, descerá em cavernas e minas, ruínas, e não foge muito de locais abertos ou fechados, mesmo assim as localidades de cada fase alternam bastante, mas não existe uma ordem de quais estágios completar. O jogo não é linear, então você conseguirá entrar em determinada fase ao completar certos objetivos.

A mecânica principal do jogo é a solução de puzzles, Arkwright precisa capturar os seres líquidos para fazer a máquina Fluro voltar a funcionar, e para que o jogador apenas não fique no esquema “pegou-pronto-acabou”, os quebra-cabeças existentes nas fases são necessários para que a aventura se torne inteligente e cada vez mais perigosa.

 

Água e Fluro

Os seres líquidos ganham vida e assim possuem seus próprios instintos, eles caminham pelo cenário e alguns são dóceis enquanto outros são muito invocados. Cada um deles têm características únicas e são fáceis de serem reconhecidos:

Água (transparentes) – Esses são dóceis, não apresentam perigo algum. Se o cientista encostar o corpo, os seres de água pura irão simplesmente desmanchar-se.

Lava (amarelo) – Podem ferir o cientista, e se encostar demais o personagem poderá morrer.

Pólvora líquida (vermelho) e Mandrágora (roxo) – Geniosos e muito peraltas, gostam de aprontar nos cenários e quando aparecem é preciso tomar cuidado para que um deles ou os dois, ao mesmo tempo, não exploda perto de você.

Para coletar os seres líquidos Arkwright utiliza uma mangueira (bem no estilo Super Mario Sunshine), é só apontar para o líquido e fazer a sucção para armazenar na bolsa que fica nas costas do cientista. No fim de cada fase existe um chefão, essa é a parte que o jogo fica mais rápido, a ação se mistura com puzzle e você precisará saber o momento certo para atacar o chefe.

Os puzzles se definem quando o cientista consegue guiar os Seres líquidos para que eles ativem botões, bombas de vapor e outros dispositivos, fazendo com que a fase ganhe vida e funcione a favor do jogador, e assim com o quebra-cabeças solucionado, o cientista poderá fazer sua coleta para armazenar de volta na máquina Fluro.

 Vessel, PC (2012)

 

Gamepad plugado

Para uma melhor experiência em Vessel, é recomendado utilizar um controle, seja você jogando no PC ou no PS3. Eu por exemplo, jogando no PC tenho separado um controle de Xbox 360 que utilizo para todos os jogos que eu percebo que não é interessante jogar com Mouse+Teclado. Principalmente porque existem momentos que devemos girar válvulas, e fica mais fácil com o direcional analógico do controle.

Uma situação que não gostei foi a “jogada da tela”, existem momentos que o jogo quer mostrar tudo o que tem naquele trecho para que você enxergue e entenda o puzzle de uma só vez, a câmera afasta e o cenário fica mais aberto na tela. Não sou muito adepto a jogos que fazem isso, mas ok, entendo que foi uma facilidade que a desenvolvedora encontrou, até porque facilita mesmo para não existir “suspense com que vem depois”. Mas prepare-se para tomar alguns sustos no meio do caminho (não no sentido de terror) mas quando aparecem os Seres de lava ou que explodem, o importante é não ser tocado pelos “inimigos” que apresentam perigo para o Arkwright.

 

Plataforma 2D muito divertido

Vessel é uma produção da Strange Loope Games, desenvolvedora fundada por veteranos que trabalharam para a EA e Warner Bros. Quando Vessel apareceu em 2012 foi uma daquelas produções certeiras que abriu diversas oportunidades para o próprio Estúdio, o jogo chegou a ganhar ótimas notas em vários locais da mídia internacional dos games. Para o lançamento de Vessel no PC, o estúdio contou com a colaboração da IndiePub, uma Publisher que já é velha de guerra em abraçar estúdios independentes desde 2008, com jogos lançados para Nintendo DS, PlayStation 2 e Nintendo Wii.

Na mesma época que conheci Vessel em 2013, também acabei me aventurando em outro jogo publicado pela IndiePub chamado Fireburst, jogo de corrida no melhor estilo Arcade cheio de conteúdo para desbloquear, carros novos, pistas novas feito para se dedicar mesmo para obter os 100%. Fireburst chegou a ser comentado durante o MeMe Gamer 2013. Assim que possível trarei uma análise dele para você conferir.

E assim chegamos ao fim da Edição 140 com Vessel, e abaixo você confere uma galeria de imagens capturadas durante o gameplay, como disse joguei ele em 2013 no PC, aproveite para adicioná-lo na sua lista de desejos no Steam, ele também está disponível para Linux e PlayStation 3. Até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 23 de setembro de 2016, em Análises, Atualizações do Site, PC, PS3 e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Parece bem bacana este jogo, eu gosto de jogos que misturam plataforma 2D e puzzles, joguei uma porção destes em 2016 (se prepara pro Meme). Achei o visual dele bem bonito. Pena que não sou muito de jogar em PC, embora este eu até considere.
    Também não sou chegado em mudanças de câmera em jogos 2D, as vezes fica ruim de enxergar algumas coisas por ficar tudo “pequeno” demais ou pior, aquilo que vc mesmo disse de estragar o elemento surpresa. Mas tudo bem, não é o tipo de coisa que estraga um jogo.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Que belo jogo Marvox. Taí um jogo cheio de canos e que não é Mario ashuahsuahsuahsuhsa, mas falando sério, essa questão de mudar a câmera do jogo in game eu não gosto muito não, tenho problemas com Art Of Fighting por exemplo, eu gosto do jogo mas a mudança de perspectiva para mim, atrapalha. Mas no geral Vessel parece ser um belo jogo sem dúvidas!
    Aquela foto da caverna com o carrinho me trouxe uma sensação de Donkey Kong Country.
    Ótimo post Marvox!

    Curtido por 1 pessoa

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