MarvoxBrasil na BGS 2016!

MarvoxFaaala gamers do Brasil! Entre os dias 1 e 5 de setembro a cidade de São Paulo sediou a 9ª edição da Brasil Game Show, a BGS 2016. Desta vez a Feira de Games estava de casa nova e aconteceu no centro de convenções São Paulo Expo. Um lugar novo, maior, localizado nas proximidades da Estação do Metrô e Rodoviária Jabaquara.

Pelo 3º ano, eu (Marvox) estava lá para participar desse momento delicioso que é visitar o evento, jogar muitos games e, aquilo que aconteceu no ano passado, foi possível rever vários amigos e conhecer novas pessoas. E a partir de agora aqui no Blog MarvoxBrasil, você vai poder curtir a cobertura com um pouco de tudo que pude aproveitar no dia 1º de setembro de 2016.

Você vai saber sobre: os games que joguei, a estrutura – o que melhorou e o que precisa melhorar, a área Indie cada vez maior e com jogos fascinantes, e o que podemos esperar para a BGS 2017. Afinal, vale a pena ir na BGS? Continue lendo para saber e não esqueça de comentar.

MarvoxBrasil Brasil Game Show BGS 2016

Melhor do que assistir a E3 pela Internet é sem dúvida ir na BGS, como a feira acontece meses depois do evento mais tradicional dos Estados Unidos, muitas coisas que assistimos pelas transmissões ao vivo acabam vindo para São Paulo graças a existência da Brasil Game Show que permite a entrada do público para ficar perto de games que vão aparecer logo logo nos principais consoles e também no computador.

Para que você tenha uma noção do tamanho do evento em matéria de público, eu digo de público, a BGS se equipara com a feira de games da Alemanha, Gamescom. No ano passado em 2015, a feira alemã recebeu 345.000 pessoas, enquanto a BGS contou com 300.000 pessoas. Os dados desta edição 2016 ainda não foram divulgados.

Até o ano passado, a Feira acontecia no Expo Center Norte que possui 75 mil m², localizado na Zona Norte de São Paulo, pensando no número de pessoas cada vez maior, este ano tudo aconteceu no recém inaugurado São Paulo Expo Exhibition & Convention Center que possui avantajados 90 mil m² de área de exposição, e que fez todo mundo se deslocar até o Jabaquara, zona sul da cidade.

 

Maior espaço, maiores estandes, e menos calor

De alguma forma este foi o evento com o ambiente mais agradável desde a falecida EGS. Corredores amplos, largas passarelas ligavam os estandes, as desenvolvedoras conseguiram se espreguiçar muito bem, algumas até resolveram dividir o espaço, EA e Warner Bros, e provavelmente os custos do estande também. Tinha até gente fazendo tirolesa. A criatividade dos expositores é fascinante, e quem entra na brincadeira acaba se divertindo muito com as atrações também. E haja atrações para todo tipo de público.

Quem estava por lá pôde experimentar os jogos no Xbox One, PlayStation 4, tinha jogos com a tecnologia VR, os estandes voltados para o público do PC contavam com jogos para disputar partidas multiplayer. Até a CD Projekt Red estava lá mostrando o seu novo Card Game do jogo The Witcher que recebe o nome Gwent, não por menos, recentemente a loja virtual Gog.com aceita pagamento com a nossa moeda.

A Capcom fez uma das coisas mais lindas para os fãs de Resident Evil, o estande que apresentava Resident Evil VII tinha o formato de uma casa, com porta, janela e uma varanda. E ainda do lado de fora, uma enorme vitrine com diversas edições especiais da franquia, jogos em mídia física para PlayStation, o cartucho de Resident Evil 2 do Nintendo 64 e consoles com edições especiais da série. Valiosos itens de colecionador mesmo.

Brasil Game Show 2016 - São Paulo Expo

 

Cenário Indie cada vez maior

A área Indie estava com mais estandes, os desenvolvedores estavam super receptivos chegando para conversar, querendo contar sobre o que é o jogo apresentado em cada estande, e ainda era possível descolar uma demo para jogar com mais calma no conforto do lar. O mais legal era também encontrar desenvolvedor Indie em estandes, por exemplo, do Xbox com o jogo rodando no Xbox One. Olha só onde essa galera está chegando. E eu não estou falando isso para engrandecer não. Em 2015 foram 24 expositores indies, e nesta BGS 2016 foram 61 expositores indies. Sensacional!

Durante o evento tive a oportunidade de testar quatro jogos. Back to Home, Aron: On Guardian Trials, Trajes Fatais e G.U.T.S. Todos eles estão em pleno desenvolvimento por meio dos estúdios, alguns em fase alpha outros já em estágio beta. Depois em casa, fiz o download na página dos desenvolvedores para jogá-los com mais calma.

Você também pode jogar aí no seu computador, é só seguir as informações dos Estúdios, abaixo, e os jogos não precisam de instalação, é só descompactar e jogar. Vem conhecer:

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Espaço retrogamer

E se o cansaço de jogar novidades fosse problema, o jeito era recolher-se na área repleta de fliperamas, como se fosse a PlayLand só que sem se preocupar em comprar cartões, o lance era apertar Start para começar a jogatina. Em uma das máquinas dava para escolher qualquer jogo, então coloquei Aliens (Konami, 1992) e fiquei jogando em companhia do Tchulanguero, do Vão Jogar, a diversão foi longe e deu até para zerar o jogo na máquina. Além da área dos Fliperamas, os visitantes podiam passear pela Evolução do Videogame, uma exposição que funciona como uma máquina do tempo, os consoles ficam expostos em vitrines e redomas de vidro para você olhar e relembrar muitos momentos que marcou a infância e adolescência de muitos gamers.

Se nesse estande da Evolução do Videogame é fácil ficar pensativo ao ver tantas mudanças nos consoles, fico imaginando como será no Museu Itinerante do Videogame em outubro. O coração retrogamer fica acelerado nessas horas.

Brasil Game Show 2016 - São Paulo Expo

 

A BGS não pode se acomodar

Mesmo recebendo um número grande de pessoas, os organizadores precisam procurar melhorar sempre até porque em uma Feira de Games, mais do que mostrar games e tecnologias, tem muito mais por trás. Precisa ter atrações chamativas e principalmente o público precisa entender o que está acontecendo nos estandes. E em muitos estandes não estava tão claro na primeira vista, você chegava e tinha que deduzir, como se fosse um puzzle daquelas partes do jogo Goof Troop do SNES em que você diz “ah nossa, então é isso!” Só faltava a trilha de fundo.

Nos estandes os jogos disponíveis para o público jogar tinham plaquinhas escrito apenas o título, faltou o nome da desenvolvedora, a data de lançamento e quanto aos jogos multiplataformas não diziam em quais outras plataformas o jogo estaria disponível, por exemplo, Cuphead que mesmo sendo um jogo projetado inicialmente para o Xbox One, também será lançado no PC.

Quando uma pessoa se aproxima de um estande e fica parado em frente da TV, assistindo o jogo, ela está se perguntando o que é aquilo,  e então acontece uma auto-resposta mental, que muitas vezes não é nada daquilo que ela pensa. Nesse momento alguém do estande deveria se aproximar e dizer “olá, já conhece o jogo xis?” E quando surge uma dúvida e aquela vontade de perguntar para alguém, e a própria pessoa do estande nem sabe do que se trata o jogo, aí fica difícil.

E falando em ficar difícil, o que foi aquilo do Batman VR, o estande aceitava apenas 12 pessoas que participaram de uma ação promocional através do Facebook. Quer dizer, se eu não conheço a página e no estande não tem informação alguma, simplesmente a pessoa interessada é obrigada a se desinteressar. Esse foi o famoso “senta lá Cláudia” com realidade aumentada. Mandou bem!

Dessa vez também não reparei em nenhuma divulgação sobre participação de profissionais veteranos da indústria dos games, como aconteceu na BGS 2015 quando veio Yoshinori Ono, ele que começou como Gerente de Som em Street Fighter Alpha 3 lá em 1998 e hoje está como Produtor Executivo em Street Fighter V e no futuro Deep Down. Será que foi falta de convite? Seria muito legal ver uma BGS com a presença não só desses desenvolvedores, como compositores também, ou até uma amostra da Video Games Live dentro da BGS. Acredito que os organizadores são diferentes, mas tudo é possível com vontade e bom planejamento.

Brasil Game Show 2016 - São Paulo Expo

 

 A ida na BGS

Minha ida no dia 1º/9 durou 7 horas olhando os estandes e conversando com quem estava lá, experimentando jogos e conhecendo novos jogos e assim montei até uma lista do que vou adquirir até o Natal, fora outros jogos para o ano que vem, e no geral, a experiência de visitar a é muito gratificante.

Em 2017 teremos Xbox Scorpio, PS4 Pro, a tecnologia VR cada vez mais presente, vai ter Sonic Mania, de repente até o NX estará presente (nunca se sabe), Outlast 2. A cada ano a BGS ganha novas proporções, e nota-se que os organizadores procuram entender o que o público quer ver. A BGS é como um jogo, quando termina, cada jogador ao desligar o videogame sai com uma experiência diferente. Mas quando você entra na Feira, é aquela sensação única e gostosa que dá quando compramos um novo console.

O Blog MarvoxBrasil agradece ao Marcelo Tavares e organizadores por mais essa oportunidade, e que venha a 10ª Edição!


Este ano agradeço muito a companhia dos amigos Cyberwoo, Arquivos do Woo. Cadú, Gamer Caduco. Tchulanguero, Vão Jogar. Vigia, Canal Jogatinas Saudáveis.
Agradecimento especial pelo trabalho fotográfico de Victória Baldini.

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 10 de setembro de 2016, em Atualizações do Site, Coberturas e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Aew, zeramos Aliens! Só não conta para ninguém o tanto de fichas que gastamos, hwa hwa hwa.

    Realmente, apesar da melhor organização, o conteúdo foi meio fraco esse ano. Haviam coisas interessantes, mas para o porte da feira ficou devendo um pouco mesmo.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Isso, vamos lá no Museu Itinerante, será bem legal! Sobre a BGS, sinto falta mesmo dessas atrações maiores com profissionais da indústria, gosto de ver como eles interagem com o público e como pensam. Tirando isso, fiquei muito satisfeito com o que pude ver na BGS.😄

    Curtido por 2 pessoas

  3. Foi mesmo, muito bom!

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  4. ‘Esse foi o famoso “senta lá Cláudia” com realidade aumentada. Mandou bem!’
    HUAHAHUAHUAHUAHA
    Eu ri alto disso, Marvox. Mas realmente, foi uma baita mancada isso. Esse tipo de informação foi muito pouco divulgada na feira, acho que precisam se organizar melhor quanto a isso. E seria legal se trouxessem outros figurões da indústria pro evento, pena que eles parecem estar se contentando com as pseudo-celebridades (aquelas pessoas daquela famosa página de vídeos que não me interessam em nada).
    Ah, e valeu pela menção! Pena que eu acabei me separando de vcs no meio do caminho, próxima BGS eu vou ver se desapareço menos… kkk.
    Bom, que venha o Museu do Videogame Itinerante, quero e vou visitar lá com toda certeza! Menos de um mês já!
    É isso! hehe

    Curtido por 2 pessoas

  5. Foi a maior BGS de todas.

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