Ed.Nº 137 – Rage (2011)

Analise

Faaala gamers do Brasil! Chegamos a mais uma edição do Blog MarvoxBrasil onde você está convidado para viajar comigo por áreas tão arenosas quanto as planícies de Fallout 4, utilizando armas tão precisas quanto as encontradas em Doom e travar encontros surpreendentes contra inimigos tão inteligentes quanto as criaturas que habitam os slipgates (portais) do jogo Quake.

Wasteland é gigante e para que vocês não fiquem cansados de tanto andar, fiquem tranquilos, porque as chaves já estão no contato dos veículos mais irados que já apareceu no gênero FPS, sim veículos em um jogo de Tiro, o que farão vocês se perguntarem: Estamos jogando Rock n’ Roll Racing ou assistindo Mad Max?

Na edição 137 vamos falar de Rage, um jogo que apareceu em 4 de outubro de 2011 e abriu os caminhos para o início dos trabalhos entre os Estúdios, id Software em parceria com Bethesda Softworks, daí podemos entender um pouco o motivo de tantas referências no primeiro parágrafo.

Direto de uma terra onde não há promessa de um mundo melhor e que diariamente existe a luta pela sobrevivência, reconstrução e proteção da vida humana. Fechem suas portas e janelas porque estaremos na Bad Style dos games e não estranhe se alguém pedir para que você passe 1 dólar. Chegou a hora da terra sem lei, venha para o mundo canibal de…

Rage MarvoxBrasil Ediçao 137

Normalmente em textos sobre jogos produzidos pela id Software é muito comum que apareçam frases como “id Software os pais de Doom” ou “a empresa que popularizou o gênero FPS”. Quando o nome dessa empresa aparece logo três nomes vêm na cabeça, Wolfenstein, Doom e Quake. É importante lembrar que a id Software não possui apenas esses três jogos no portfólio, se formos mais fundo encontraremos Strife: Quest for Sigil, Heretic, Hexen, Catacomb 3-D, Commander Keen e assim fica fácil enxergar uma linha de produtos que foi surgindo com o tempo onde alguns nomes deram certo e ficaram muito famosos enquanto outros ficaram mais obscuros, mas quem jogou não esquece. O que dificilmente fica evidente para nós que jogamos é em que pé está a equipe, eles estão muito bem ou estão passando por algum momento difícil.

A id Software possui 4 fundadores – Adrian Carmack, John Carmack, Tom Hall e John Romero, cada um deles inseriu uma parte do seu conhecimento para construir a cara do estúdio, e todos tinham a sua vez de apostar em uma determinada ideia. Tom Hall deu vida ao Wolfenstein 3D, John Carmack apostou em Doom, John Romero acreditou em Quake e Adrian Carmack era o artista que transformava os pensamentos em arte para os jogos, até chegar uma hora em que as ideias não bateram mais.

Cada criação carrega nos bastidores momentos diferentes que o estúdio enfrentou, um dos primeiros momentos aconteceu logo após a vinda de Wolfenstein 3D, Tom Hall queria muito escrever uma continuação, ele chegou até a mostrar alguns trechos mas o pensamento do restante da equipe já estava voltada para o que seria o Doom, Hall foi então para a Apogee e assim conhecemos Rise of the Triads. Um dos momentos mais difíceis aconteceu durante o desenvolvimento do jogo Quake, uma chuva de discussões e desacertos onde cada um queria uma coisa complemente diferente, para resumir, John Carmack pensava em algo mais rápido, enquanto John Romero queria um jogo mais puxado para a estratégia, ele queria um RPG fantasioso aos moldes de Dungeons & Dragons. Após o lançamento de Quake e logo depois Quake 2, aquela id Software dos anos 90 não existiu mais, a equipe havia se fragmentado de uma forma que parecia que iria acabar, foi como o fim de uma banda de rock.

Abaixo, temos uma forma mais fácil de entender o momento em que cada peça chave da id Software resolveu sair.

Dentre os fundadores existe um 5º nome que sempre buscou equilibrar essa chuva de pensamentos tão diferentes, essa pessoa é Tim Willits. Ele dava corda para que as ideias não fossem perdidas em discussões sem sentido, na época de lançamento dos principais jogos como The Ultimate Doom, Quake, Quake 2 e Doom 3 ele esteve lá como líder da equipe de Designers, hoje ele é Diretor da id Software.

Por um período entre 2001 até 2009 foi perceptível que algumas marcas da id Software ficaram soltas nas mãos de outros estúdios, enquanto a Raven Software se encarregava de Return to Castle Wolfenstein e tempos depois fez Wolfenstein em 2009, a Grey Matter cuidou do Quake 4. Era possível até pensar que a qualquer momento veríamos a id Software fechar as portas, até que a Zenimax apareceu. A Zenimax é a nave-mãe dos estúdios Bethesda Softworks (Fallout), Arkane Studios (Dishonored), MachineGames (Wolfenstein) e Tango Gameworks (The Evil Within), o mais novinho de todos.

Quando foi em 2010, o site americano NowGamer.com havia feito uma entrevista com Tim Willits para falar sobre o que seria o próximo projeto e foi uma das primeiras entrevistas sobre Rage, naquele ano o Blog MarvoxBrasil não tinha completado nem um ano, eu estava de olho nas informações sobre o jogo e acabei trazendo essa entrevista traduzida aqui para o Blog na Edição 28. Para mim foi nesse momento o marco zero onde pude enxergar uma nova id Software mais madura e ciente de que tudo que ela já fez não será esquecido e haverá um novo recomeço.

 

O preço da produção

Inicialmente a id Software prometia trazer um jogo grande no tamanho, para que vocês tenham uma noção do jogo no Xbox 360, Rage seria vendido em 3 Discos de DVD dual-layer, já no PlayStation 3, por ser em Blu-Ray, isso não seria um grande problema então o jogo conseguiria ser vendido em apenas 1 Disco, e fora que a versão do PC não estava nem cogitada para acontecer, seria um jogo exclusivo para os consoles Microsoft e Sony devido o seu tamanho e complexidade. Um tempo depois o estúdio anuncia a vinda do jogo também para o computador.

Eu lembro das notícias na época, Rage foi um lançamento bastante aguardado e ao mesmo tempo muito conturbado quando chegou no PC em 2011 porque o jogo tinha um sério problema de compatibilidade que dependia da marca da placa de vídeo, ATI ou Nvidia, cada uma fazia o jogo se portar de um jeito que acarretava enormes glitches e quebra de texturas pelos cenários. Graças aos diversos arquivos de correção, hoje em dia não existe mais esses problemas.

Rage é um jogo enigmático e cheio de mistérios, não só no enredo mas no conteúdo existente em cada espaço que o jogador visita. Ele pode ser apresentado como uma tech-demo e no fim se mostra a ponta de um iceberg de premonições capaz de desvendar o futuro dos trabalhos da id Software, uma espécie de reset acadêmico. Seria como se a empresa tivesse sã consciência de que estava na hora de mudar, de trazer algo novo, sem esquecer tudo aquilo que a fez ser o que ela é no coração de todo gamer que conhece os principais jogos dela – Wolfenstein 3D, Doom e Quake.

 

Um míssil do Cyber-Demon a caminho da Terra

O jogo começa no espaço onde um asteróide chamado Apophis 99942 está prestes a colidir com a Terra, o impacto previsto pelo observatório conseguiria pulverizar a população em um raio que pegaria parte dos Estados Unidos, América Central, norte da América do Sul, parte da Rússia e a Europa. Abrindo um enorme buraco de nada nesse local. Assim que o governo americano entende que o perigo desse asteróide é grande, ficou decidido a construção de uma espécie de “Arca de Noé” com câmaras pressurizadas para colocar um Ser Humano dentro de cada câmara de forma que eles ficariam congelados. Em uma dessas câmaras está Nicholas Raine ou apenas Nick Raine, que é um fuzileiro alistado para essa missão de ser mantido congelado. Não se sabia exatamente até quando o personagem ficaria lá mas, após inúmeros terremotos na região a sua câmara consegue se abrir e consequentemente todo o seu organismo volta a funcionar, agora que você acordou surgirá a curiosidade para saber o que está acontecendo lá fora.

O asteróide caiu em Dezembro de 2029 e a sua soneca gelada durou até 2148, muitos anos se passaram e no fim a Terra não foi totalmente destruída conforme haviam previsto, houve uma divisão de poderes com o passar dos tempos, de um lado os humanos que conseguiram se proteger e do outro pessoas que foram afetadas pelo conteúdo do asteróide e assim transformaram-se em Mutantes das mais variadas espécimes, fora que essa divisão de poderes fez com que diversas facções de Bandidos fossem criadas ao longo dos tempo, as fronteiras dos países afetados praticamente não existiu mais, como se uma parte do Mundo voltasse a forma de uma Pangeia, tudo é uma coisa só, uma região que é hoje chamada de Wasteland.

Uma terra sem lei onde a economia local é banhada por trabalhos mercenários, atividades duvidosas de uma emissora de TV que patrocina a violência, as pessoas pagam para ver outras sofrerem. E existem escavações de minérios para aqueles que preferem ficar fora da vista e longe do contato com os outros. Existe até um esporte que todos costumam acompanhar que são as corridas de demolição. Pelo certo ou errado, existe vida espalhada pela região, seja em uma comunidade de Bandidos, Mutantes ou Humanos, todos tentam diariamente sobreviver nesse meio.

Cliquem no mapa abaixo para visualizar no tamanho real.

A região possui três áreas principais: Hagar Settlement (onde você começa), Wellspring e The Subway Town, além delas existem 17 pequenos distritos que o jogador acaba conhecendo a medida que o jogo avança, isso já contando com a DLC – The Schorchers que permite

Para percorrer todas as localidades o conselho é, nunca sair a pé, é por isso que o jogo possui veículos. No começo podemos apenas pilotar um quadriciclo Jetter ATV, depois as coisas vão melhorando a partir do momento que pegamos o Dune Buster, nosso primeiro quatro rodas capaz de chamarmos de carro. Mas nada se compara ao dragão das pistas, o poderoso Monarch.

Todos os caminhos existentes em Wasteland são muito fáceis de chegar a bordo de um carro, sem confusões, tudo é bastante didático, existe uma bússola no alto da tela que indica o caminho por uma linha pontilhada, é só seguir a linha e pronto, você vai conseguir encontrar onde continua o seu objetivo. O problema é o que acontece no meio do caminho.

Dentro das cidades tudo funciona de forma tradicional, mas fora delas é onde Wasteland mostra seus tentáculos, pelo caminho é possível deparar-se com diversos Bandidos e Mutantes. Os Bandidos são mais inteligentes e conseguem dirigir veículos iguais e tão armados quanto o seu. Portanto, muito cuidado ao viajar entre os pontos onde acontecem as missões porque é fácil ser surpreendido com diversas emboscadas pelo caminho. Para diminuir a pressão nesses trajetos toda as cidades possuem uma Mecânica, onde você poderá comprar equipamentos que emparelham o poder de ataque e também a sua resistência nas ruas contra os Bandidos motorizados.

Mas como se consegue dinheiro para gastar no jogo? Existem diversos trabalhos que o personagem realiza durante a aventura, o principal é o Mercenário, onde o jogador fará as missões principais e secundárias, além de extrair os objetos dos inimigos derrubados, você consegue empilhar os inimigos e assim descolar uma grana fácil através do progresso bem sucedido após as missões. Outras formas fáceis de lucrar no jogo é:

  • Destruir Bandidos motorizados: No bar em Wellspring, a cidade costuma importar e exportar muitos produtos que ajudam as outras comunidades, o problema são os Bandidos que acabam matando qualquer comboio de entrega, fale com a dona do bar e aceite o emprego, assim qualquer veículo que ousar cruzar o seu caminho, você só precisará destruir os veículos para arrecadar aquela sagrada grana a mais.
  • Funcionário dos correios: Você poderá até pilotar um veículo que só pode ser usado neste tipo de missão, o objetivo é entregar pacotes em diversas caixas de correio espalhadas pela região, o trabalho fica mais fácil após conhecer melhor os caminhos
  • Job Boards: Melhor conhecido por nós como Mural de Oportunidades, é onde o jogador encontrará diversos trabalhos aleatórios para fazer, desde capturar um Bandido muito perigoso que ronda a região, até algo mais simples como ir até tal lugar e recuperar um objeto que alguém perdeu.

Todas as missões podem ser coletadas de uma vez, assim o jogador conforme for conhecendo os caminhos e atalhos, pode acabar fazendo as missões de uma forma bem natural, o que acaba tornando o desafio mais convidativo, uma vez que essas Side Missions não existir apenas para marcar mais tempo de jogo, elas estão lá para o jogador se ajudar, se não quiser fazer tudo bem eu também não fiz na primeira vez que joguei, até perceber que ficava mais difícil guardar dinheiro para eventuais gastos como o reparo do veículo. As Side Missions acabam sendo tão legais quanto as Missões Principais, e duram apenas alguns minutos.

Rage PC, 2011

 

Cada grupo possui seu próprio dialeto

Passear pelos arredores de Wasteland chega a causar um choque com o ambiente existente no filme Mad Max 2, tudo é muito cheio de penhascos, desfiladeiros, túneis e bandidos que buscam saquear todos que encontram pela frente, enquanto estamos a bordo de um veículo é fácil se perguntar “ok, mas o que mais podemos fazer aqui?” Essa pergunta é facilmente respondida ao entrar em uma área para completar uma missão, dentro de qualquer um dos 17 distritos é onde acontecem as fases do jogo Rage. Nelas é onde acontecem os combates, as lutas, investidas e confrontos com chefões.

O jogador irá bater de frente com cada uma das oito facções, e cada uma possuem estratégias de ataque muito diferente uma das outras. Os mutantes atacam com bumerangues com lâminas afiadas. Os Gearheads possuem o corpo protegido por uma armadura que lembram samurais. Os Jackals são como tribos de índios e usam flechas. E no fim todos se aproveitam de uma Inteligência Artificial única onde um tiro mal dado poderá resultar em vantagem para o inimigo apenas cambalear, ter forças para se apoiar nas paredes e ainda se levantar para continuar a vir para cima de você. Vamos conhecer cada uma delas:

Ghosts – São como canibais e andam pulando de um lado para o outro, conseguem fazer acrobacias ao se pendurar em lugares altos, normalmente usam clava para atacar, mas podem também usar Escopetas e Rifles.

Wasted – São bandidos fascinados por automobilismo, possuem uma garagem própria onde passam o tempo todo envenenando os carros, além de inventar meio para aprimorar os ataques nas estradas. Quando falam, possuem no sotaque um inglês carregado como os Ingleses.

Shrouded – Usam pano amarelo no rosto que protege o nariz e todo o pescoço, estes já começam a utilizar armas mais pesadas.

Gearheads – Muito bem equipados com o corpo todo protegido por uma armadura, é a facção mais inteligente, eles usam e abusam de técnicas de combate, inclusive se aproveitam de gadgets para também atacar, é fácil reconhecer pelo sotaque que lembra o idioma russo, são tão numerosos quanto os Shrouded. Cada Gearhead eliminado, é uma respiração profunda de alívio.

Jackals – É a segunda facção mais poderosa, só perdem para os Gearheads, eles são guerreiros acrobáticos, no cenário onde vivem conseguem se aproveitar de tirolesas para aparecer na sua frente de uma hora para a outra.

Schorchers – Estes são semelhantes aos guerreiros astecas, possuem muita agilidade e atacam em grupos, são vistos apenas ao jogar a expansão.

Authority – Não é uma facção, mas é uma tropa muito bem organizada e audaciosa. Eles montam táticas, montam bloqueios e se comportam de maneira tão militar quanto os Combines, a força tarefa de Half-Life 2.

Rage PC, 2011

 

Ação de Doom, mentalidade de Quake

Em cada missão, sempre que entrar em uma fase o importante é ficar bem atento aos inimigos que rondam o lugar, tente estudar os movimentos dos inimigos antes de qualquer ataque repentino, chegue devagar e veja o que eles fazem, como se portam e quando se sentir confiante vá para cima sem medo, assim a probabilidade de sobreviver e completar a missão aumenta muito.

O personagem conta com 9 armas, todo o arsenal foi criado de forma a trazer uma experiência tão próxima de Doom quanto o próprio, todas são eficientes em ataques de longa e curta distância, se quiser mirar pelo olhinho ok faça isso, se quiser um combate mais anos 90 onde você se aproxima do inimigo e faz aquele abate corpo a corpo, tudo bem também, a diversão fica por sua conta. Todas as armas possuem munições customizáveis, balas comuns, balas que explodem ou balas que eletrocutam, claro que cada arma tem a sua consequência. São várias formas para eliminar os inimigos.

Existe também os gadgets que o personagem consegue carregar e funcionam como tática secundária, por exemplo: Granadas EMP que causam um surto magnético nos inimigos ou sistemas eletrônicos, bumerangues (meu favorito), nada melhor que atirar e entre um tiro e outro disparar o bumerangue para arrancar a cabeça de um Mutante. Tem também o RC Bomb Car que é um carrinho de controle remoto com uma bomba, e as Sentry Turrets, que são metralhadoras portáteis para montar e causar aquele estrago nos inimigos que tentarem uma aproximação sem aviso prévio. Esses gadgets precisam ser construídos, o jogador consegue fazer isso rapidamente combinando objetos que encontra pelo cenário como: pilhas, fios, engrenagens, kits de ferramentas e assim os gadgets começam a aparecer no inventário.

Rage PC, 2011

 

Easter Eggs

Mesmo com as críticas positivas que o jogo recebeu quando chegou em 2011, a imprensa também achou muito estranho o fato da id Software ter apostado em um novo Título antes de lançar uma continuação para um dos seus donos da casa, havia muita especulação sobre um novo Doom, ainda não existia nenhuma ideia da vinda de um novo Wolfenstein, nem ao menos de um novo Quake. Entretanto, o jogo trazia suposições de que algo estaria por vir, o mais curioso foi que esses boatos vieram de dentro do próprio Rage.

Existem três Easter Eggs simbólicos que podem ser encontrados em três pontos isolados durante o enredo do jogo e que trazem referências diretas de Wolfenstein 3D, Doom e Quake. Todos podem ser encontrados nesta mesma sequência, assim como pudemos comprovar, em 2014 tivemos Wolfenstein que até então parecia que a franquia havia desaparecido e por falta de um vieram dois jogos The New Order e Old Blood, logo tivemos Doom, e agora falta a terceira peça desse quebra-cabeças, Quake.

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Let the carnage begin!

First-person Shooter, Action-Adventure, Vehicular Combat e Racing, esses são os quatro gêneros que o jogador encontrará perante os desafios do jogo Rage. Durante as missões principais e secundárias o jogador estará diante do combate de fogo, com armas de curto e longo alcance, movimentos rápidos, esquivas e ataques frontais. Enquanto percorre Wasteland, dentro e fora dos distritos e cidades o jogador consegue driblar essa ação realizando algumas explorações capazes de encontrar objetos escondidos, áreas secretas e portas que possuem uma tranca especial e que escondem objetos valiosos assim que são abertas.

A parte do Combate Veicular ocorre quando o jogador se desloca de um ponto para outro a bordo de um carro, quando existe o encontro com Bandidos no meio do caminho. Além desse temos as corridas de demolição, que como disse, é o esporte preferido da população de Wasteland. Essas corridas são patrocinadas e assistidas por milhares de pessoas, a vitória nessas corridas além de ganhar dinheiro e troféus, fazem o personagem sair com uma moral maior pelas cidades onde passa.

Para quem jogou Twisted Metal, MotorStorm, Burnout ou o clássico Rock n’ Roll Racing, poderá achar essas corridas um dos momentos mais recreativos do jogo, sem contar que afastam por completo a carga pesada das missões principais. As corridas são divididas em Copas, cada uma possuem veículos próprios para participar, por exemplo, se estiver com o carro Cuprino, só poderá participar das Copas dedicadas a esse modelo de veículo. As corridas possuem categorias, tem desde as simples que é apenas manter-se numa boa posição por 3 voltas, até a categoria do mata-mata, onde o jogador é solto em uma arena com outros carros e vence quem obter o maior número de pontos ao destruir os outros veículos.

Rage PC, 2011

 

Mad World

Rage consegue trazer diversas mensagens subliminares que ficam presas na cabeça, aquela coisa de sempre acabar lembrando um momento que o faz querer voltar e fazer tudo de novo, existe um conjunto de ideias que se entrelaçam de uma forma como se neste jogo tivesse finalmente surgido a oportunidade para que todas aquelas ideias perdidas que geraram brigas no passado conseguissem se encontrar e se dar bem.

Temos um personagem que possui identidade assim como em Wolfenstein 3D o protagonista é o BJ Blazkowicz mesmo que na maioria das vezes não lembramos. Os momentos de Shooter com a visão em primeira pessoa fazem esquecer a existência desse Personagem dando a oportunidade para que você seja o Protagonista e o foco é na arma, como acontece em Doom. E assim temos os inimigos inteligentes como acontecia em Quake, e fora outras situações que incrementam todo o conteúdo do jogo.

O enredo pode ser um tanto confuso e explicado de forma muito rasa, eu precisei terminar três vezes para começar a entender alguma coisa que o jogo queria dizer, o que ficava muito fácil de lembrar eram os desafios enfrentados durante as fases e isso me fazia voltar para Wasteland em busca de mais respostas e com uma dificuldade maior. Talvez tenha sido isso que a id Software quis, apresentar um novo conceito de jogo, algo que ainda terá muita história para contar. Nicholas Raine acabou de acordar, aproveite para conhecer Wasteland junto com ele.

A edição 137 fica por aqui, no mosaico abaixo vocês podem acompanhar mais algumas imagens do jogo Rage capturadas durante o gameplay no PC. Mês que vem tem mais, até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 30 de julho de 2016, em Análises, Atualizações do Site, PC, PS3, XBOX 360 e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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