Ed.Nº 122 – Tom Clancy’s Rainbow Six Siege (2015)

PreviewMVXFaaala gamers do Brasil! No fim de setembro a Ubisoft abriu o Closed Beta para a galera jogar e começar a ver como está o novo Rainbow Six Siege através do Uplay. Eu consegui participar e assim foi possível trazer para vocês algumas informações e imagens do que eu pude curtir, o lançamento está marcado para 1º de dezembro no PC, PS4 e Xbox One. Acompanhem:

**O Preview de Tom Clancy’s Rainbow Six Siege pelo Blog MarvoxBrasil é referente a versão PC, com imagens capturadas durante a jogatina de 22/9 a 27/9.

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A tropa de elite que deu certo

Tom Clancy’s Rainbow Six, franquia do gênero Tactical Shooter com visão em 1ª pessoa, é o tipo do jogo para quem quer jogar FPS de um jeito sério e calculado, onde o menor erro poderá custar a sua vida. O primeiro jogo nasceu no PC em 1998 produzido pela Red Storm Entertainment, numa época que dentro desse segmento já existia uma concorrência forte chamada SWAT, que era desenvolvido pela Sierra. Por muitos anos, SWAT e Rainbow Six travaram uma luta de desenvolvimento, para ver quem fazia o melhor jogo tático.

Enquanto SWAT era focado na Tropa Especial dos Estados Unidos, Rainbow Six pegou uma linha diferente ao unir todas as Forças Táticas existentes pelo mundo, Estados Unidos, Inglaterra, França, Israel, Alemanha. Com base nos estudos de campo da Red Storm foi possível retratar em cada jogo momentos fiéis a situações reais de combate contra o terrorismo. Em um dos jogos houve a participação de um ex-combatente brasileiro, Alejandro Noronha nascido em Belo Horizonte – Minas Gerais que participou do R6: Critical Hour, uma versão que foi exclusiva para o primeiro Xbox em 2006.

A partir do Critical Hour é que a Ubisoft começou a aproximar-se da franquia Rainbow Six quando adquiriu a Red Storm Entertainment transformando ela no que hoje conhecemos como Ubisoft Red Storm, e que colabora atualmente com a criação do Tom Clancy’s The Division. Toda essa parte tática, estratégica e furtiva existente em Far Cry 3, Far Cry 4, Ghost Recon, The Division recebe inteiramente a supervisão da Red Storm.

 

Vegas 2

O último Rainbow Six lançado foi a série Vegas que possui dois jogos – Vegas 1 e Vegas 2, ambos lançados para PC, PS3 e Xbox 360, foi o momento em que a série deu a oportunidade de jogar cooperativamente online, duas pessoas podem juntas, terminar o enredo no modo campanha.

Vegas 2 de 2008 ainda foi mais imersivo ao permitir conversar via microfone durante o jogo, e isso fica muito legal para os jogadores conseguirem armar táticas e eliminar os inimigos, era possível fazer os personagens espiar por baixo da porta com a ajuda de uma mini câmera e marcar a localização dos inimigos. Também podíamos customizar os trajes e formato do rosto, do jeito que o jogo permitia e tinham várias opções para serem escolhidas. O modo campanha tem história e com direito a “chefão” no final.

Em 2012 pude aproveitar o R6: Vegas 2 com a parceria do meu amigo Bruno César (BCP), foram vários meses jogando juntos e chegamos a terminar várias vezes, Vegas 2 consegue ter uma linhagem de fases e cenários muito forte na questão do replay, você joga, termina e quer jogar mais. Momento legal, uma das fases acontece em uma feira de games onde aparece o logo da MGL – Major Gaming League, com propagandas de games do ano (2008) feitos pela Ubisoft e até um fliperama do Far Cry 2 que no ano em que Vegas 2 foi lançado, Far Cry 2 era um lançamento ainda.

Lembro que chegamos a terminar no modo Realístico onde um tiro bem dado pelo inimigo pode ocasionar o fim da fase. Eu recomendo principalmente para quem quiser embarcar na franquia Rainbow Six e não quer ir direto para o jogo mais novo, comecem pelo Vegas 2 que vocês não irão se arrepender.

Ubisoft Montreal apresenta Tom Clancy’s Rainbow Six Siege

Sete anos se passaram e a franquia Rainbow Six sofria um enorme hiato, dava a entender que não haveria mais nada da série, em 2011 a Ubisoft chegou a cogitar o lançamento de um título chamado Rainbow Six Patriots que chegou a ganhar até capa de lançamento, em que aparece a Estátua da Liberdade de Nova York, o desenvolvimento era repartido entre os estúdios Montreal, Red Storm, Toronto e seria a primeira vez que um Rainbow Six deixaria de lado a Unreal Engine para utilizar o motor gráfico Anvil Next da própria Ubisoft, o mesmo do Assassin’s Creed, até que por algum motivo a produção de R6: Patriots foi dado como cancelado por enquanto, a Ubisoft resolveu dar um tempo na Nova York do Patriots para nos apresentar Rainbow Six Siege e nos preparar para o que poderá vir depois.

Rainbow Six Siege traz a união das Forças Especiais mais aplicadas do mundo inteiro – Seria a reunião dos funcionários do mês?

São equipes especialistas em destruição de ambiente, não existe parede ou barreira que impeça essa equipe de atingir seus objetivos. Bem resumido para que possamos entender rápido – é aquela coisa, por que abrir uma porta ou entrar pela janela se eu consigo explodir a parede e transtornar todo o raciocínio do bandido, só que explodir a parede de forma consciente sem derrubar todo um prédio.

Essa é a premissa de R6: Siege, operação tática que pode durar apenas 5 minutos dependendo da agilidade da equipe, e quando falo nisso, é porque o jogo será naquele modo 5 contra 5, uma tendência que praticamente vem ganhando força desde o final de 2014, e diferente do que muitos viram no Vegas 2 em que podíamos jogar sozinho com história e tudo mais, em Siege será um jogo conectado o tempo todo pelo Uplay.

Porém, o jogo não ficará focado apenas no multiplayer onde um grupo fica entre escolher quem serão os mocinhos e bandidos, tem campanha onde todos jogam como Tropa e tenta eliminar os terroristas controlados pelo computador. O modo Terrorist Hunt é assim, teremos NPCs para salvar em ambientes reais e urbanos. Os grupos terão que montar estratégias para invadir construções altas ou baixas, com o único objetivo de entrar e fazer rapidamente o que precisar ser feito, objetivo completo, próxima missão.

 

Closed Beta

Realmente, esse Rainbow Six consegue ter as partidas mais rápidas da franquia, é como jogar em modo Realístico o tempo todo, só pelo fato de você precisar pensar muito mais rápido, sendo aquela coisa, não pode bobear porque sempre haverá um grupo que treina muito e em algum momento, você e seus amigos vão topar com esse grupo pelos servidores.

O beta trazia os dois estilos de jogo, o multiplayer entre grupos e o cooperativo contra a máquina. No modo multiplayer, os jogadores poderão escolher se querem ser Defenders ou Attackers, isso é impressionante porque os Defenders montam as barreiras para impedir os Attackers de chegar até eles, o inverso você já entendeu. Então, imagina você como Defender pensando rápido, montando barreiras, espalhando armadilhas para não deixar o quinteto adversário aproximar-se e acabar com o jogo, enquanto que sendo Attackers, você só tem o trabalho de pensar em como tal barreira será derrubada ou encontrar um melhor caminho para pegar o oponente de surpresa.

Ambiente

Durante o jogo, os NPCs estavam como bonecos no estilo manequim mesmo, imóveis encostados nos cantos dos mapas, parecia bastidores de filme porque a Ubisoft ainda não tinha dado vida para eles, o foco mesmo do Beta foi para mostrar como ocorre a batalha, você conseguia aprender os movimentos, e começar a entender como o universo do Siege vai funcionar a partir de 1º de dezembro de 2015.

Ao entrar no modo Terrorist Hunt, nem precisou de tutorial, jogadores de Vegas 1 ou 2 vão se acabar nesse modo para eliminar os terroristas, e usa-se muito rapel só que desta vez não vemos mais o corpo em Terceira Pessoa do personagem que você controla, a câmera continua em primeira pessoa pendurado no rapel. Fantástico essa parte, você lá descendo de rapel enquanto enxerga o inimigo de ponta cabeça, pelo ângulo do personagem.

Mesmo que o jogo não tenha uma campanha single player própria, dentro das situações em grupo, o jogador vai se deparar com elementos que por segundos vai parecer que está jogando sozinho nas horas em que será necessário retirar os reféns que estão pelo local, a situação se fecha entre jogador+refém, enquanto que externamente o restante dos companheiros dará cobertura enquanto acontece a remoção do sobrevivente.

Percebe-se que tudo no jogo será em ambiente interno, todos começam do lado de fora de algum lugar e assim precisam arrumar um meio de entrar e fazer o trabalho. Não é um survival horror, mas é um jogo bastante tenso, como era Vegas 2 e acredito que os antigos Rainbow Six. Pelo público que jogou comigo e foram turmas diferentes cada dia e cada partida, percebe-se que não eram jogadores que queriam fazer brincadeira, o lance é jogada séria, cheguei a perceber momentos de ajuda natural, do tipo, não precisa pedir porque a pessoa sabe que você está em situação de perigo ou poderá estar, e novamente digo, um tiro bem dado pelo inimigo pode acabar com a sua partida.

AnvilNext 2.0 + Real Blast

Nesta parte da qualidade gráfica, a Ubisoft foi certeira ao deixar de lado a Unreal Engine para investir mesmo na Anvil Next 2.0 e deixar o Rainbow Six utilizar o mesmo motor gráfico do Assassin’s Creed: Unity e Syndicate, e o que realmente impressiona no R6: Siege é a qualidade das explosões, porque o mérito não é apenas da engine, tem aí outro ingrediente que eles utilizaram chamado Real Blast, que dá as explosões um jeito mais realista que une a física e a posição de onde ocorre a explosão, é possível destruir pisos e paredes para abrir caminhos.

Computadores com muito ou poucos recursos não será problema para rodar Rainbow Six Siege já que o mínimo que ele pede é uma placa de 1GB de RAM, a parte de configurações de vídeo também é cheia de opções para ligar e desligar, tudo para atender aos jogadores que querem jogar, a opção traz um medidor onde tudo que é ligado ou desligado pode ser visto por você em tempo real. Então, você consegue saber se a sua placa de vídeo vai aguentar ou não, basta uns 5 minutos de ajustes para o jogo ficar otimizado para o seu PC. Para que R6: Siege rode na qualidade Ultra, é necessário uma placa de vídeo de 6GB de RAM e instalar uma DLC chamada Ultra Texture, que possivelmente será lançada no mesmo dia do jogo.

Rainbow Six Siege não é o que sobrou de Rainbow Six Patriots, quando a Ubisoft conseguiu a tecnologia Real Blast, simplesmente eles resetaram toda a criação que havia sido feita até 2011 e assim produziram o atual Siege. Um pouco do que muitos começarão a ver a partir de 1º de dezembro de 2015, vocês podem conferir aqui pelas imagens.

Para maiores informações sobre o jogo, visitem a página oficial de Rainbow Six Siege, até a próxima!

Link: http://rainbow6.ubi.com/siege/pt-BR/home/index.aspx

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 1 de novembro de 2015, em PC, Previews, PS4, Xbox One e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Show de bola, esse Rainbow Six seria perfeito se tivesse um modo campanha. Acho que quando a galera enjoar do multiplay eles devem lançar um DLC, em minha superficial ciencia desse tipo de coisa, com o modo história até para poder por os personagens e suas características e personalidades nas missões.

    Sempre foi um barato os policiais de elite do mundo todo reunidos, eles podiam ter dado uma atenção legal pra elite do Brasil, quem sabe eles consertem esta falta né? =p não custa nada sonhar hahaha pra quem jogava com o BOPE no CS 1.6(mod óbvio), seria um barato jogar com ele no R6, até mesmo o GATE ou alguma outra unidade. Foda que cada Estado tem a sua, fica difícil dar atenção pra uma específica.

    Desde já, gostei do que vi. Uma pena o modo campanha não vir, assim como no Battlefront, mas oremos à Odin, Alá, Darth Vader e Satan Goss pra consertarem isso! Heheh

    Abraços,

    Fúria

    Curtido por 1 pessoa

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