Ed.Nº 121 – Outland (PC, 2014)

AnaliseFaaala gamers do Brasil! Vamos iniciar os escritos do mês de Outubro, um mês cheio de diversão com o evento Brasil Game Show 2015, que eu pretendo estar lá no sábado (10) e quem sabe no domingo (11) já que o evento é próximo de onde eu moro. E temos também amigos novos, é isso aê, dois novos parceiros que são muito bem vindos:

Ulisses 8 Bit é o autor da página Controle Principal, um blog muito legal com publicações de situações que marcaram uma época em uma escrita atualizada bem repaginada mesmo e que merece toda a atenção. Acesse o site aqui.

Arildo é o autor da página Santuário do Mestre Ryu, um site cheio de postagens voltadas não só para jogos em uma linha de escrita que pega o meio do entretenimento de um modo geral, com textos sobre animes, jogos e sem contar que o autor gosta muito dos jogos de luta. Acesse o site aqui.

No Jornada Gamer o tema do mês é Doom-Chaka-Laka, vocês poderão acompanhar o longplay de Doom 64 EX a versão reconstruída para jogar no PC de forma fiel ao que existiu no cartucho do Nintendo 64. No vídeo eu mostro todas as fases, onde pegar as Demon Keys que são essenciais para facilitar a batalha final. E pelo tema do mês, terá também NBA JAM e suas fireballs, toda a programação vocês podem conferir nesta imagem show de bola feita pelo carinha Usopp, acompanhem no Canal Jornada Gamer.

Agora na análise da Edição 121 do Blog MarvoxBrasil, vamos conhecer o jogo Outland, um título do gênero plataforma, muito legal, se não fosse pelo brother Lucas Campos, eu jamais teria dado a devida atenção, não é daqueles jogos que ficam fáceis de serem encontrados na página do Steam. Sabe aqueles títulos que você precisa garimpar para encontrar? Pois é, bem isso mesmo, vamos acompanhar:

Outland MarvoxBrasil Ed 121 Ubisoft Housemarque

Outland é um jogo do gênero Plataforma e foi lançado originalmente em 2011 para as plataformas digitais do Xbox 360 – Xbox Live Arcade e para PS3 – PlayStation Network, uma criação da softhouse, Housemarque, o estúdio indie localizado na capital da Finlândia existe desde 1995 e começou com Super Stardust, uma série do gênero shmup que apareceu nos computadores Amiga da Machintosh.

Hoje é possível jogar Super Stardust HD no PS3, ou Super Stardust Delta no PS Vita (o que muda é só o nome) e conhecer o primeiro trabalho deles. Outro jogo feito pela softhouse é Resogun, que é praticamente um título porta-de-entrada do PS4 que demonstrava diversas técnicas possíveis em um shmup side-scrolling (estilo R-Type) e que carrega mesmo inspirações fortes do clássico Defender e do cult Parodius.

Em setembro de 2014, o estúdio finlandês com a ajuda da Ubisoft trouxe Outland no PC-Windows e desde fevereiro de 2015 está disponível no PC-Linux. É possível encontrar o jogo para compra no Steam e uma das opções mais legais é Outland – Two Pack em que a pessoa realiza a compra e ainda pode presentear alguém com uma segunda cópia, pagando um preço só, foi o que aconteceu comigo.

Essa estratégia de marketing feita pelos desenvolvedores é justamente para facilitar o aproveitamento do modo cooperativo online, onde duas pessoas participam da aventura e passam por todos os desafios e fases de um jeito muito próximo com o tínhamos em Donkey Kong Country no Super Nintendo, e quem não curte jogar em multiplayer, ok sem problemas, porque tem modo Single Player e veremos tudo com calma, continue lendo.

Quando o passado apela para uma revanche

Outland fala sobre um tempo presente de uma realidade muito diferente da nossa, onde o cotidiano resume-se na prática da caça, religião, e nos ensinamentos da medicina que é passado de geração para geração, tudo acontece em torno de uma tribo, seu personagem é um membro de uma tribo onde existe o xamã que é o líder, começamos numa cabana onde o líder conta uma história muito tensa de batalhas árduas entre um Guerreiro e as irmãs do Chaos (Sisters of Chaos), uma controla a Luz do Sol, enquanto a outra controla a escuridão da Lua.

As irmãs estavam aprisionadas por 30 mil anos, tudo graças ao Guerreiro que teve a coragem de encarar as gêmeas de frente, o Guerreiro subiu pela escada que leva até o céu e as derrotou. Até que chegou o momento em que as irmãs se cansaram de ficar aprisionadas e de ver o mundo tão calmo e resolveram escapar para retomar a batalha e incomodar a humanidade.

Após ouvir a história do xamã, o nosso personagem levanta-se e sai da cabana, e assim começa a aventura onde temos como objetivo abrir 5 Portais Sagrados para no final encontrar as irmãs do Chaos e mostrar que, seja no passado ou presente, elas voltarão para a prisão do mesmo jeito que vieram.

Outland

Comandos e sobrevivência

A primeira recomendação para um bom aproveitamento de Outland no PC é plugar um controle de Xbox 360, todos os comandos são demarcados para uso do controle, mas se quiser jogar no teclado não tem problema, no meu caso eu joguei com o controle e consigo dizer que os comandos são muito refinados. Por todas as acrobacias que pode ser feito durante as fases, em nenhum momento houve aquele receio do personagem escorregar ou um pulo mal dado porque os comandos não respondem prontamente, isso é muito importante para qualquer jogo de plataforma, e o melhor, quem gosta de jogadas kamikazes, do tipo, dane-se tudo que eu quero mais é ir para frente sem medo de morrer, poderá fazer isso tirando a maior onda. A forma como o personagem corre e se movimenta lembra muito o Randall do DeadLight, só que bem melhor e sem medo que de repente bugue os comandos por um pulo falho.

Nosso personagem utiliza um facão que é a única arma do jogo, podendo bater para frente ou para cima, acredito que os criadores devam ter estudado técnicas de esgrima porque a destreza do manuseio da arma é muito legal, chega a dar até prazer ao desvencilhar golpes e combos nos inimigos que aparecem por toda a fase. Os inimigos quando eliminados, jogam moedas douradas, um item muito importante que deve ser coletado o tempo todo porque elas servem como oferenda (ou dízimo) para as estátuas que fornecem upgrades para o personagem. Essas estátuas podem estar pelo caminho ou muito bem escondidas e nesse ponto, vale a boa vontade de explorar para encontra-las, até porque os upgrades são importantes e são divididos em Vitais e Special Moves. Cada um tem seu momento e oportunidade de aparecer e serem utilizados durante as fases.

Os upgrades vitais aumenta o nível de energia que é medido por corações, no começo são apenas 3, sendo possível chegar no total de 11 corações, o que faz o jogador durar mais diante dos confrontos. Tem também os Special Moves, medidos por 7 círculos amarelos no total, que são consumidos um a um na medida que os Special Moves são utilizados. Abaixo podemos conferir todas as habilidades que o personagem consegue adquirir pouco a pouco.

No momento certo, você utilizará cada uma das habilidades e podendo somar uma com a outra, principalmente ao se deparar com os chefões que possuem uma tática diferente para eliminar.

Outland

  • Melee Atack é o golpe padrão, realizado com o botão X;
  • Ground Slide é o famoso correr e escorregar, muito bom para dar um olé nos inimigos que vem por cima;
  • Light/Dark Energy é a energia azul e vermelha que forja o corpo do personagem e você altera com o RB;
  • Stomp é uma pancada dado com os pés, precisa pular e fazer bem rápido Baixo+B;
  • Smite um golpe para pegar os inimigos na traição passando a espada por cima da própria cabeça, aperte Y;
  • Teleportation, assim fica fácil entrar e sair das fases, existe 1 teleport em cada fase, aperte Start na frente do teleport e escolha o lugar que pretende voltar;
  • Charged Attack, segure o gatilho LT para concentrar sua energia e remover paredes pelo caminho;
  • Launch, um furacão de energia que arremessa o corpo do personagem ao segurar o botão A e direcionar o analógico para a esquerda/direita/cima/baixo;
  • Energy Shield, aperte o botão LB para expelir todas as bolas energéticas da fase;
  • Beam Attack, aperte B para soltar um Hadouken que dura segundos e varrer a tela.

Cromoterapia Cerebral

Outland consegue transformar o seu monitor ou TV em uma lâmpada lava ao trazer para o jogo a brincadeira de misturar cores, azul e vermelho, durante a jogatina cheguei a realizar um teste, apaguei todas as luzes para ver a intensidade das cores e iluminou legal o ponto da sala em que fica o PC, abajur para o quê, não é?

Essa troca de cor é a parte puzzle e a engrenagem que dá vida para o jogo, podia ser apenas um jogo de plataforma onde teríamos que controlar o personagem de um lado para o outro, matar inimigos e encerrar com o chefão, o que acontece é assim: Seu personagem começa com tons de amarelo no corpo, os inimigos também possuem tons iguais, nisso podemos eliminá-los tranquilamente. Como as irmãs do Chaos, uma é vermelha e a outra é azul, teremos pelo caminho, inimigos com tons de azul e tons de vermelho. Seu personagem enquanto está azul não pode matar inimigos da mesma cor, azul mata o vermelho e vermelho mata azul. Isso se aplica as dezenas de armadilhas pelo caminho. Esse é o raciocínio de Outland, e vai chegar uma hora que seu personagem controlará as duas cores e tudo que você precisa fazer é apertar o botão RB do controle do Xbox 360 para alternar entre azul/vermelho para conseguir passar pelas armadilhas, ou eliminar os inimigos.

Corpo vermelho pode passar por raios da mesma cor, mas só pode atacar inimigos de cor azul, e vice-versa.

Corpo vermelho pode passar por raios da mesma cor, mas só pode atacar inimigos de cor azul, e vice-versa.

5 regiões sagradas

No centro está localizado o hall principal que é chamado de Crossroads of the World, será neste local que voltaremos sempre, automaticamente, após derrotar um chefe no final de cada Mundo. Tudo acontece em sentido anti-horário: Origin (introdução), Jungle, Underworld, City, Sky e Eternity, aperte Back para consultar o mapa completo.

Dentro das fases também é possível acessar o mapa, para que o jogador não fique perdido, o mapa das fases mostra o ponto que você está e um outro ponto em vermelho, é o local onde você precisa ir para finalizar a fase e seguir para a outra, já que cada Mundo possui de 3 a 4 partes e todas possuem 1 Teleport, para o caso do jogador querer voltar e continuar a exploração ao adquirir novas habilidades.

Outland

OutlandO mapa acima é de uma das fases, vemos vários símbolos, alguns não vão aparecer na primeira jogada, enquanto outros ficam por padrão: portas trancadas, teleport, checkpoint, onde você está, o portão do big boss e o local correto que você precisa seguir, lembrando que para enfrentar o chefão, o jogador precisará encontrar uma chave.

Speedrun à moda da casa e Multiplayer Cooperativo

Ao finalizar cada Mundo, este é habilitado no modo Arcade, que dá a missão para o jogador atravessar novamente da forma mais simples e kamikaze possível, encontrar a chave, e matar o chefão no tempo determinado pela Housemarque. Essa parte eu fiz por último com o jogo já finalizado, porque todos os caminhos ficam frescos na memória. A jogabilidade do modo Arcade faz você esquecer qualquer tipo de detalhe e até enganar os inimigos para apenas seguir em frente até o chefão. Ao vencer o relógio, ficará armazenado no Leaderboard mundial, se você morrer ou se o tempo acabar, vale a pontuação até onde você conseguiu. É satisfatório chegar e derrotar o chefão antes do tempo acabar para ganhar mais pontos e atingir posições bem legais no ranking mundial.

O multiplayer é cooperativo online e possui dois modos de jogo, o primeiro é o tradicional – vamos zerar juntos – e o segundo é o Coop Challenge que acontece dentro do multiplayer, são duelos entre você e o seu amigo/amiga. É importante encontrar antes os portais do Coop Challenge para curtir os desafios sem perder tempo. No Steam existem 12 conquistas, sendo que uma delas só pode ser desbloqueada ao jogar com mais alguém.

O único problema é que o ambiente online, das vezes que eu entrei, porque tem como criar uma jogatina e simplesmente é vazio, forever alone total. Pelo leaderboard dá para entender que a galera jogou esta versão do PC, passou por todas as missões do Arcade, mas Outland é daquele tipo de jogo que ou você conhece quem tem, ou acaba não jogando o modo cooperativo, essa foi a impressão que eu tive das tentativas que fiz para encontrar alguém para jogar. Acho que é esse o motivo de comprar um e levar uma cópia para presentear alguém.

E por fim…

Jogar sozinho ou junto com alguém, o importante é você descubrir qual a relação entre o Guerreiro que eliminou as irmãs do Chaos pela primeira vez, e o seu atual personagem, um acerto de contas de 30 mil anos atrás que envolve a Terra, Sol e Lua, em um jogo de apenas 674 MB – Eu não via isso desde Max Payne 1 que tinham exatos 500 MB – Outland carrega uma trilha sonora muito marcante, coloquei abaixo a música que toca durante o confronto com os chefes, para que vocês tenham uma ideia.

Temos um lance muito interessante em que existe uma similaridade de situações entre Outland e Odallus: The Dark Calls, isso acontece de duas formas: Primeiro, as fases são todas em estilo mundo aberto 2D onde somos livres para entrar e sair das fases a hora que quisermos, principalmente porque sempre existirá um caminho que por um momento será impossível ultrapassar até que o seu personagem tenha a habilidade definida.

E segundo, porque o jogo investe na importância em explorar as fases, eliminar os chefes, fazendo o jogador ser presentado com essas recompensas. As novas habilidades diante da sua coragem e dedicação, e você lembrará que em uma fase que você passou, agora poderá chegar num local que antes não dava.

Outland é assim, Odallus também, numa dessa, um serve de treinamento para o outro, o que é fantástico. Brasil e Finlândia fazendo ponte para incrementar a sua diversão, só nos games mesmo. E se você é fã e gosta do jogo Super Metroid, saiba que muito do design das fases tem forte inspiração com o título da Samus Aran dos 16-bits. Olha só que legal, você vai jogar de tudo um pouco e ainda sairá com um brilho nos olhos com tanto efeito de cores que o jogo proporciona.

E a edição 121 fica por aqui, os leitores podem conferir abaixo a galeria de imagens capturadas durante o gameplay de Outland no PC, foram apenas 8h de jogatina para completar toda a história. Não deixem de votar no Blog MarvoxBrasil, na lateral da página, lá em cima, tem o botão “vote aqui” do TopBlog 2015, conto com o voto de vocês e, até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 6 de outubro de 2015, em Análises, PC, PS3, XBOX 360 e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Obrigado por citar o blog, Marvox, rapaz eu fiquei muito feliz mesmo.De coração.

    Sobre Outland, a primeira coisa que chama atenção são as cores, mais precisamente o choque delas.As fases, pelas imagens, parecem ter um tom mais “pastel” ou neutro enquanto os elementos “quentes” como facadas e energias iluminam e reagem no cenário como um todo.Isso cria uma ambientação bem marcante, tipo, dá um clima e tanto.É difícil falar sem ter jogado, mas é essa impressão que as imagens passam.

    Prefiro controle para a plataformas também, só em Prince of Persia(DOS) que eu prefiro teclado, talvez por nostalgia ou costume, sei lá, kkkkkkk

    Esse prazer em aplicar golpes que você cita é muito interessante,eu quando pego um jogo novo a primeira coisa que testo é seus movimentos e sua física, é a primeira característica que eu avalio.
    Adorei essa mecânica das cores em relação aos elementos da fase e personagens, que beleza isso Marvox, que riqueza que deve trazer ao game esse tipo de ideia, sensacional.
    Grande abraço!

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  1. Pingback: Ed.Nº 125 – MeMe Gamer: O Que Você Jogou Em 2015? #oqvj2015 | Blog MarvoxBrasil

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