Ed.Nº 102 – Outlast: Whistleblower (PC, 2014)

MVXEd102OutlastFaaala gamers do Brasil! Na edição 102 do Blog MarvoxBrasil, chegou o momento de fazer uma faxina completa pelo interior da Mansão Mount Massive.

Você vai saber de tudo um pouco sobre a história original de Outlast e sua expansão, a DLC – Whistleblower, até porque se é para sentir medo, que o susto seja completo. Acompanhem:

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Em Montreal, no Canadá está localizada a Red Barrels, o estúdio independente foi formado por um trio de profissionais que no passado, estiveram envolvidos na criação dos títulos: Prince of Persia: Sands of Time, Amy of Two, a DLC Minerva’s Den de BioShock 2 e por fim, Uncharted: Drake’s Fortune. A softhouse trouxe como seu primeiro trabalho o jogo Outlast, que apareceu inesperadamente como um pedido de socorro de muitos gamers que não estavam mais sentindo aquele medo proveniente causado pelo gênero terror.

O título foi lançado em 2013 inicialmente para o PC e em 2014 tanto a Sony quanto a Microsoft acolheram o título em seus consoles atuais, PS4 e Xbox One. Em maio de 2014 veio a expansão Whistleblower para completar a história do jogo que fez muitos marmanjos pular da cadeira e do sofá. Realmente o gameplay como um todo, possui um clima muito pesado ao seguir para o lado do terror psicológico, porque o tempo todo é preciso ficar atento em quem está por perto.

O personagem não bate, não é um herói, sendo apenas alguém que quer sobreviver e escapar de uma enorme mansão cheia de psicopatas e pessoas deformadas que foram sujeitas a experimentos dos mais diversos estilos. A mansão está praticamente abandonada, devido os vários acontecimentos com seus residentes espalhados por todos os andares do local.

Durante o gameplay o jogador é desafiado inúmeras vezes a vencer o medo, o jogo consegue dar sustos o tempo todo, o que faz do título inesquecível por aqueles que já jogaram e presenciaram todos os acontecimentos do interior da mansão Mount Massive. Por isso, vamos começar pela história principal e em seguida falaremos da DLC.

Siga a trilha de sangue

Mount Massive é uma enorme mansão inaugurada em 1945 quando os Estados Unidos contrataram alguns médicos da era nazista para trazer o conhecimento que os alemães tinham na medicina para ser aplicada nos pacientes do local. Começou então uma série de tratamentos com criminosos perigosos onde tentava-se extrair o lado bom através do sono profundo. Claro que isso deu errado, e três dos cientistas contratados foram assassinados.

Quase 30 anos depois a mansão foi trancada após de uma série de reclamações e manifestações de pessoas que achavam errado tais métodos como tratamento. Um ano depois em 1972, boa parte dos documentos e relatórios foram destruídos, mas outros permaneceram intactos, justamente os documentos que o jogador conseguirá encontrar ao explorar cada canto da mansão.

Em 2009 a mansão foi reaberta inesperadamente por uma Companhia independente comandada por um empresário abonado que resolveu retomar os tais “tratamentos medicinais” trazidos pelos alemães. O local pode facilmente trazer lembranças relacionadas ao filme “A Casa da Colina”, para aqueles que assistiram ou não conhecem, onde o casarão do filme tinha um Doutor chamado Richard Vanacutt que também foi um médico da era nazista e que utilizava seu conhecimento em experimentos com os seus pacientes.

No caso de Mount Massive existe um segmento parecido onde a mansão funcionava também como asilo e seus médicos tentavam tratar os problemas psicológicos dos pacientes. Durante as sessões, a pessoa dormia e enquanto estava em sono profundo, tentava-se extrair o lado psicótico para conseguir conhecer melhor o motivo da pessoa ter momentos de fúria e descontrole mental. Só que conforme os estudos eram cada vez mais aprofundados, o lado psicótico escondido acabava por vir à tona.

Quem era “bom” continuava bom, mas quem era muito ruim ficava ainda pior. Houve um motim dentro do asilo e os residentes começaram a matar todos que eram encontrados pelo caminho. Médicos, enfermeiros e demais funcionários foram mortos e a mansão virou uma banheira de sangue. As tropas especiais foram chamadas para conter o problema mas, nada adiantou porque os residentes souberam como cuidar da situação. E se vocês querem saber do melhor, nem tudo no jogo foi inventado.

A região de Mount Massive fica localizada no estado do Colorado nos Estados Unidos e acreditem, a mansão em si, ela existe e fica na região de Búfalo em Nova York, também nos Estados Unidos. O local chamado de Richardson Olmsted Complex, foi construído em 1965 e funcionava como um asilo para tratamento de pessoas com transtorno mental, o lugar não funciona mais, porém, desde 1986 é dado como local histórico da região e costuma receber visitantes em excursões.

É possível ver várias imagens inclusive do segundo andar que em 2010 sofreu um incêndio, vocês podem clicar na imagem abaixo para visualizar mais fotos da verdadeira Mount Massive, é bem interessante e assustador.

Bem-Vindo a Mount Massive

O jogo começa com Miles Upshur, um jovem que trabalha como freelancer e costuma escrever reportagens investigativas, recebeu um e-mail que relatava alguns fatos sobre a mansão. A curiosidade e a vontade de encontrar aquilo que seria o seu maior furo de reportagem fizeram com que Miles fosse até a mansão ver com seus próprios olhos o que realmente estava acontecendo.

O jornalista dirige pela estrada à noite e chega até os portões de Mount Massive. Dentro do jipe vermelho ele lê uma cópia do e-mail que recebera, pega a câmera, coloca as pilhas e começa a testar a visão noturna, ao sair do veículo o jogo começa. Em um primeiro momento o jogador precisa entrar na mansão que está com as portas trancadas, do lado de fora vários carros militares estão estacionados bem na frente da porta principal – Alguém chegou primeiro!

Existe uma janela aberta no alto e que está com a luz acesa, ao pendurar-se em andaimes o personagem consegue passar pela janela e a luz do cômodo queima, obrigando o jogador a utilizar a visão noturna para enxergar o que tem no local.

No interior da mansão, conforme o repórter avança é possível encontrar e coletar diversos documentos e relatórios que traz indícios dos acontecimentos ocorridos em Mount Massive, além de pilhas espalhadas e que são muito importantes, para que a luz noturna da câmera continue funcionando, senão fica meio difícil conseguir enxergar locais com pouca claridade.

O gameplay é praticamente um stealth misturado com puzzle, em que enquanto você estiver escondido, precisa ouvir muito bem onde está os inimigos, para assim conseguir sair e finalmente realizar os objetivos de cada parte que o personagem precisa passar. Em cada ponto alcançado existe um puzzle para ser resolvido, e durante isso, os residentes que são chamados de “Variantes”, ficam perambulando pelo lugar, se um desses inimigos vê o personagem, fica a oportunidade de encontrar um lugar para se esconder, seja dentro de armários, embaixo da cama, ou para os mais táticos, escolher lugares muito escuros para ficar encolhido, mas tome cuidado, porque se os inimigos não enxergam eles podem acabar por sentir o cheiro ou a presença do personagem no lugar, então tente escolher bem os lugares para garantir a sua continuidade dentro da mansão.

Os inimigos possuem uma inteligência artificial muito bem elaborada, eles são espertos e conseguem olhar embaixo da cama, abrir armários e buscar o jogador onde quer que ele esteja. Cada vez que o jogador resolve um puzzle ou avança um ponto a mais, é fácil sentir-se engolido cada vez mais pela mansão, chegando a um ponto em que o personagem começa a querer sair e não consegue mais. A história e tudo o que o jogador enfrenta começa a tomar conta da mente e você incorpora de vez o personagem – estou na mansão, quero sair, não consigo e o jeito é chegar até o fundo disso.

Em todos os momentos do gameplay, o jogador é apresentado por Variantes dos mais diferentes tipos e perigos, alguns desses residentes causarão uma dificuldade maior porque conseguem ficar na cola do personagem o tempo todo.

Por exemplo, Chris Walker – um cara robusto, fortão que adora exalar diversos palavrões e enquanto anda é possível ouvir o tilintar de suas correntes que são presas nas calças. Tem também os gêmeos peladões que aparecem numa área cheia de celas onde os residentes eram trancados, andam de forma lenta como se fosse um animal que já identificou a presa mas não tem a menor pressa para conseguir apunhalar o jogador.

Temos também o Doutor Rick que possui um tesourão (uma das partes mais chocantes do jogo) e vai perseguir o jogador o tempo todo na quase metade do jogo, o pior que ele é rápido e muito esperto para conseguir encontrar o jogador, seja onde ele estiver escondido.

Por todos os momentos de pânico causados pela música de terror e explosões sonoras para fazer você pular e dar aquele “rage quit” – Onde está a tecla ESC? – Fugir dos residentes é uma das maiores diversões que o jogo traz, tem momentos em que você tem que pensar mais, mas fugir é a parte que sua adrenalina mental extrapola o nível entre ter medo e dar muita risada, como se você estivesse brincando de pega-pega no escuro.

Chega uma hora que é possível estar tão acostumado com os Variantes, que você aperta o “tô nem aí” e nem quer saber se o inimigo está longe ou perto, vale a pena testar diferentes métodos para passar das áreas da mansão e ver até onde o seu lado tático vai, ou simplesmente jogue no estilo kamikaze, algo que há tempos deixou de ser um plus, em Outlast é possível resgatar toda essa diversão descompromissada que deveria existir na maioria dos jogos, onde o compromisso deveria partir do próprio jogador dizendo “cara esse jogo é muito louco!” Não é um jogo que quer crescer em cima do jogador meio que dizendo “isso é da hora pronto e acabou”.

Claro que tem coisas na mansão que poderiam ter sido pensadas de forma diferente, e isso é possível ver nos momentos finais, na parte subterrânea, que quem terminou sabe do que se trata. E para continuarmos vamos para a DLC.

Whistleblower, a DLC

O termo “Whistleblower” quer dizer, uma pessoa dedo duro que estava no meio de uma conspiração e de repente viu que tudo aquilo estava errado e decidiu revelar todos os segredos. Tudo o que foi visto na história principal tentará ser explicado de uma forma mais clara ao jogar a DLC. Os e-mails que foram disparados e que um deles acabou por cair na caixa de entrada de Miles Upshur, foram enviados pelo personagem principal da expansão, o engenheiro de software Waylon Park.

O novo contato que o jogador tem com o local mostra um lado até mais humano da mansão com médicos, seguranças e até o magnata que quis reabrir a mansão e deu continuidade ao projeto Walrider até a explosão do motim em que os “Variantes” transformaram todos em suas cobaias. Uma vez que o jogador já esteve acostumado com as áreas do interior da mansão, perambular pelo local através da, DLC, será inicialmente muito fácil e comum. Existem algumas áreas novas que antes não eram possíveis de ser acessadas e aumenta ainda mais o grau de dificuldade ao ver todas as novidades presentes em Whistleblower.

Por falar em dificuldade, se na história principal ao fazer um bom gameplay, o jogador conseguia facilmente juntar 5 pilhas para ficar tranquilo ao longo do jogo, isso não acontece desta vez. As pilhas ficaram mais escassas e com muita dificuldade o jogador consegue coletar 3 pilhas e ainda corre o risco de ficar sem nenhuma porque as perseguições e o tempo de resolução de vários puzzles chega a ser até maior devido o fato dos inimigos consegguirem cuidar, de uma forma melhor, das áreas que o jogador precisa passar, e a maioria delas são áreas escuras.

Na história principal, 40% das áreas do jogo são escuras, já na expansão isso aumenta para talvez, 70% do jogo. O que faz o jogador usar mais a visão noturna da filmadora, gastar mais pilhas, e o pânico consegue ser até maior.

Assim como na história principal tinham personagens de destaque, na DLC também têm, um deles é – o açougueiro canibal Antonio Manera que carrega uma serra-elétrica artesanal e vive dizendo “a carne é minha”. Outro personagem muito peculiar é Eddie Gluskin – um serial killer que procura a esposa perfeita ou talvez esteja apenas querendo transformar as pessoas em “bonecas infláveis”. Mas o jogador não precisa sentir saudades de figuras antigas, Chris Walker continua a perambular com suas calças cheias de correntes, ele continua o mesmo, soltando palavrões pelos corredores e vai adorar abraçá-lo em várias partes do jogo.

Em torno de toda a ação existente na mansão em que o engenheiro de software faz o caminho inverso do repórter, chega um momento em que a tropa de choque começa a invadir o lugar. E isso causa uma febre de pânico maior, porque eles estão lá para tentar limpar a bagunça de algum jeito. Sair da mansão vai muito mais além de desviar dos “Variantes” que colaboram com o motim, isso se o jogador realmente conseguir sair. O jogo todo, tanto Outlast quanto Whistleblower duram em torno de 4 horas se conseguir explorar tudo, e encontrar os documentos além das anotações realizadas através das filmagens, mas se quiser jogar e avançar os desafios sem se preocupar muito em coletar objetos, o tempo cai para 2 horas.

E mesmo após terminar, dá muita vontade de voltar e refazer tudo novamente. O melhor de tudo é que o jogo é todo legendado em português, desde os documentos, anotações e as conversas entre personagens, o que faz o jogador prestar mais atenção na história e ser absorvido para dentro do desafio.

Diversão compatível

Outlast foi desenvolvido com o motor-gráfico Unreal Engine 3.5 e por esse motivo consegue ser compatível com qualquer sistema operacional, não sendo necessário um PC todo trabalhado para que o jogador consiga rodar e curtir o título. Nas opções, existem diversos controles de detalhes que podem ser ampliados ou reduzidos e o jogo roda tanto em PCs com Windows XP até com os mais atuais sistemas operacionais. O que muda é apenas o nível de detalhes durante o jogo, seja no corpo dos Variantes e inclusive, é importante mencionar, detalhes na lente da filmadora.

Esse ponto fica muito perceptível em um momento existente em Outlast durante a história principal – Miles consegue ter a proeza de derrubar a filmadora e a lente quebra. Ao reduzir o nível de detalhes – “low” – a lente continua intacta. Ao aumentar os detalhes – “high” – o jogador consegue enxergar a lente trincada e a filmadora até apresenta uma interferência e aparecem chuviscos coloridos como se algo já não funciona tão bem como antes.

Outlast conseguiu renovar a essência do que é sobrevivência no meio do terror. Existem algumas falhas no enredo, por exemplo, o contexto da história que apresenta o repórter diz que o e-mail foi enviado para várias pessoas, só que assim que Whistleblower começa, o e-mail é direcionado diretamente ao próprio repórter.

Mesmo com esses detalhes que passam despercebidos, a diversão e todo o seu conteúdo consegue deixar de lado esses mínimos detalhes. A criação atualmente chegou a servir até como fonte de estudos para que tanto softhouses majoritárias quanto as demais softhouses indies consigam trabalhar melhor nesta questão de mexer com o emocional do jogador, o que promete que no futuro – veremos novas ideias extraídas da espinha dorsal de Outlast – querendo ou não, o jogo conseguiu animar o segmento do gênero survival horror/terror psicológico, a tentar se recriar e buscar trabalhar melhor esse estilo de jogo tem muita coisa que dá para fazer, o que não faltará novas experiências para curtir.

Vale a pena prestar atenção nestes nomes – Silent Hills, Dying Light, Asylum, DayLight, Routine, The Vanishing of Ethan Carter, Dead Out e Monstrum – todos são títulos que poderão aparecer a partir de 2015 ou quem sabe em 2016. De todo modo, a Red Barrels já planeja iniciar a produção de Outlast 2.

O primeiro susto sempre é inesquecível, fica difícil deixar de lembrar o primeiro impacto em Resident Evil 1, quando os dobermans estouram as janelas, ou quando os dinossauros aparecem pela primeira vez em Dino Crisis, ou algum outro jogo que você lembre que tomou um susto forte pela primeira vez e no entanto, certos sustos ficam calejados com o passar do tempo conforme o jogador amadurece. Chega uma hora que existe a pergunta “poxa, não consigo tomar susto com isso”.

Outlast consegue renovar esse medo, esse susto, ao trazer isso tudo como se fosse uma nova primeira vez. O jogo consegue ganhar o jogador o tempo todo, em cada porta aberta, puzzle resolvido ou inimigo confrontado. O jogador que estiver à procura de um jogo que teste o seu emocional do início ao fim, vale apostar neste primeiro trabalho da Red Barrels e levar junto no pacote a DLC para que a história fique mais completa, e assim aumenta o tempo de diversão.

Outlast é como ter o antigo “Castelo dos Horrores do PlayCenter” para curtir a hora que quiser. Acompanhe algumas imagens do jogo e até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 7 de dezembro de 2014, em Análises, PC, PS4 e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. Ótimo!
    Com certeza é o jogo que mais me fez sentir medo nos últimos anos. Quase joguei de fralda.
    Mas realmente, chega um momento que você reconhece o ‘padrão’ do medo em Outlast e consegue lidar melhor com os sustos, tornam um pouco mais previsíveis (não sei se é previsibilidade ou você que fica durão depois de tantos sustos)
    Com certeza um dos jogos que mais curti, apesar, sem spoilers, do final que foi um tanto… Diferente.

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