Ed.Nº 101 – Gone Home (PC, 2013)

MVXEd101GHFaaala gamers do Brasil! Na edição 101 do Blog MarvoxBrasil vamos pegar uma carona na máquina do tempo e voltar para o mágico ano de 1995, quando muitos ainda relutavam para abandonar suas músicas favoritas gravadas em fitas K-7, o PlayStation era a maior novidade dos games com seus jogos em CD, o Super Nintendo ainda tinha muito sangue na manga para lançar Donkey Kong Country 2, na escola desenhávamos em cadernos para os colegas os golpes de Street Fighter II, a maior série da TV era Arquivo-X e os melhores filmes da Sessão da Tarde estavam gravados em fitas VHS. Não tinha Internet, nem redes sociais e muito menos celulares com touch. Onde você encontra tudo isso? No jogo Gone Home que você confere a análise a partir de agora. Acompanhem:

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Atenção gamer oldschool, que sempre está à procura de algo diferente e marcante para jogar, se estiver lendo esta análise agora, comece a abrir o seu Steam urgentemente para curtir Gone Home, é uma experiência emocionante para aqueles que vivenciaram tudo o que foi dito no parágrafo que abre a análise. Acredito que terá um apelo muito maior, é o tipo do jogo para fazer a mente voltar no tempo e ver como tudo era mais simples e cheio de detalhes inesquecíveis. Recado dado, hora de começar a destrinchar um pouco de tudo sobre este jogo.

Em 2012, um grupo de profissionais que anteriormente ajudaram na criação dos jogos, XCOM, Minerva’s Den (DLC de BioShock 2) e BioShock Infinite acabaram por ficar sem emprego após um corte excessivo na equipe da 2K, com isso o grupo resolveu montar um estúdio próprio chamado The Fullbright Company, que está localizado em Portland, região portuária de Oregon nos Estados Unidos. Como primeira amostra de trabalho, lançaram em 2013 para o PC o título Gone Home. A produção chegou a conquistar prêmios, um deles como melhor enredo atribuído pelo evento BAFTA 2013. Para o fim de 2014, está prevista a chegada do jogo para o console Wii U. Gone Home coloca o jogador em meio ao gênero point n click com visão em primeira pessoa e uma narrativa muito temporal cheio de nostalgias e suspiros de uma época que não volta mais.

Na história do jogo, estamos em 7 de junho de 1995, a personagem principal desta aventura é Kaitlin, que será sempre chamada de Kate. A personagem acaba de voltar de uma viagem e ao chegar em casa não encontra ninguém – Onde estão todos? Todo o gameplay acontece dentro da enorme casa da família Greenbriar que possui dois andares, porão e sótão. Conforme o jogador navega pela casa acaba por encontrar diversos objetos, que podem ser pegos com o simples clique do mouse para analisar os objetos e encontrar pistas sobre o paradeiro da família, além de diversos detalhes sobre a vida da personagem e sua relação com os pais e amigos. Os trâmites da história são muito bem entrelaçados e faz qualquer pessoa ficar curioso para saber tudo o que a garota passa e já passou até o presente momento em que o jogo começa com a personagem diante da porta da frente da casa.  Durante a exploração, ao passar pela porta principal existe uma larga escada que leva até o 1º andar, neste primeiro momento fica a critério do jogador decidir por onde começar, pode ser que o jogador consiga encontrar tudo ou metade do que é preciso descobrir, vai depender da atenção aos detalhes durante a exploração pelos cômodos. Não é um jogo que dá dicas ou possui um tutorial para seguir, ele deixa o jogador completamente livre como se o próprio jogador estivesse chegando em casa. O interessante é que num primeiro momento ao chegar na casa todos os cômodos estão com as luzes apagadas, então dá aquele “medinho” e você fica preocupado achando que alguma coisa pode de repente aparecer ou alguém pode estar escondido na casa. Será que não? Fica para os interessados a curiosidade para descobrir tudo o que existe no interior do casarão. Mas, não pense que só por ser um jogo de exploração somado a point n click que é só andar, e andar, que tudo está pronto para ser aproveitado. Existem pequenos puzzles como encontrar, por exemplo, códigos para desbloquear locais trancados no interior da casa entre outros quebra-cabeças bem legais para ser resolvidos com o intuito de descobrir mais detalhes sobre a história da personagem, sua vida, assim como alguns detalhes obscuros da própria família da garota.

No começo chega a gerar uma confusão porque controlamos Kate, porém, todo o desenrolar da história é muito mais focado na irmã Samantha que teve um ano escolar cheio de mudanças comportamentais e isso chega a envolver os amigos e a melhor amiga Lonnie. A protagonista como tinha ficado um bom tempo fora devido a viagem que fez, não esteve presente para acompanhar de perto todas essas mudanças da irmã adolescente, fora que também os pais de Kate estão passando por problemas, é aquela história, toda família tem o seu segredo. Essa parte é a mais gratificante de todo o jogo e chega uma hora que dá um estalo e você fica de boca aberta. Quanto a navegação pela casa, isso acontece de uma forma gradativa e pouco a pouco o jogador fica envolvido e acaba por descobrir um pouco de tudo que envolve os pais de Kate, assim como a da irmã Samantha. O passeio pelos quartos, sala, cozinha é uma viagem enorme por tudo que era significante para o momento temporal que se passa o enredo. É possível encontrar fitas VHS com filmes e seriados como: “Arquivo-X”, “O Mundo é dos Jovens” e o famoso “Full House”, aqui no Brasil conhecido como “Três é Demais”. Chega um momento que sua relação com a personagem começa a aumentar, em um dos quartos é possível encontrar cartazes de shows com uma lista de bandas que vai de Social Distortion, Offspring e Dandy Warhols, alguém curtia um rock na veia na época do colégio. Além de pequenas e curiosas anotações em folhas de caderno que é possível encontrar pelos quartos, por exemplo, existiam colegas de escola que acabavam por frequentar a casa para jogar Super Nintendo. Sim, existe até alguns cartuchos com jogos fictícios que facilmente remetem – pelo design – ao console de 16-bits da Nintendo. Chegamos a perceber que o jogo favorito dela era mesmo Street Fighter II, tem até um pedaço de folha de caderno com os golpes da Chun-Li, realmente é um jogo divertido e emocionante com um gameplay que dura de duas à três horas.

Inicialmente, Gone Home estava sendo desenvolvido a partir do visual de Amnesia: The Dark Decent, depois a softhouse decidiu mudar toda a programação e acabou por utilizar o motor-gráfico Unity para dar vida ao título. O Unity está ganhando espaço no mercado das “engines”, vale lembrar que o novo Oddworld New ‘n’ Tasty, The Forest e Wasteland 2 – todos eles são jogos de 2014 e que trabalham com Unity. O jogo fica bonito e muito leve, não requer tanto do PC para rodar e por isso caso já esteja montando sua lista de Natal com os próximos jogos para comprar, vale a pena colocar Gone Home no seu carrinho, ainda mais se sentir falta de um point ‘n click novo para curtir. É um jogo relativamente barato que com uma boa promoção de Natal, é possível levá-lo por menos de 10 Reais. Confira algumas imagens do jogo, e até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 27 de novembro de 2014, em Análises, PC e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

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