Ed.Nº 93 – Afterfall: InSanity Extended Edition (PC, 2011)

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Faaala gamers do Brasil! A edição 93 do Blog MarvoxBrasil traz “Afterfall: InSanity Extended Edition“, lançado para o PC em 2011, desenvolvido pela softhouse indie, Intoxicate Studios, com distribuição pela Nicolas Entertainment Group. O jogo é um shooter em terceira pessoa, com elementos de suspense e alguns sustos em determinados momentos, além de puzzles muito diferentes e bastante interativos para o jogador resolver e assim, garantir o avanço do jogo. Acompanhem esta edição para entender um pouco mais como é, esta fantástica criação. Acompanhem!

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Um futuro diferente, mas não muito distante

Para resumir um pouco sobre a história de “Afterfall”, os acontecimentos começaram no final da 2ª Guerra Mundial, a guerra acabou e tudo parecia voltar ao normal. O problema começou a partir de 2011 quando a Alemanha terminou de desenvolver uma bomba atômica nova, e tudo foi feito escondido de qualquer fonte de informação. E aqui começa o mistério, a bomba explodiu, só que ninguém sabe como ou quem foi o responsável por isso. Não sabem até qual o efeito dessa explosão. Nesse momento as pessoas ainda em 2011, começaram a procurar abrigos subterrâneos e aí que as pessoas tomaram consciência de que já estava instalada uma 3ª Guerra Mundial. As pessoas começaram a viver dentro de complexos militares e com o tempo não tivéram mais vontade de voltar para a superfície e ver se estava tudo bem para voltar a morar sob a terra. Os militares começaram a montar equipes para subir até a superfície e ver se já estava tudo bem, e assim o tempo foi passando…

Até que chegamos ao ano de 2035, isso mesmo, e o jogo começa aqui. Todo mundo continua a morar debaixo da terra, as pessoas comuns não sabem como estão as coisas na superfície porque ninguém conta. Só quem sabem são os militares e eles não contam também, e no fim voltamos para uma ditadura, em que somente as informações ditas importantes são transmitidas para a população. E para piorar a situação, pessoas que acabaram por entrar em contato com a superfície ficaram um tanto diferentes, deformadas, ou foram transformadas em criaturas violentas, e elas resolveram procurar um espaço para morar debaixo da terra também.

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Você é um médico no meio do terror

O personagem principal e que devemos controlar durante o jogo chama-se Albert Tokaj, ele é um psiquiatra com o objetivo de cuidar do bem estar físico e mental dos moradores. E acreditem, as pessoas em “Afterfall” sofrem de uma síndrome do confinamento, começam a ficar loucas e a perder a noção do que fazem. O problema é que nem o seu personagem está livre de apresentar os sintomas dessa síndrome, então, durante o jogo você verá o personagem perder a consciência, ter fortes dores de cabeça, tonturas e isso muda bastante o jeito como você vai lidar com os desafios durante o jogo.

Quando você começa a jogar “Afterfall“, não é muito difícil lembrar do jogo “Dead Space 1“. Ao ver a situação de pessoas morando em complexos militares, melhor dizendo, debaixo da terra. Não é difícil lembrar do jogo “Metro 2033” onde as pessoas moravam em estações do metrô. E no meio dessas pequenas comparações feitas apenas para ilustrar a mente dos leitores, quando o jogo começa, todas as comparações caem por água abaixo. Você não está no espaço e muito menos no meio de uma nevasca, você está em um enredo como se o gigante Golias, pegasse o seu cérebro e esmagasse de uma só vez.

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Usar a mente é melhor que o gatilho

Em “Afterfall”, o personagem pode carregar duas armas de fogo (mas tem que ser uma pequena e uma grande) e uma arma branca. Então, as armas de fogo são: Pistola, espingarda ou fuzil estilo Ak-47. Diferente dessa pequena lista de armas de fogo, temos as armas brancas e são várias espalhadas pelos cenários do jogo. Você pode pegar um machado, marreta, cano, chave-inglesa, barras de ferro e demais outros objetos. O que você carregar, mudará a agilidade dos seus movimentos principalmente para fugir de algo que você não quer que alcance você, uma dica, o machado será seu melhor amigo. Para ajudar você, o seu uniforme conta com uma lanterna e pode parecer que não ajude muito para iluminar, mas dá um efeito muito empolgante durante as cenas de escuridão.

A movimentação de Albert é muito suave, ele pode rolar o corpo para trás, para o lado, então com isso você consegue domar a habilidade meio paranauê, e investir nos seus inimigos no melhor estilo capoeira. Pode parecer engraçado, mas no momento que você topar com a primeira cena de adrenalina, é aí que você se pergunta se vale a pena tirar sarro.

Os inimigos têm muito sangue nos olhos e vontade de acabar com as suas esperanças de vencer, de perto eles são muito ferozes e conseguem tirar uma boa porcentagem de energia,  o melhor lance é fazer o esquema do desvio e ataque, e se você tem boa habilidade em “Zelda: Ocarina of Time” vai conseguir domar a situação, sem precisar utilizar o gatilho, só no poder da arma branca. Em alguns momentos é claro que vale a pena soltar tiros contra os inimigos para ganhar tempo, porém, o que é escasso aqui é a munição. Você em alguns momentos vai exclamar “poxa, racionamento de tiro!”, mas “Afterfall” não é injusto porque ele traz para você uma experiência muito legal, em que você começa a usar mais a arma branca do que as armas de fogo. Os seus tiros podem acabar, mas ainda existe o machado, a marreta e os movimentos ágeis para desviar das investidas dos inimigos encontrados, é um jogo que estimula a pensar: Se você estivésse na situação o que você faria? Puxaria o gatilho porque é mais fácil mesmo que os inimigos consigam desviar fazendo você errar alguns tiros e gastar munição, ou prefere descer logo a porrada nos inimigos de forma a acabar com eles de vez. Fazemos isso nos beat’em ups e não reclamamos.

O que não podería faltar são os puzzles, o melhor está na apresentação deles, afinal, você não vai resolver o mesmo quebra cabeça em todos os ambientes do jogo. Então, quando você encontra uma porta fechada, o seu personagem vai hackear o circuito da porta, e assim você poderá passar. Em uma outra área dentro do complexo militar, você precisará cuidar do nível de aquecimento de vários tonéis espalhados, e você precisa manter tudo normalizado senão, vai tudo pelos ares.

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Se o subterrâneo é grande a superfície é maior ainda

Após algumas horas do jogo, você acha que tudo vai acabar alí em pleno complexo militar, de repente o jogo ainda continua e você está na superfície. A misteriosa superfície deixada de lado 20 anos atrás por todas as pessoas que moram atualmente no complexo militar, para você caminhar e ver com seus próprios olhos. Neste momento, peço desculpa ao leitor mas não vou mostrar muito da superfície porque, se “Afterfall” fosse um bolo, a superfície é o recheio dele. Se durante o seu percurso pelo complexo em áreas iluminadas ou escuras, você sentiu pavor, posso dizer que o jogo ensinará o que é ter medo do claro, ao invés do medo do escuro.

Você verá como que o território próspero e vivo parou quando a bomba explodiu e, as consequências serão enfrentadas cara a cara, sejam elas naturais ou não. Vou ilustrar alguns momentos da superfície para que vocês tenham uma pequena ideia.

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Quase foi um RPG

Quando “Afterfall” ainda estava em criação, a softhouse buscou inspiração nos jogos “Fallout” e também na franquia “S.T.A.L.K.E.R” sendo que quase foi puxado para sair mais com cara de RPG do que com cara de Survival Horror, o que foi bom que isso não aconteceu. Apesar de “S.T.A.L.K.E.R” ser uma trilogia muito legal, ficaria muito mais lento e pesado. Então, os criadores decidiram repensar no enredo e na jogabilidade ao ponto de deixar a estratégia encontrada no jogo, em uma forma mais refinada e assim temos os puzzles e a forma como você vence os desafios.

Uma situação muito parecida aconteceu no passado com o jogo “Quake” em que a id Software pensava em fazer dele um RPG ao invés de um FPS. Você pode ler mais sobre essa história na edição 44, do Blog MarvoxBrasil.

E se os jogos bons custassem apenas U$1,00 dólar?

Quando “Afterfall” foi lançado em 2011, o jogo chegou a custar 1 dólar. A ideia dos criadores era tornar possível uma modalidade de compra de jogos onde, uma porcentagem do lucro arrecadado com as vendas seria investido em instituições de caridade. A softhouse até dizia na época “você pagaria 1 dólar por um jogo de alto nível?” Era assim que eles divulgaram o jogo em 2011. No entanto, essa ação caridosa da Intoxicate Studios não deu certo. Inclusive existiu a possibilidade do jogo chegar a ser lançado também no Xbox 360 e PS3, até existem vídeos no Youtube que comprovam a quase existência de Afterfall nos consoles, mas isso foi descartado no final. E acabou por ser exclusivo do PC, após uma satisfatória aprovação através do Steam Greenlight. O preço do jogo é muito chamativo, custando menos de R$10,00.

No Steam, “Afterfall” chegou em dezembro de 2012, isso é muito bom de comentar porque diferente da versão primária lançada em 2011, o jogo recebeu várias atualizações até chegar a venda na loja virtual da Valve. Então, quando você procurar por “Afterfall” encontrará o nome “Afterfall: InSanity Extended Edition” porque vem o jogo atualizado, a expansão que é a DLC chamada de “Dirty Arena“, e por último a trilha sonora completa, estes dois últimos são brindes e você não paga nada por isso, só pelo jogo.

Sinceramente, a “Dirty Arena” é algo que não precisaria estar envolvido no jogo, porque nada mais é que uma espécie de treinamento com todos os inimigos existentes e encontrados pelo caminho mas, como a DLC é um brinde, preocupe-se apenas com o jogo principal, e com isso, confira mais algumas imagens:

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E assim, chegamos ao final de mais uma edição do Blog MarvoxBrasil. Tenho muito a agradecer ao parceiro João, do Blog Nostallgia, que foi quem me apresentou “Afterfall: InSanity” ainda no ano de 2011, junto com o jogo da edição passada, “Oio The Game”. Vale a pena curtir a experiência de “Afterfall” e se eu fosse você, aproveite o clima desta edição para instalar e começar a jogar para ver tudo o que foi apresentado nesta análise. A superfície espera por você!

Ainda neste mês de abril, teremos mais novidades no Blog MarvoxBrasil e a nova temporada do Start Again, fiquem ligados e até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 9 de abril de 2014, em Análises, PC e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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