Ed.Nº 90 – The Legend Of Zelda: A Link Between Worlds (3DS, 2013)

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Faaala gamers do Brasil! Na edição 90, iremos viajar pelo universo entrelaçado do recém lançado The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. A matéria foi escrita pelo grande companheiro e autor Bruno Pereira, conhecido também como BCP. Vamos conhecer um pouco mais sobre como é esta sensacional aventura já disponível para o 3DS. Acompanhem:

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Uma Nova Velha Aventura

Unir o velho ao novo. Quando esperamos mais do mesmo, a Nintendo nos surpreende e traz um mundo antigo, porém recheado de novidades e com uma história que, fugindo do costume, traz uma das maiores reviravoltas da série. Os desenvolvedores do jogo foram capazes de algo único: transmitir o sentimento de nostalgia em um jogo inédito. Veja como isso foi possível.

O recém-lançado Zelda não causou um primeiro grande impacto quando foi anunciado. Evidente que a enorme gama de fãs que a série já possui desde os tempos do SNES tornam quase qualquer novo título em expectativa, mas o fato de demonstrar em seu primeiro vídeo de gameplay que a mecânica era até então idêntica ao velho A Link to the Past trouxe uma impressão de déja vu… Ainda no primeiro vídeo já fomos introduzidos ao sistema de fundir-se a parede como uma pintura e assim houve a espera de que ali haveria uma grande possibilidade de gameplay diferenciado da série. Lógico que a novidade não para por aí.

A História

LinkBTW002Num primeiro momento, a história parece ser a mesma: apesar de, dessa vez, o vilão não ser apenas o temido e conhecido Ganon, mas também YUGA. Um feiticeiro capaz de tornar as pessoas em pinturas. Ele aparece em Hyrule e transforma os sete sábios em quadros, dominando, assim, seus poderes e, por fim, Zelda. Sua intenção é dominar Hyrule e ressuscitar Ganon.  Assim que seu objetivo é alcançado, num primeiro momento, cabe a Link resgatar os sete sábios e salvar a princesa Zelda. Até aí, a trama parece a mesma de sempre…

Dois Mundos

O subtítulo não é um elo entre mundos à toa: quando finalmente Link entra em campo de batalha para salvar Zelda, é apresentado o porquê. Além de Hyrule, ele precisa desbravar um mundo chamado Lorule – para onde Yuga fugiu com as pinturas – Além das semelhanças entre os mundos, Lorule também possui uma triforce, uma princesa e um herói. Numa primeira batalha com Yuga, Link é transformado em pintura, mas salvo por um misterioso bracelete. Ele então ganha a possibilidade de se fundir com a parede. Este é seu passaporte para Lorule.

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As semelhanças entre os dois mundos são evidentes nas imagens. A grande diferença fica por conta dos precipícios presentes em Lorule. Estes obstáculos vão fazer com que Link seja obrigado a alternar frequentemente entre os dois mundos em busca de passagens. A transição entre os mapas se faz por meio de fendas estreitas.

Aluguel de Itens

Todo Zelda é assim: você entra no calabouço – ou fase, como quiser chamar – e à medida que desbrava o local, encontra baús com itens que farão com que você possa alcançar lugares antes inacessíveis. Arco e flecha, bumerangue, hookshot, martelo, enfim, sem eles você não consegue chegar ao próximo templo. É uma mecânica justa, mas que prende o jogador a linearidade. Embora Zelda seja sempre um jogo mundo aberto, em que você pode explorar o lugar que bem entender. Para seguir a história é preciso seguir um caminho pré-determinado de calabouços e chegar ao fim do jogo. Isso muda em A Link Between Worlds.

LinkBTW004Boa parte disso se deve ao aluguel de itens. Agora, os itens básicos como os que de descrevi anteriormente estão todos disponíveis no primeiro momento.  Isto causa estranheza num primeiro contato, mas é peça fundamental para dar ao jogar a real liberdade de ir aonde quiser nos mundos.

Ravio é um personagem misterioso, dono de uma loja que aluga itens. A possibilidade de aluga-los faz com que o jogador possa ir a qualquer calabouço desde o primeiro momento do jogo, não o prendendo a linearidade. Isso além da liberdade abre caminho para quebra-cabeças criativos, e nisso a Nintendo caprichou.  Cada calabouço exige ao menos um item obrigatório, o qual, caso você não possua, deverá ir até a loja de Ravio e alugar. Entretanto o jogo mostrou ser cômodo andar com todos os itens de uma vez só, o que parece um exagero, contudo abre grandes possibilidades ao jogador que agora pode experimentar diferentes táticas.

O aluguel custa um número razoável de rupees, e você só devolve caso morra em batalha. Uma vez derrotado, Ravio pega de volta todos os itens que você alugou de uma vez só, e para obtê-los, lógico, você deverá aluga-los novamente.  Jogando na dificuldade normal, o jogador deverá morrer algumas vezes, ainda assim recomendo o aluguel de todos os itens de uma vez, já que nesse jogo Rupee é o que não falta.  Temos, de cara, uma carteira capaz de guardar 1000 rupees, que aparecem em abundância pelo jogo.

A Não Linearidade          

LinkBTW005Chegando a Lorule pela primeira vez, somos apresentados a princesa daquele obscuro lugar, Hilda. Além de sua enorme semelhança com a princesa Zelda, ela demonstra no primeiro momento que quer resgatar os tempos áureos de paz de sua terra. Para isso precisaria recuperar a Triforce de Lorule que já está sob posse de YUGA. Contudo, a medida que o tempo vai passando e Link vai resgatando os primeiros Sages, Hilda demonstra aos poucos  um sentimento diferente: ao elogiar Link ela transparece um sensação de inveja por não possuir em seu mundo um herói como ele.

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Ao lado podemos ver o mapa de Lorule como a tela debaixo do 3ds mostra. Os pontos em vermelho demonstram onde o jogador deve ir. Lá, haverá um calabouço repleto de quebra-cabeças   – de excelente qualidade, diga-se de passagem-  e no final, um chefão. A ordem  de qual ponto deve ser o inicial, cabe ao jogador. Não existe caminho pré-determinado. Tudo cabe as suas escolhas. A única dica que posso dar a esse respeito é: Vá a Turtle Rock primeiro. É a única dungeon onde é possível pegar o Escudo Hylian e quanto antes pegá-lo, mais tranquila pode ser sua jornada. Infelizmente, não sabendo, disso. Foi minha última dungeon.

Maiamais Perdidos

LinkBTW007Em Zelda, A Link Between Worlds, somos apresentados a uma nova personagem A Mother Maiamai. Trata-se de uma criatura parecida com um polvo que perdeu seus filhos pelo mapa de Hyrule e Lorule, cabe você encontrar esses Maiamais perdidos, que ao todos são 100. Não se trata de uma missão principal, mas sim de uma side quest. Ao recuperar seus filhos a Mother Maiamai lhe dá a opção de fazer upgrades em seu inventário de itens, desde que você não os tenha alugados, mas sim comprados. Sim, é possível também comprar os itens na loja de Ravio, mas então se trata de uma quantidade bem maior de rupees; nesse caso, é bom pensar bem se vale a pena compra-los ou não. Já que a falta de ruppees pode resultar na impossibilidade de alugar armas.

Irene e  Hint-Glasses ou os ‘óculos das dicas’

LinkBTW008Visando tornar as viagens por Hyrule menos cansativas, foi introduzida a personagem Irene, uma bruxinha que torna possível uma viagem rápida a um ponto por onde Link já passou anteriormente. Assim não é preciso caminhar por todo um caminho ou ficar indo e voltando para alugar itens na loja de Ravio, por exemplo. Basta usar o sininho, chamar Irene e dizer aonde devemos viajar.

Além do vai e volta pelo mapa de Hyrule/Lorule, é normal e os jogadores da série já estão até habituados aos, muitas vezes, complicados quebra-cabeças a que são expostos. Dessa vez é possível receber uma mãozinha do jogo, utilizando um item chamado Hint-Glasses ou óculos de dicas. Tal item deixa a visão de Link obscura e faz com que ele seja capaz de ver um fantasma azul. O Hint-Ghost. Ao custo de um Play Coin, ele lhe dará uma dica de como sair daquela parte do calabouço, caso você esteja preso. – Pra quem não sabe, Play Coin é uma moeda que você recebe a cada 100 passos dados com seu 3ds no bolso.  Apesar de algumas pessoas considerarem trapaça, particularmente acredito que é uma ajuda justa, já que o fantasma não simplesmente diz o se tem que fazer, mas sim dá apenas uma dica vaga e exige, mesmo assim, que você use a cabeça para resolver o quebra-cabeça.

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Por fim,

temos um jogo que apesar de sua aparência antiga e para muitos até ultrapassada, traz novidades que não só foram muito bem recebidas como muito provavelmente deverão ser apropriadas nos próximos títulos da série. É de se esperar que uma sequência direta do já consagrado A Link to the Past, fosse uma produção de alto nível. O que não se esperava é que a Nintendo fosse capaz de transmitir um novo sentimento ao jogador: o de nostalgia. Parece difícil imaginar um lançamento e considera-lo nostálgico – estamos falando de um título de novembro de 2013, que de velho não tem nada -, mas a forma como a arte do jogo é apresentada e a trama descrita faz com que estejamos falando de um novo clássico que remete ao seu antecessor de forma respeitosa, fiel e inovadora. É uma forma moldar um clássico de 1991 e trazê-lo ao contemporâneo, manter sua essência e aplicar requintes de novidade – aí inclui-se o 3d, que por sinal é ótimo-  e agradar não só aos velhos fãs, mas convidar novos jogadores ao caminho inverso. Pois tenho certeza de que o jogador estreante que jogar A link Between Two Worlds, vai se sentir na obrigação de conhecer A Link to the Past.

Publicado em 21 de janeiro de 2014, em 3DS, Análises e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Não deve mesmo!! É isso aê Bonatti!

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  2. Foda Marvox!

    Esse Zelda realmente tem as mudanças que muita gente espera a anos…. jogo sensacional que não deve em nada ao clássico do Super Nintendo!

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