Ed.Nº 82 – Deadlight [2012 para Xbox360/PC]

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Faaala gamers do Brasil! A edição 82 do Blog MarvoxBrasil mostra Deadlight, um jogo sensacional que coloca o jogador em um universo desafiador do gênero Plataforma enquanto é preciso fazer de tudo para escapar das investidas de zumbis. Você deve estar pensando: “Ah! De novo zumbis?” Deixe de lado a fobia por zumbis, porque assim que você der o primeiro start só irá parar quando chegar ao fim e fará você viajar de volta para o final da década de 80. Venha conferir, Deadlight, criado pelas mãos da softhouse Tequila Works e distribuído através da Microsoft Studios. Acompanhem!

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Deadlight com Tequila

Vamos começar falando da Blizzard, desenvolvedora de Diablo III. MercurySteam, desenvolvedora de Castlevania: Lords of Shadow. Pyro Studios, desenvolvedora de Commandos 4: Strike Force. Sony Entertainment, fabricante do atual Playstation 4. Agora, vamos juntar vários ex-funcionários das empresas/softhouses citadas e assim foi criada a Tequila Works em 2009. E para completar chamaram o estúdio Weta Digital, responsável pelos efeitos visuais de filmes, por exemplo, Senhor dos Anéis e Eu, Robô. A largada da softhouse aconteceu em 2012 quando lançou o jogo Deadlight no Xbox Live Arcade e alguns meses depois nos Computadores (PC). A empresa é comandada por Raúl Rubio e está localizada em Madrid, Espanha.

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O jogo se passa em 1986 na cidade de Seattle. Um vírus de origem desconhecida espalha-se pelo ar e começa a contaminar os moradores transformando quase todos em zumbis. Seu personagem é Randall Wayne, um guarda-florestal, que por algum motivo foi separado da esposa Shannon e da filha Lydia. Durante o jogo entraremos na mente confusa do personagem que quer a todo custo saber o paradeiro de sua própria família, claro que não estamos sozinhos, outros personagens aparecem como: Ben, o melhor amigo de Randall. Rat, um sobrevivente que mora nos esgotos e ainda tem um filho adolescente, que está cansado da vida de morar nos mundo subterrâneo e resolve explorar onde não deve para tentar descobrir o que aconteceu. Claro que não só de amigos vive o enredo do jogo.

Existe uma milícia que aproveita-se da situação daqueles que estão vivos para roubar alimentos, torturar psicologicamente e tudo o mais que puder, transformando a situação em uma espécie de ditadura, onde nada se resolve e tudo fica como está. E é aí que Randall, seu personagem conhece a garota Stella. Uma jovem muito assustada que foi aprisionada pela milícia, mas que ajuda muito você nos momentos finais do jogo.

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No Fim dos Anos 80

Toda a produção de Deadlight foi pensada de forma a retratar o universo dos anos 80. Desde a jogabilidade que foi inspirada em Prince of Persia no modo de andar. A solução de enigmas ou puzzles de Another World e a ação técnica de Flashback. Aqui, seu personagem anda, corre, pula, dá cambalhota, agarra-se em grades, mas não para ser um super herói, a intenção aqui é sobreviver ao máximo. O jogo deixa disponível pelo caminho, um machado, revólver e espingarda e um estilingue. Você pode carregar as quatro armas, porém, precisa utilizar de modo inteligente, do contrário terá que sair pulando e rolando para escapar das investidas dos zumbis, o que nem sempre é possível.

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O que temos aqui é uma criação dividida em detalhes temporais, ou seja, no cenário veremos muitos ícones simbólicos que lembram os filmes de ação e suspense da época, por exemplo, um posto de gasolina, casas do subúrbio americano, veículos do tipo trailers de família, ambulâncias, os modelos antigos dos carros de polícia, todo quadradão, essa é a parte estética do jogo. Na questão do enredo, é o que mais víamos é o fator, menos conversa e mais ação. Menos atuação e mais participação do jogador, principalmente no sentido de explorar e encontrar áreas secretas, de prestar atenção no cenário e achar que está deixando de lado alguma coisa importante. A união de toda essa criação, faz Deadlight presentear o jogador de forma a prender a sua atenção por algumas horas sem deixar você cansado. Nem preciso dizer que o jogo possui um fator replay muito forte, ou seja, você vai querer jogar várias vezes seguidas. Não tenha dúvidas disso.

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No Controle ou Mouse+Teclado

Os comandos atendem de forma rápida o tempo inteiro, o que deixa uma grande confiança, até porque o jogo possui dois finais. O primeiro final você assiste quando termina o jogo no modo Normal. Logo, o menu ganha um novo modo, o Nightmare(Pesadelo) e assim você assiste o final alternativo. Não é possível salvar onde quiser, o jogo possui checkpoints na medida em que você avança um ponto. Mas isso pode parecer fácil, até que você jogue no modo Nightmare. É aí que a situação fica complicada porque você precisa passar o jogo inteiro e não existe um só checkpoint, ou seja, se morrer terá que recomeçar do início mesmo.

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O jogo inteiro leva no máximo umas 2 ou 3 horas, dependendo da rapidez que você jogar. Não é algo assustador, se você lembrar que no primeiro Prince of Persia, lançado em 1989 para o computador Apple II, você tinha 60 minutos para passar pelas mais diversas câmaras, pular espetos, passar por pisos que poderiam despencar a qualquer momento ou tomar poções muitas vezes envenenadas até finalmente salvar a princesa e zerar o jogo. Se você zerou o primeiro Prince of Persia, não será difícil passar pelo modo Nightmare em Deadlight, e mesmo que você nunca tenha zerado Prince of Persia, será um desafio inesquecível.

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10 Minutos Para Começar

Logo que você inicia Deadlight e aparece o menú do jogo, começa uma música. Posso dizer que é uma das músicas mais lindas já inseridas em um jogo da atualidade. Apesar de ser um jogo de sobrevivência, que apresenta tensão e muita ação de tirar o fôlego, a música de introdução é fantástica. Composta por David Garcia Diaz, faz você querer parar para ouvir a música inteira, fora que após correr de tantos zumbis, a música é um verdadeiro momento de relaxamento mental. Deixarei a música abaixo, para que você possam ouvir também.

Além da música que toca durante o menú, o jogo traz diversos conteúdos que despistam a intenção de sair do jogo após terminar. Durante o seu progresso, você destrava esboços com desenhos iniciais da criação, e até vídeos que mostram todo o trabalho da equipe nos bastidores da Tequila Works. Os vídeos tem legenda em inglês, até porque o idioma é todo em espanhol. É muito legal ver um pouco de como foi todo o trabalho desde a criação do personagem, composição de músicas e até momentos de diversão com um beta tester suéco que teve que aprender na marra a falar espanhol.

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Tudo isso não é à toa que o jogo, recebeu diversas premiações. E na Europa é considerado um Game of the Year (Jogo do Ano). Além disso, neste ano de 2013 as premiações não pararam e a Tequila Works recebeu novas premiações, por exemplo, melhor jogo para console, melhor direção de arte e melhor música e efeitos sonoros.

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Três Portáteis para Coletar

Antes de existir GameBoy, GameGear e PSVita, os portáteis já eram uma realidade. Mas ao invés de ter a facilidade de inserir cartuchos e mudar de jogos a hora que quisermos, cada portátil vinha com apenas um jogo. Esses portáteis eram chamados popularmente de MiniGames. Em Deadlight, temos 3 episódios e em cada um podemos coletar um MiniGame. Ao encontrar essas relíquias dos anos 80, você pode jogá-los, uma forma de refrescar a tensão, o que torna o momento do jogo Deadlight, muito mais divertido.

Os MiniGames encontrados em Deadlight são referências a jogos que marcaram a infância dos criadores e diga-se de passagem que existem referências fortes com os jogos que temos hoje. O primeiro que encontramos é Raven Thunder, que parece um Guitar Hero.

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Depois temos Sport Daisy, um jogo de ginástica que parece muito com o que vemos em Kinect e Wii Fit. E para finalizar, Madness Mansion que lembra muito Luigi’s Mansion do GameCube.

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Criadores em Cena!

O mais curioso está na imagem do MiniGame: Raven Thunder, em que o cara de cabelo comprido louro, reparem, é o próprio diretor Raúl Rubio.

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Essas situações onde vemos às vezes os criadores entrando em cena para compor o universo do jogo, muitas vezes pagando mico, mesmo assim não deixa de ser divertido e já aconteceram em vários jogos. Um outro exemplo um pouco mais antigo é o jogo Quarantine de 1995 e o outro é o DOOM II: Hell on Earth, onde o próprio John Romero da id Software coloca-se como o chefão supremo do jogo.

No Final,

Deadlight é uma ótima escolha para você que deseja um pouco mais de desafio na hora de jogar, seja no videogame ou no PC. Assim que houver uma oportunidade, jogue este fantástico jogo que com certeza ficará cravado em sua memória por muito tempo. Espero que além deste, a Tequila Works crie outros jogos porque de primeira já conseguiu deixar muita gente de dedos roxos de tanto jogar. Neste inverno, é um ótimo jogo para esquentar suas emoções e adrenalina.

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E você, já jogou Deadlight? Então escreva seu comentário, crítica ou sugestão e participe das matérias. Quero deixar um abraço à todos os gamers do Brasil pelo carinho e por acreditar na qualidade do MarvoxBrasil, Neste mês de julho que se vai chegamos à 50 mil visitantes e isso é muito gratificante. Durante todo o mês vocês podem conferir detonados do Start Again pelo Canal MarvoxBrasil no Youtube e no fim do mês, uma nova edição para despertar o gamer em você. A edição 82 do Blog MarvoxBrasil fica por aqui, até a próxima!

Para saber mais sobre o jogo Quarantine, acesse a edição 51: Quarantine. Lá você vai conferir a história do jogo, além de fazer o download da versão completa para o seu computador.

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 29 de julho de 2013, em Análises, PC, XBOX 360 e marcado como , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 6 Comentários.

  1. @4:20 Games
    Normalmente dispara com o botão esquerdo do mouse, mas vale dar uma olhadinha nas configurações do próprio jogo para ver quais as teclas que estão marcadas.

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  2. como faço pra disparar pelo mouse..? aperto o botao direito e ele só mira..obg valeu mta informação boa no post obg

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  3. Pois é, o Randall é um cara muito complicado que sofre de distúrbios de personalidade, algo muito próximo com a personagem Mona Sax e sua esquizofrenia em Max Payne 2(se você jogou). O fato é que enquanto o jogo Deadlight desenrola parece que Randall é um cara super do bem e só quer justiça, que nada, ele é um baita de um assassino se você ler nas entrelinhas. Mas eu não sei até onde você terminou o jogo, você chegou a zerar no modo Nightmare?

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  4. romulo fernando felix noleto

    ei cara o randal morre no final pq??????

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  5. Valeu mesmo, agradecemos a visita! Grande abraço!

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