Ed.Nº 69 – Black Mesa: Half-Life 1 em 2012.

Fala, gamers do Brasil! Antes de apresentar a nova edição, quero agradecer à todos que votaram no Blog MarvoxBrasil e com isso, o Blog chegou ao TOP 100 TOPBLOG 2012 pelo segundo ano. E na edição 69, faremos uma viagem de volta à Black Mesa, o Complexo Científico de Half-Life, o momento em que Gordon Freeman veio ao mundo e transformou o gênero FPS. Acompanhe mais uma matéria do Blog MarvoxBrasil.

Aquele Jogo que começa no trem?

A primeira vez que ví Half-Life, em 1998/1999 achei um jogo muito monótono. Assim que o jogo começa, o personagem está dentro do um trem. Já nesta parte, é possível movimentar o personagem e ver todo um cenário pelas janelas do vagão. Até o jogo começar, demorava uns 10 minutos. Naquela época, quando você falava de Half-Life ninguém sabia o que era, até você dizer a frase: “aquele jogo que começa no trem”, seguido pela comoção de “Ah tá, muito chato”. Nessa época ainda, o pessoal estava alucinado por Counter-Strike, e muitos nem imaginavam que Counter-Strike é uma das costelas de Half-Life. No fim, eu decidi dar mais uma chance para Half-Life, ainda na época, e esperei os 10 minutos para começar o jogo. O resultado disso, foi gostar e entender que Half-Life é uma obra-prima dos games.

Black Mesa

Logo após o lançamento de Half-Life 2, em 2004. Um grupo de 40 voluntários, separados em: level designers, programadores, modeladores, artistas de texturas, animadores, engenheiros de som e dubladores, dentre outros profissionais, juntaram-se em 2005 para a criação do que antes era chamado de Black Mesa: Source. O projeto durou 8 longos anos para criar uma nova visão do primeiro Half-Life lançado em 1998, porém, com a tecnologia da Engine Source, a mesma que foi utilizada em Half-Life 2.

A primeira amostra do projeto apareceu em 2005 e uma prévia maior veio só em 2008. A promessa de lançamento estava marcada para 2009, o que depois acabou por virar lenda seguido pela frase clichê: “Quando estiver pronto”. Como último suspiro, o que parecia ter sido uma idéia esquecida dentro da gaveta, apareceu em setembro de 2012 uma página no Facebook que recebeu 20.000 aprovações. E finalmente, em 14 de setembro de 2012, o Mundo pode finalmente jogar o ambicioso projeto renomeado como Black Mesa, com o melhor, é totalmente grátis para jogar.

1998 com cara de 2012.

Black Mesa conta a chegada de Gordon Freeman no Complexo Científico localizado no Novo México-EUA. Mas não pense que tudo o que você verá, é a mesma coisa do que já foi visto em 1998 quando a Valve precisou da ajuda da Sierra para distribuir o jogo, não. O que os desenvolvedores mais lutaram é para que Black Mesa não fosse apenas um “total conversion”. Algo que acontece com muitos remakes dos games antigos, onde pegam o jogo original e simplesmente recriam o visual, deixando todo o resto igual.

O que você verá em Black Mesa serão novos desafios, e digo, se você jogou Half-Life em 1998, prepare-se para morrer muito nesta recriação, porque a dificuldade ficou muito maior. Os inimigos são inteligentes e claro, que a recriação arrumou demasiados bugs que aconteciam no primeiro Half-Life. Você verá um jogo com a essência da época e atualizado.

Gordon Freeman, Barney Calhoun e Adrian Shephard.

Quando falamos do primeiro Half-Life é preciso tomar cuidado, porque são 3 jogos:

1998 – Half-Life (Gordon Freeman)
1999 – Half Life: Opposing Force (Adrian Shephard)
2001 – Half-Life: Blue Shift (Barney Calhoun)

Vejam que a história é a mesma, porém, jogada com protagonistas diferentes e isso faz com que o mergulho na história seja o mais completo possível para compreender tudo o que aconteceu dentro do Complexo Científico de Black Mesa, no primeiro Half-Life. Ao jogar com Gordon Freeman, você terá um jogo mais científico e estratégico. Ao jogar com Adrian Shephard, você terá um jogo mais tático e militar, e finalmente, ao jogar com Barney Calhoun, você terá um jogo mais defensivo e cheio de resgates.

Todos os três protagonistas, em algum momento encontram-se, pode acreditar. Vamos relembrar?

Com Gordon Freeman, logo no início durante o passeio no trem, você passará por um policial que bate na porta enquanto segura uma lanterna com a outra mão, este é Barney Calhoun.

Com Barney Calhoun, logo que você desembarca do trem, e fica de frente para a porta inicial em Blue Shift. Fique parado e espere o trem passar, você verá Gordon Freeman. Outra situação, ainda como Barney Calhoun, em uma área através de uma janela com grades, é possível ver dois soldados que arrastam pelo chão, um corpo que veste a HEV Suit. Este corpo sendo arrastado é Gordon Freeman.

Com Adrian Shephard, apesar deste protagonista não topar de frente com Gordon, e nem com Barney. Existe uma situação muito marcante em Opposing Force que acontece nos momentos finais, Adrian abre um portão, e vê um corpo que veste a HEV Suit correndo e pulando para dentro de um portal. Este corpo, é Gordon Freeman que entra no portal que o levará para Xen, o planeta dos Vortigaunts, os aliens de cor marrom que vemos aos montes e ajudam os humanos em Half-Life 2, logo na primeira parte da estação de trem em que Gordon Freeman desembarca na Cidade 17, é possível encontrar um que trabalha como faxineiro.

Essa situações em Half-Life 1, onde podemos encontrar com os protagonistas é algo fora do comum, porque, apesar dos protagonistas não topar de frente uns com os outros, surge a situação de que enquanto você está com Gordon, Adrian ou Barney, algo terrível acontece dentro do Complexo Científico de Black Mesa.

O gênero FPS até Half-Life.

Até 1997, o gênero FPS tinha apenas um enredo. Aliens ou criaturas demoníacas invadem o mundo dos humanos, tocam o terror e apenas um justiceiro pode resolver. Wolfenstein, você joga na pele de um prisioneiro. DOOM, um fuzileiro que é enviado sozinho para Marte. Duke Nukem, um bad boy que precisa salvar o planeta Terra e as mulheres. O que há de similar aqui é que todos eles possuem o elemento tiro+ação. O gênero estava afogado em jogos de ação. Apenas atire, abra portas, procure chaves e detone o culpado por tudo, apesar de nunca deixar de lado o elemento exploração.

Tudo começou a mudar a partir de 1998. Quando a Epic Megagames lançou Unreal para o PC. Uma produção bastante ambiciosa para a época que trazia uma mistura de mundo medieval com exploração e ação. Então, a ação que víamos nos jogos anteriores foi melhorada e tivémos tiro+ação+suspense. Em Unreal, uma nave-prisão é abatida e caiu em um planeta hostil. Todos da nave morreram e tudo o que você precisa é sair andando pelo planeta sozinho, coletar munições, descubrir novas armas e plantar sua própria comida, não importa o que aconteça, você deve encontrar um meio de voltar vivo para a Terra.

Então chegou Half-Life, para melhorar ainda mais o que Unreal começou. Tivémos, tiro+ação+suspense+ficção científica. Você sente um clima tenso, conspiração entre humanos e seres extraterrestres, e personagens que instigam o jogador a querer saber mais, um deles é o G-Man. O cara todo engravatado que está em todo lugar que Gordon Freeman pisa. A história de Half-Life realmente é muito complexa e mesmo que você jogue desde 1998, será impossível compreender por inteira o que acontece. Tanto, Half-Life 1 ou 2, além de situações que envolvem tiro desenfreado, você terá momentos em que será preciso queimar os neurônios para avançar, e muitas vezes a solução está bem na sua frente, mas poderá levar muitos minutos para resolver. Se você nunca jogou Half-Life 1 ou Half-Life 2, comece então por Black Mesa.

As atualizações, para facilitar ou atrapalhar.

O importante do remake não é apenas transformar um jogo antigo em um jogo moderno, e sim, arrumar alguns defeitos que na época os criadores não deram muita importância, vamos ver quais são:

– Na versão de 1998, detonar os soldados de elite com shotgun era o mesmo que cometer suicídio. Os soldados eram derrubados com facilidade apenas ao usar a metralhadora. Na versão 2012, a mira da shotgun ficou muito melhor, sem contar que um tiro bem dado de longe, poderá finalmente derrubar os soldados.

– Gordon Freeman de 1998 pulava muito mais alto do que a versão de 2012. Então, muito cuidado ao saltar de uma plataforma para outra.

– Na versão 2012, os personagens pacíficos controlados pela máquina ganharam uma inteligência melhor, então eles realmente ajudam o jogador na hora de alguns confrontos.

– Os aliens de elite que atiram traças teleguiadas que corróem a HEV Suit ficaram mais fáceis de detonar com outras armas do jogo. Em 1998, era preciso dar tiros certeiros na região da cabeça.

– Os tanques de guerra ficaram mais cruéis nesta versão de 2012, por isso, muito cuidado com ataques ao estilo cara a cara. Gordon Freeman veste a HEV Suit e não a Nano Suit que vemos em Crysis.

Novidades que vem por aí!

Black Mesa não é o único remake que ganhou vida de modo atualizado. Apresento à vocês mais dois projetos que serão lançados muito em breve, portanto, fiquem ligados para os próximos remakes que virão por aí.

Anunciado com o nome de Duke Nukem Next-Gen, este remake está sendo levado muito a sério e poderá fazer muitos gamers ficar de boca aberta. O remake está sendo supervisionado de modo fiel por George Broussard (criador do personagem) e Scott Miller (a voz de Duke Nukem). A distribuição do jogo está nas mãos da Gearbox, a softhouse de Borderlands 1 e 2, além de ter ajudado a Valve a criar Half-Life Opposing Force e Blue Shift. Então, podem ficar despreocupados, porque o rebatizado, Duke Nukem Reloaded, será lançado com a ajuda de quem sabe o que está fazendo. E para você que curte tecnologia, saiba que este remake de Duke Nukem 3D, utilizará a Unreal Engine 3, então preparem-se para o melhor. Por enquanto, o remake de Duke Nukem 3D está passando por situações que envolvem direitos autorais e demais situações que faz o jogo demorar para sair. Este projeto está cotado para sair no PC e haveria uma versão também para Xbox360, pelo menos na época, era o que muitas revistas diziam.

Este é ainda mais antigo, lançado em 1994 pelas mãos da Apogee. Na época, o game utilizava uma engine modificada de Wolfenstein 3D e assim, também ganhará um remake totalmente atualizado. O primeiro anúncio, aconteceu durante a QuakeCon 2012, onde a nostalgia correu solta pelo evento. O remake já está na lista dos próximos lançamentos que aparecerão na Steam na reta final de 2012. Assista ao trailer e veja um pouco mais deste projeto, que também é muito aguardado.

Como viram, remakes atualizados começam a surgir, Black Mesa deu o primeiro tiro. Em breve quem virá primeiro, Duke Nukem Reloaded ou Rise of the Triad? E quais serão os próximos games retrôs que ganharão vida nova? O melhor de tudo isso é que todos os remakes estão sendo consentidos pelas softhouses que originalmente criaram os jogos, isso é um ponto muito forte porque além da nostalgia, virá a qualidade.

4 Passos para instalar Black Mesa

– Primeiro e mais importante, você não precisa ter o Half-Life 1 nem o Half-Life 2 instalados para que o game comece a rodar. Assim, abra a sua Steam e vá para a área de Ferramentas, onde é possível encontrar vários arquivos como: servidores dedicados, dentre outros. Agora, procure pelo arquivo Source SDK Base 2007. Black Mesa só funcionará se este arquivo estiver instalado. Caso você já tenha instalado recentemente, siga para o passo 2.

  • Agora, vá para este Site GameFront, onde baixei o game. Você pode escolher outro site de sua preferência, isso é apenas uma sugestão: http://www.gamefront.com/black-mesa-is-live-download-it-here/
  • Faça o download de 3 arquivos: “Black Mesa Installer“, “Black Mesa Archive” e “Black Mesa MD5“, não importa a ordem.
  • Feito o download, monte uma pasta e coloque todos os arquivos que você baixou. Agora é só dar um duplo clique em “setup.exe“, não precisa extrair o arquivo “7z“, aguarde a instalação. Sugiro fazer tudo isso com a Steam fechada. E finalmente, após a instalação, abra a sua Steam e você verá – Black Mesa na sua biblioteca de jogos da Steam.

Apesar do game Black Mesa ser um remake de Half Life 1, lançado em 1998, ele utiliza a Engine Source que veio com Half-Life 2 em 2004. Por isso, fique atento aos requisitos para obter uma melhor experiência enquanto joga.

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p style=”text-align:justify;”>E assim, chegamos ao final da Edição 69 do Blog MarvoxBrasil. Acredito que os leitores ficarão por dentro do que acontece no universo dos remakes. E não se esqueçam, joguem Black Mesa, porque valerá à pena cada minuto do jogo. Aproveitem enquanto tudo é gratuito, vai saber quando passará a idéia de cobrar para o download desses remakes. Espero que tenham gostado. Até a próxima!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 4 de novembro de 2012, em Análises, PC e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Isso mesmo Rafa, em todo gênero é importante ressaltar que existe sempre algum título agradável. Na época do Master System, eu não era muito fã de games que usavam a Light Phaser Gun, até conhecer ainda na época o game Gangster Town e Assault City. É aquela coisa, todo gênero existem títulos que valem a pena.

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  2. Apesar de não ser fã de FPS sempre fui curioso com relação a este jogo. Mais pra frente quando o Steam estiver rodando a toda no Linux e os drives de vídeo estiverem melhores, eu devo dar uma chance a ele. Bom artigo, abraço!

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