Ed.Nº 63 – Shank, O Renascimento Do Beat’em Up

Beat Them Up, um dos gêneros mais ramificados que surgiu nos Arcades e depois renasceu nos videogames voltou à tona em uma produção que apareceu tímida na PSN, na Live e por último no Steam em 2010, o nome desse renascimento chama-se Shank. Um jogo que merece toda a atenção dos gamers que sentem saudades de épocas gloriosas onde bater de frente era a melhor forma de juntar a galera. Acompanhe na Edição 63, uma imersão desde os primórdios até o atual momento.

Antes de iniciarmos a edição com o jogo principal, precisamos em primeiro lugar demonstrar como tudo começou. Foram meses de pesquisas e buscas para mostrar na íntegra a trajetória do gênero Beat’em Up que traduzindo para o português quer dizer “bater de frente”.

Modo Arena Inicial – Boxe

Tudo começa em 1976 quando a idéia de bater de frente era, colocar dois lutadores de boxe frente a frente no melhor estilo Pong-Porrada. HeavyWeight Champ apareceu nos Arcades desenvolvido pela SEGA. Aqui começa o início pré-histórico do gênero.

Modo Bruce Lee e Chuck Norris

Após alguns anos o gênero foi readaptado com a idéia de que bater de frente só teria graça se o enredo fosse oriental e, ainda com um astro das artes marciais. Então, a DataSoft lançou em 1983 o jogo Bruce Lee. Uma produção retida apenas em computadores americanos e japoneses.

Ainda com o ar de Hollywood, colocar Bruce Lee não seria o bastante. Se o mestre do Kung-Fu não agradou o ocidente, então nada mais americano que colocar o astro da série Texas Ranger, sim, Chuck Norris em um jogo lançado em 1983 chamado Chuck Norris SuperKicks.

Modo Arena Final – Karatê

Após ver que colocar personagens de filmes e séries não foi lá uma idéia original, decidiram voltar para o modo arena só que desta vez trocaram o Kung-Fu pelo Karatê. Então a briga continuou em cima do tatame e aqui estamos em 1984 com Karate Champ lançado apenas para os Arcades.

Do Prólogo ao Prelúdio

Após o lançamento de Karate Champ, uma softhouse muito famosa chamada Irem decidiu recriar o gênero Beat’em Up. Afinal, por que um jogo desse estilo deveria ficar preso em uma arena? Mesmo assim, a idéia de que o jogo deveria trazer uma essência Bruce Lee, pairava no estúdio de criação, mas ao invés de ser um jogo em que tudo se passava em uma arena fechada, foi colocado algo parecido com “Bruce Lee”, porém, carregava uma história romântica. E aqui iniciamos a jornada do gênero Beat’em Up com Kung-Fu Master, lançado em 1984 para os Arcades e futuramente para o NES. Foi o primeiro jogo do gênero a conter uma história de fundo, assim como aconteceu com os jogos de plataforma em 1985 com a chegada de Super Mario Bros.

Kung-Fu Master conta a história de um lutador de artes marciais que precisa a qualquer custo resgatar a namorada Sylvia das garras de grupos de lutas rivais. O jogo mostrou que é possível andar e bater ao mesmo tempo e ainda, seguir um enredo de fundo que abriu a mente para as próximas produções.

Em 1986, Renegade, criado pela Technos Japan mostrou que artes marciais são legais, mas seria interessante também acrescentar ambiente mais urbano em um cenário punk cheio de personagens com caras de garotos malvados. Desta vez o personagem não ficava limitado a andar somente para frente, e sim para cima e para baixo no cenário, dando mais liberdade para a ação do jogo.

A Technos Japan empolgada com o sucesso de Renegade, queria explorar mais as possibilidades do gênero e resolveu criar uma história envolvendo dois irmãos e uma namorada. Aqui a idéia era provar que é possível misturar artes marciais com cenários punks. Um mix entre ocidente e oriente, para atrair mais o público gamer da época. Double Dragon com os irmãos Billy Lee e Jimmy(Hammer e Spike nos Estados Unidos) mostrou que em um cenário é possível coletar objetos, subir escadas, escalar grades e inclusive fazer inimigos sair de paredes e portas. Tudo para trazer momentos repentinos de sustos ao vermos do nada o personagem Abobo(inimigo do jogo) destroçando a parede sem que você imaginasse que isso poderia acontecer.

Arte Greco-Romana

Podemos dizer que foi a SEGA que criou o gênero Beat’em Up? Talvez. Mas com certeza ela ajudou a reescreveu o linear do gênero com Altered Beast, ao mostrar que é possível sim destacar a fisionomia humana no universo virtual. Mas como fazer isto sem deixar o jogo estranho? Foi aí que a SEGA juntou as esculturas gregas, a arte greco-romana com um universo mitológico e fantasioso que até então, só existia em games do gênero RPG, dando ao jogador a oportunidade de encarnar um humano que ao coletar bolas de energia transformava-se de forma automática em Bestas, Feras ou criaturas cheias de poder para detonar os inimigos com muito mais facilidade. Aqui temos uma introdução para o que viria a seguir.

Em 1989, a idéia de colocar a fisionomia humana destacada no universo virtual fez nascer Golden Axe onde a softhouse SEGA, decidiu colocar na mão do personagem uma espada. Com isso o gênero Beat’em Up ganhou uma nova ramificação chamada Hack and Slash, algo como “coronhada e corte”. Dessa forma trouxeram o universo de “Conan, o Bárbaro” e neste momento abriu-se a oportunidade do jogador escolher entre três personagens que não foram criados à toa. O Bárbaro para os homens, a Amazona para as mulheres e o Anão para as crianças. Uma sacada sensacional para juntar novos nichos de público em uma só máquina de fliperama, uma escolha que não tínhamos até Altered Beast. E ao prestarmos bem a atenção, a SEGA até reutilizou alguns inimigos do Altered Beast no jogo Golden Axe, por exemplo, o lagarto que usa a cauda para chicotear os inimigos.

Enquanto a SEGA estava preocupada com o gênero Hack and Slash que tinha acabado de criar, a Capcom decidiu tomar conta do gênero Beat’em Up ao colocar no mercado Final Fight, ainda em 1989. Já que a nova regra era criar personagens para escolher, então vamos colocar três protagonistas com habilidades de luta completamente diferente e, transformar isso em um elemento chave. Temos o personagem mais forte, um mediano e, outro mais forte e pesado para dar suporte. Com isso a Capcom ainda conseguiu mostrar que é possível criar um Beat’em Up com efeitos de luzes e sombra que até a época não existia essa preocupação.

O Futuro Passou Dos Arcades Para O Vídeogame

Passado 1 ano, em 1991 a SEGA viu que Final Fight reinava absoluto nos Arcades, o que levou a criadora de Alex Kidd e Sonic a lançar algo inovador dentro do videogame. Não precisamos mais de Arcades para trazer novidades, vamos usar o que temos de melhor no momento. E assim o Mega Drive ganhou em primeira mão, Streets of Rage. Um jogo que alterou completamente tudo o que existia de melhor no Beat’em Up. O jogo em um só cartucho trazia: ambientes urbanos, três personagens para escolher, que atendiam a todos os públicos, orientais e ocidentais. Gangues de punks e uma história mais adulta envolvendo criminalidade e vandalismo. Ao invés de salvar a namorada de alguém, um outro elemento ganhou um destaque que não poderia mais faltar, uma trilha sonora feita especialmente para aquele momento da década de 90. Músicas do gênero eletrônica, com batidas sintetizadas e break dance, que faziam jogadores e faz até hoje babarem em cada centímetro de cenário existente no jogo. A SEGA ousou até na mecânica do jogo, ao tirar a barra de energia dos inimigos durante as fases e, fez aparecer apenas no momento do chefão que existe no fim de cada fase. Outro ponto que jamais podemos esquecer é o que foi acrescentado na mecânica onde, determinadas armas brancas podem derrotar alguns inimigos durante as fases mais facilidade(só não funciona com chefes), trazendo assim uma realidade maior que até então não existia.

Daqui em diante foi dada a largada para o futuro. E os diversos derivados que o gênero Beat’em Up recebeu ao longo dos anos. De 1976 onde a idéia era colocar personagens em arenas fechadas, recriando-se em 1984 ao tirar o estilo arena, adicionaram uma história heróica envolvendo sequestros de namoradas. Passando por 1988 onde os personagens ganharam fisionomias mais humanas e logo após, a oportunidade de escolher personagens até que, finalmente em 1991, o gênero precisou ser recriado nos videogames para abrir portas para centenas de novas produções, até chegar em um grande e repetitivo hiato que durou quase 20 anos.

SEGA, Irem, Technos Japan e Capcom. Atrás desses nomes está um trecho da trajetória do gênero Beat’em Up que a partir do ano de 1998 pareceu estar morto e jogado de lado com tentativas frustrantes de trazer o gênero para ambientes 3D, com efeitos cheios de produções mas que não tivémos algo que marcasse como esses jogos marcaram na época de seus lançamentos. O último jogo que tentou resgatar o gênero Beat’em Up foi, Fighting Force(PSX e N64), lançado em 1997 que chegou a ser apelidado de “Streets Of Rage 4” de tanta carência que os gamers na época sentiam pela falta de algo à altura da linha do tempo inicial.

Foi aí que em 2010, o Playstation 3, o Xbox360 e o PC, receberam pelas mãos da softhouse Klei Entertainment uma oportunidade que acabou despertando a curiosidade em vários gamers no mundo. Jamie Chang um programador que trabalhou por muitos anos na THQ resolveu montar sua própria softhouse e chamou 11 parceiros para a criação do jogo. A EA apostou na distribuição do jogo e o Beat’em Up mais uma vez desperta com o nome de Shank. Um jogo escrito por Marianne Krawczyk, foi ela quem ajudou a escrever a história de God Of War. Tem muita gente de alto conhecimento envolvida na produção de Shank.

Visual em história em quadrinhos ao estilo desenho da TV (lembra muito traços do desenho Samurai Jack) inclusive nos movimentos, onde temos uma história latino-americana. O protagonista é Shank que fazia parte de um grupo de extermínio, em resumo, um pessoal que gostava de assassinar outras pessoas assim, quando bem entendesse no estilo Hitman, entrar, fazer o serviço e sair sem deixar pistas. Só que Shank tinha uma esposa, mas o grupo em que fazia parte, proibía os membros de ter relacionamentos com receio da pessoa ficar mexida emocionalmente e, não cumprir como deve as tarefas solicitadas pelo chefão. De alguma forma, descobriram que Shank estava relacionando-se com Eva e, chega uma hora que o homem fica cansado de “brincar de assassinar pessoas” e resolve ser um pai de família. Nessa hora o chefão do crime, Cesar, coloca duas opções, para sair só se for morto ou, encerra de vez o relacionamento.

Shank preferiu seguir a opção inesperada pelo grupo. Então, num certo dia o grupo invade a casa de Shank, espanca o protagonista até chegar a nocaute enquanto isso raptam a esposa e ainda ateiam fogo na casa inteira. Numa dessa a esposa já tinha sido assassinada e, para o grupo, Shank estava morto.

A partir daí, amigos leitores, começa a sua jornada onde Shank renascerá das cinzas como uma Fênix e com a sua ajuda precisará pegar um por um nessa história, para sozinho vingar-se do destino cruel e sombrio que deixaram a vida do nosso protagonista.  A história de Shank é muito obscura, chegando a envolver até o pai do justiceiro, que pode ser controlado somente ao jogar em dupla.

A jogabilidade ao controlar Shank é muito amigável e responde de maneira rápida. Feita para que você perca o fôlego e precise dar uma parada para tomar algo que refresque a garganta. Temos aqui um personagem que corre, rola no chão, pula, escala paredes e possui habilidades que lembram o esporte Le Parkour do game Mirror’s Edge(quem jogou vai saber). Além de carregar armas de fogo e armas brancas sem perder tempo para ativar ou desativar. Um botão cuida dos tiros das armas, e o outro cuida dos golpes de facas, espadas, correntes, e até serra-elétrica. O jogo dá a oportunidade de criar sequências de combos que viciará você a querer atingir e detonar os inimigos de formas criativas e sem limitações. Também em outro botão Shank consegue arremessar granadas.

O jogo é sequenciado por trechos, no fim de cada parte o jogador terá que confrontar-se com um vilão importante que ao ser derrotado abrirá novas informações para um maior entendimento do jogador com o enredo da história. O que não tínhamos nos anos 80 e 90, um Beat’em Up com vozes e diálogos e que precisou chegar até 2010 para que pudéssemos, ver que ainda há muito o que fazer dentro do gênero Beat’em Up que é um gênero que não deve ser desmerecido, assim como tantos outros gêneros.

As lutas contra os chefes no fim das fases funcionam de duas formas. Diferente do que víamos em Prince of Persia Rival Sword, onde só conseguíamos derrotar o chefão ao acertar o golpe naquele momento certo, quando a imagem ficava turva e dava aquela travada. Os criadores de Shank deixaram que o jogador escolha como deseja matar o chefão. Mas não pensem que no meio do jogo aparece um menú e você escolhe se quer do jeito fácil ou difícil. A escolha acontece alí mesmo em tempo real. Existe a forma rápida que é golpear na hora certa e existe a forma mais demorada que após muitos tiros e golpes de punho o vilão é derrotado.


De forma a não fantasiar muito, Shank não tem super poderes, ou movimentos especiais mirabolantes que faz cair bolas de fogo do céu ou golpes que derrotam todos os inimigos de uma vez. O que vai contar aqui é a sua habilidade e elasticidade nos dedos para fazer Shank caminhar da forma mais livre possível que você conseguir para atacar e fugir dos contra-ataques dos inimigos. Claro que, quanto mais vezes jogar mais ágil ficará as suas investidas. Você saberá que poderá após um pulo, ao apertar para baixo e segundos antes de tocar os pés no chão, rolar no chão e fugir de contra ataques, ou  caso você resolva usar a espingarda, ao atirar para baixo enquanto estiver no ar, Shank poderá sofrer o ricochete de arma e fazer o personagem ser jogado para trás involuntariamente.

Para os gamers que possuem o PS3, Xbox360 ou o PC/Mac/Linux, não deixem de conferir na PSN, na Live e na Steam o jogo Shank, atualmente o Shank 1 está U$9,99. Shank é o jogo ideal para você que procura aquela adrenalina ao jogar Final Fight, a agitação ao jogar Streets of Rage e a magia infinita ao jogar Golden Axe e Altered Beast. A essência que temos aqui, remete a uma mistura de Double Dragon com filmes de Quentin Tarantino, cheio de emoção, sangue e a vingança como objetivo chave.

Shank foi tão bem recebido que não foi à toa que no dia 7 de fevereiro de 2012 seguindo o mesmo lançamento inesperado, a Klei Entertainment lançou a continuação, Shank 2. Se você gosta de Beat’em Up e ainda não jogou, aconselho comprar de uma só vez os dois que, estão na Steam por U$9,99 cada um. Antes de comprar, claro que você pode conferir a demonstração para aguçar ainda mais a vontade de jogar. Eu baixei a Demo pela Steam e gostei muito do que ví, até capturei as imagens abaixo que estão após o vídeo de divulgação do jogo. Para matar a curiosidade, assista ao vídeo abaixo que mostra um pouco de Shank 2.

O melhor de Shank é que duas pessoas podem participar ao mesmo tempo de toda a ação do jogo. No vídeogame precisará apenas utilizar os dois controles. No computador, coloque dois controles USB e divirta-se com seus amigos. Um conselho para quem for jogar Shank no PC é, utilizar um controle que tenha 8 a 10 botões. E fique tranquilo porque você usará praticamente todos os botões. Claro que, como todo jogo atual, existem os prêmios(Achievements) que você destrava ao atingir um determinado desafio disposto pelo jogo e uma diversão a parte é, destravar roupas diferentes para vestir o personagem durante as fases, e o mais dinâmico é que essa troca de figurino pode ser realizada a qualquer momento do jogo sem precisar reiniciar partidas ou voltar ao menú principal para ativar. Tudo pensado, para que você não perca um minuto da diversão que Shank proporciona.

O mais importante disso tudo é que, todos esses jogos citados: Double Dragon, Altered Beast, Golden Axe, Final Fight, Streets of Rage e agora Shank são jogos que mesmo com o passar dos anos, não vão envelhecer. E sempre haverá gamers que jogarão e continuarão a manter firme. E por quê não imortal? O gênero Beat’em Up. Um gênero que traz à prova, a verdadeira palavra diversão para os videogames. Jogando sozinho ou junto com os amigos.

Fiquem ligados para as próximas edições 2012 do Blog MarvoxBrasil. Até a próxima e comentem porque a opinião de vocês é muito importante.

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 7 de março de 2012, em Análises, PC e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 10 Comentários.

  1. Roberto, ficamos contente que tenha aparecido por aqui.
    Respondendo sua pergunta, hack n slash ele está mais ligado quando o jogo ele se aproxima de um RPG ou Action RPG. Como em Shank você luta contra hordas e mais hordas de inimigos utilizando armas brancas e de fogo, pode também ser considerado um beat em up, porquê o gênero não está ligado apenas a dar porrada com os punhos, por exemplo, o jogo Captain Commando você consegue pegar espada, e nem por isso o gênero muda, continua sendo um beat’em up.
    Mas é uma pena você não ter gostado do Shank. Você chegou a jogar os dois jogos? Existem jogos que são assim mesmo, demora um pouco para agradar. A primeira vez que joguei o Shank 1 e 2, demorei para curtir. Até a próxima!

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  2. Isso nao e um beat em up, isso e um hack n slash em 2d e bem chato por sinal

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  3. Sim, o visual 3D é muito mais atrativo para a massa gamer que faz o 2D parecer algo muito retrô. Porém temos que perceber que visual 3D envelhece rápido de uma forma que o 2D fica e fica durando por várias gerações. Eu creio que com o lançamento do Shank as softhouses percebam que dá para fazer algo legal com o universo 2D, vemos aí até uma tentativa satisfatória com o resgate dos jogos de plataforma, o Limbo é diversão garantida por exemplo. O 2D tem que voltar a ser uma opção para competir com o 1º escalão porque além de ser uma produção com um custo relativamente menor, as softhouses tem que parar de querer lançar algo 2D só quando a grana está curta. O lance é ficarmos antenados para mais novidades, boas ou não, vamos testar e ver se compensa a diversão. Até a próxima!

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  4. Rafa Tchulanguero Punk

    Cara, como eu pude me esquecer de Viewtiful Joe? Perae que vou ali me suicidar e já volto… hwa hwa hwa. Pois eu já acho que todos estes jogos que prezam a boa e velha pancadaria descompromissada nada mais são do que os bons e velhos Beat’em Up & Hack’n Slash (que para mim sempre foram gêneros irmãos) evoluídos. Hoje povo adora inventar novos gêneros para parecer chique, mas de Devil May Cry que eu já citei até mesmo God Of War, todos tem essa mesma pegada. Pegue por exemplo os jogos do Mario, eles foram para o 3D e ainda sim podemos considerar jogos de plataforma, certo?

    Mas tem um outro ponto que é a necessidade de transportar algo para o 3D. O grande problema é que um jogo 2D hoje por melhor que seja e por mais que nós jogadores mais velhos gostemos não tem um impacto comercial grande e logo não serão valorizados como um dia já foram, por isso basicamente este tipo de lançamento como Shank fica restrito a um segundo escalão de jogos, comercialmente falando.

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  5. Temos um fã de Devil May Cry e Power Stone aqui? Sensacional! Carinha jamais poderia esquecer desses jogos porém, Devil May Cry já é uma criação de 2001, PS2, e o gênero dele é hack’n slash, e Power Stone é bem o que você falou, é um jogo do gênero Arena Fighting, carrega essência Beat’em Up. A finalidade da Ed. 63 foi mostrar a primeira camada do gênero Beat’em Up desde a idéia inicial “arena” até o momento que decidiram colocar uma história de fundo envolvendo o resgate de uma namorada e as ramificações que deram inspirações para as versões e jogos que apareceram nos anos seguintes, inclusive hack’n slash que nem sequer foi puxado do Beat’em Up porque é uma categoria extraída de jogos de RPG e assim foi inserido nos games, se tirar a espada, dá no mesmo, o personagem usaria socos e chutes nos inimigos. Quando eu falei em hiato do gênero, a idéia foi que Beat’em Up está muito atrelado em um visual 2D, do que em 3D, não cola o visual tridimensional no gênero. O por que? É uma situação que precisaria de maiores pesquisas, mas até tentativas como Yakuza, a versão de 2004 de Ninja Gaiden, Bayonetta, MadWorld, e não dá para esquecer de Viewtiful Joe, que por mais underrated que seja fez muita gente perder a cabeça na época que foi lançado. Tudo foram tentativas que fizéram sua fama mas não chegaram a ter um impacto que faz as pessoas jogar infinitas vezes como acontece com Streets of Rage ou Final Fight por exemplo. Hoje se for para sugerir 2 jogos Beat’em Up na atualidade seriam Shank e Scott Pilgrim vs. The World: The Game, isso na minha opinião. O que acontece hoje são tentativas para puxar o gênero de volta em uma forma contemporânea. Vamos ver se mais alguma softhouse decide mexer no gênero e lançar algo novo para divertir a galera. Gostei do seu comentário Tchulanguero, espero vê-lo mais por aqui. Ate a próxima!

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  6. Ah, gostei de ter contado sobre a história do gênero, mas você ignorou alguns “sucessores espirituais” como Power Stone que apesar de ser um jogo de luta carrega muito de Beat’em Up (quem não lembra do último chefe de Power Stone 2?), Sword Of Bersek e até mesmo jogos como Devil May Cry. Na prática o gênero nunca foi esquecido, apenas não tem mais a mesma força que antes.

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  7. Pode jogar sem medo que você se divertirá muito jogando Shank, daquele jeito de jogar colocando a linguinha para fora e mordendo-a com os dentes😄. Os comandos são ágeis e tão funcionais que você encarnará Shank desde o primeiro segundo que começar a movimentar o personagem pelo cenário. Valeu pelo comentário, continue acompanhando as edições. Um abraço!

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  8. O que? Beat’em Up em pleno 2012? Eu não sabia, não tinha conhecimento mesmo desse jogo.
    Pela sua descrição parece ser muito bom, acho que vou procurar o demo na PSN e ver se curto ele.
    Nos últimos tempos o único jogo do gênero que joguei (e curti muito) foi Scott Pilgrim vs the World.
    Ótima dica e excelente post, revivendo vários clássicos do gênero que surgiram nos consoles ao longo dos anos. Que saudades de Streets of Rage, mas rezo para que a SEGA não faça uma continuação, pq ultimamente são poucos os jogos bons que a empresa vem desenvolvendo, infelizmente.

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  9. Acredito que a lineariedade que você destacou esteja sendo resolvida em Shank 2, aconselho baixar a Demo na Steam e testar porque ao invés de comerçarmos como Rambo com armas e tudo mais como vemos em Shank 1, Shank 2 pede mais estratégia com armas brancas e até o chefão da 1ª fase não apareceu nenhuma arma de fogo para pegar. Pelo jeito o fóco mudou. Valeu pelo comentário Ighor, até mais!

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  10. Há muito tempo estava querendo lê ou fazer um review de Shank devido a qualidade desse jogo. Apesar de tudo minha opinião diverge um pouco. O jogo chega a sofrer da sua linearidade que se não for jogado em diversos momentos pode ser monótono. Outro ponto negativo são as “paredes imaginarias” delimitam o cenário, que eventualmente quando Shank lança o adversário e rebate nessas paredes e volta.

    E controle de 8 botões não é o suficiente tem que ser de 10 mesmo.

    Claro que neste comentário só estou apresentando pontos negativos, pois os positivos já estão nesse excelente review.

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