Ed.Nº 46 – Tributo ao F.P.S – Parte 8 – Strife

RPG e FPS (hoje chamado de Shooters) dois gêneros totalmente diferente em todos os aspectos. No RPG o jogador pode ficar meses jogando o mesmo jogo com o objetivo de aumentar o level(poder do personagem) para tornar-se o melhor dentre os melhores.

No FPS tudo parte como em um filme, enredo, personagens, tiroteio desenfreado(por algumas vezes) e no fim o vídeo final do jogo. Mesmo sendo jogos de videogame, ou seja, entretenimento eletrônico, infelizmente são jogos que separam públicos e até hoje existe quem goste de RPG mas não gosta de FPS e vice-versa.

É por isso que os programadores buscam juntar, aos poucos, conteúdos de diversos gêneros diferentes para assim poder atingir todos os estilos de gamers. Um exemplo atual é o game Rage, em criação pela desenvolvedora da Id Software. Eles pegaram e uniram o gênero corrida com o FPS, e pelo que vemos em imagens e vídeos pela internet, essa idéia vai dar certo.

É nesse contexto de mixar gêneros que a Edição Nº 46 trouxe Strife, uma criação da Velocity Software em conjunto com a equipe que programou o primeiro DOOM(1993) que pegou uniu o RPG com o FPS e assim veio Strife. Este jogo é sensacional!

Para aqueles que não conhecem, aconselho a jogar porque o game é 50% RPG e 50% estratégia. Continue a ler o Blog MarvoxBrasil porque ainda você verá muita matéria legal por aqui. Comente e deixe a sua sugestão para o Blog continuar a fazer mais e sempre mais. Lembre-se, este Blog é para você. Até a próxima edição!

Para começar, Strife foi criado em cima da engine ID Tech 1, por isso o visual lembra muito o primeiro DOOM. Mas pode acreditar, o jogo é um show a parte e após alguns segundos você esquece do visual e das lembranças dos corredores sujos de DOOM.

Aqui a história é bem diferente e retrata como o egoísmo pode impedir que um jogo seja lançado. Inicialmente Strife estava sendo criado pela Cygnus Studios, o mesmo criador de Raptor: Call of the Shadows(jogo de nave lançado pela Apoggee) só que a Cygnus foi fechada e todo o projeto cancelado. O fundador Scott Host, muito chateado, mudou-se para Chicago que foi onde nasceu e cresceu. Toda a equipe ficou desamparada e não sabiam o que fazer. Foi então que Tim Willits apareceu e disse “vamos recomeçar” e assim finalmente o jogo em 1996 foi lançado.

O ATRASO

Com todo esse problema, o jogo saiu em 1996, uma época que as placas de vídeo já utilizavam uma resolução melhor definida que é o padrão VESA 2.0. Infelizmente o jogo não veio com essa opção de configuração e o visual ficou com o estilo do primeiro DOOM.

A JOGABILIDADE

O universo de Strife é aberto, não do jeito que vemos hoje em dia como se o cenário não tivesse fim. Ele é aberto no sentido de não ter uma sequência exata de fases, existe uma ordem mas tudo depende da sua postura dentro do jogo. Você encontrará muitas pessoas, ou seja, muitos NPCs para conversar e serão eles que passarão as missões, e você poderá escolher entre aceitar ou negar. Em alguns momentos você precisará ser um espião nas sombras, eliminará alguém para obter informações e tentará até passar despercebido por todos e até completar missões sem dar um tiro sequer em ninguém.

Em Quake II, na expansão Ground Zero existem fases que utilizaram alguns conteúdos do Strife durante as fases, tem até inimigos em Ground Zero que emitem sons semelhantes aos soldados que fazem a guarda em TarnHill, a cidade em Strife.

O ambiente é um reino todo medieval, porém, com tecnologias de ponta como computadores, robôs e até hackers. Livre-arbítrio rola profundamente neste jogo de 1996 que mesmo com tantos problemas e atrasos até na tecnologia de programação, conseguiu espaço na história dos jogos de tiro em primeira pessoa. Obrigado Tim Willits!

Agora, aproveitem para curtir as imagens do jogo e respondam a nossa enquete: “Você gosta de jogos que misturam gêneros?” Comente no fim desta matéria.

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Sobre Marvox

Bacharel em Comunicação Social: Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista de São Paulo, Autor do MarvoxBrasil e Co-Fundador do Canal Jornada Gamer.

Publicado em 12 de julho de 2010, em Análises, Especiais, PC Retrô e marcado como , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. esse jogo é ótimo! me diverti muito jogando ele.

    o ruim é q algumas escolhas erradas podem fazer o teu jogo melar e vc ter de começar tudo de novo. no jogo vc tem de fazer algumas escolhas e ñ pode matar as pessoas erradas rs.

    como vc bem colocou, apesar do mesmo engine, os graficos parecem superiores aos do Doom.

    essa mistura de generos q vc fala, se estiver se referindo a historia, q se passa num passado com vilas e castelos de pedra, mas armas e vilões do futuro, eu acho legal! pelo menos no Strife ficou bacana.

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