Ed.Nº 13 – Os Videogames, Parte 5: Nintendo 64

Como vimos na edição anterior, comentei sobre o ano de 1994 quando o Playstation iniciou a saga dos 32-bits e assim seguidamente Sega Saturn, Neo-Geo CD e 3DO.
A Nintendo estava atrasada no aspecto tecnologia com seu Super Nintendo e ainda batia cabeça no sistema 16-bits que já tinha falecido até então. Mas 1996 traria mudanças no mercado dos games e também no mercado econômico que dá saudades nos dias atuais de 2009.

A tentativa de recuperar o tempo perdido!

Em 1996 a Nintendo percebeu que fazer jogos e um videogame para o sistema 32-bits seria a maior furada e poderia perder muito dinheiro. Houve uma tentativa da Nintendo no sistema 32-bits mas é melhor nem comentar sobre o fiasco do seu Virtual Boy que morreu de forma prematura. Desse modo com os 32-bits sendo dominado pela Sony só restou a Nintendo bolar uma nova estratégia. Buscar uma nova potência gráfica e tecnológica e seguir adiante com seu ramo de videogames.
Tudo bem que a Nintendo perdeu muitas oportunidades de não ter aceitado uma sinergia com a Sony e produzir um videogame com a função CD. Mas veja, estamos falando de uma empresa que existe desde 1889 e idéias não faltaram
A Nintendo então abriu-se ao Mundo de 1996 para dizer: “Estamos criando o Project Reality”, até então uma novidade mas eram poucas informações à respeito do que a Nintendo estaria tramando.
No mesmo ano o projeto mudou de nome e no final de 1996 a Nintendo lança no mercado o Ultra Nintendo 64.
Um videogame avançado de 64-bits, se a Sony dominou o mercado dos 32-bits, então a Nintendo dominaria o mercado dos 64-bits. Só que houve um pequeno empecilho tecnológico.
O videogame funciona com cartuchos de silício. “O quê, de novo o cartucho de silício?”
Quem já era dono de um Playstation com CD não achou muito vantajoso comprar o Nintendo 64 até porque seria uma regressão, trocar o CD pelo cartucho de silício seria como voltar à década de 90, ou hipoteticamente falando, seria como trocar o CD por uma fita K-7 ou hoje um DVD por uma fita VHS dessas utilizadas em video-cassete.
Mas a Nintendo mostrou ao Mundo que todos estariam errados e que o Ultra Nintendo 64 mostraria gráficos que o Playstation não poderia mostrar com seus 32-bits. Os serrilhados dos jogos da Sony seriam facilmente alisados com o processador do sistema de 64-bits da Nintendo. Os gamers poderiam ficar tranquilos porque os jogos causariam uma imersão maior de jogabilidade como não vistos no Playstation.
A partir daí o Ultra Nintendo 64 foi renomeado apenas como Nintendo 64, seria muita sequência de Super Nintendo e bastava apenas a marca e a potência.

Nintendo 64 – a Big N de volta ao mercado.

O Nintendo 64 foi lançado no Natal de 1996. É um videogame na cor carvão. No aparelho tinham dois botões o Power e o Reset.
O aparelho aceitava apenas jogos em cartuchos. E a novidade não pára por aí. O aparelho suportava a conexão de 4 controles. Onde os gamers poderiam disputar partidas multiplayer com mais pessoas e maior competição.
Foi o mais perto que um videogame chegou em partidas multiplayer já realizadas pela internet em que participavam vários jogadores ao mesmo tempo, já que era possível entrar 4 pessoas em um modo dois contra dois e outros modos similares.
A Nintendo se não foi feliz no sistema 32-bits desta vez deu um passo mestre à frente dos concorrentes. Jogos em dois jogadores para o quê? Jogos para quatro jogadores, isso é uma grande competição.
O aparelho era ligado na TV por cabos de áudio e vídeo e estéreo e também tinha o cabo de força, é claro.
A Nintendo também mostrou ao universo dos videogames o direcional analógico ou Control Stick. Inovou no quesito jogabilidade com seu controle que valia por três.
O controle do Nintendo 64 de longe parecia um garfo ou um tridente.
Os botões eram: O direcional tradicional, o botão start vermelho, o direcional analógico no meio e os botões de ação, A em verde e B em azul. Além dos botões de ação o controle tinha o botão C de cor amarelo que era repartido em quatro direções, cima, baixo, esquerda e direita. Na parte superior tinham os botões L e R e na parte traseira do controle tinha o solitário botão Z.
O Memory Card também estava presente finalmente, mas ao invés de engatar o cartão no aparelho como acontecia no Playstation, este cartão do Nintendo 64 era engatado diretamente no controle. Isso por ventura foi uma grande sacada para os jogadores mais esquecidos, pois agora não haveria problema já que ao levar o controle para jogar na casa de um amigo o Memory Card seria levado junto.
No controle o direcional analógico permitia um controle no personagem de forma muito minuciosa, os milímetros ao girar um personagem dentro de um ambiente 3D era possível. O botão Z funcionava na maioria das vezes como um gatilho para os jogos de tiro ou um botão para agachar o personagem, rápido e prático. Os botões C são botões usados para que o jogador controle a câmera do jogo. Isso colocou um fim nas câmeras travadas e com ângulos que dificultavam o jogador fazer o personagem saltar de uma plataforma a outra e dar uma visão personalizada da fase de um jogo.
Isso foi muito bem pensado pela Nintendo, realmente conseguiu lançar um videogame robusto e cheio de manha. Que pode não ter agradado os donos de Playstation e amantes do CD mas com certeza agradou aqueles que aproveitaram muito bem o Nintendo 64.

Do Super Nintendo ao Nintendo 64 o Mundo mudou muito!

O Super Nintendo dominou o sistema 16-bits com sua enxurrada de jogos feitos por dezenas de produtoras. Capcom, Namco, Konami, Enix, Square, Takara, Interplay e muitas outras criaram jogos que fascinaram os donos de Super Nintendo no início da década de 90. Mas isso não aconteceu com o Nintendo 64.
Quando as empresas souberam que a Nintendo havia criado um novo videogame mas usando ainda o cartucho de silício, estas empresas acima desencanaram de participar de qualquer projeto para a Nintendo. A desculpa era “Jogos em CD são muito mais fáceis de serem produzidos, os cartuchos encarecem a produção final e impede-nos de mostrar grandes detalhes”.
No Nintendo 64 a participação da Capcom foi relativamente nula, Square e Enix então ao se juntaram decidiram criar apenas jogos para o Final Fantasy, pudera, os gráficos da franquia no videogame da Sony superou as expectativas de quem jogou as versões para NES e SNES. A Namco, Takara que se transformou em SNK, e outras tantas que nem sequer olharam para o Nintendo 64.
Nesse meio tempo do afastamento de ótimas produtoras, surgiram as Third-Parties ou Parceiros Terceirizados. Era um pessoal que criava games ao estilo Nintendo, mas não levava o nome da Nintendo. Uma grande conhecida é a Rareware que tinha crescido muito com a franquia Donkey Kong Country.
A Konami também quis participar do Nintendo 64 além da Interplay, Williams, Hudson e Midway Id Software, 3D Realms. Finalmente o Nintendo 64 estava  à todo vapor.

As criações do N64 nas prateleiras do Mundo!

Finalmente a Nintendo podia contar com si própria e suas Second e Third-Parties para a produção de jogos e assim alimentar de vez o novo videogame da Nintendo. Afinal, videogame sem jogos é apenas um aparelho qualquer.
E a partir de 1996 títulos bombásticos choveram nas lojas:

Super Mario 64 – Mário 64 como é conhecido facilmente é o jogo mais fascinante e divertido. Movimentar o bigodudo em um ambiente 3D foi uma experiência inovadora e com certeza a Nintendo acertou em cheio. Existem relatos que muitos comprariam ou compraram o Nintendo 64 apenas para jogar Super Mario 64.

Mario Kart – Primeiro foi lançado como Mario Kart R, logo depois, foi renomeado para Mario Kart 64, também foi uma ótima criação da Nintendo com a possibilidade de quatro pessoas disputarem a corrida ao mesmo tempo na TV.

DOOM 64 – A Id Software brindou os fãs de DOOM com DOOM 64, uma versão nova com inimigos remodelados e fases muito mais difíceis. Nesta versão não basta apenas sair atirando em tudo, é necessário também capturar três símbolos malígnos escondidos em fases secretas. Realmente o jogo é complicado e exige muita concentração. A novidade está em atirar nos botões para conseguir acessar algumas áreas, isso era possível apenas nos jogos de Quake e foi transferido para DOOM 64.

F-Zero X – Esqueça a versão do Super Nintendo em que só tinham quatro veículos para escolher. Nesta nova versão cheia de músicas heavy-metal o jogador tem mais de 15 tipos de veículos uma mais excêntrica que outra.

Castlevania 64 – A Konami foi muito feliz com essa versão em 3D da história mais famosa dos videogames, a caça ao Drácula. E nessa versão é possível escolher dois personagens e o melhor, cada personagem tem caminhos próprios para seguir a história.
Fases amplas e inimigos cruéis esperam o jogador para este grande desafio, depois de Super Castlevania IV para Super Nintendo.

Mario Party 1, 2, 3 – A Nintendo junto com a Hudson deixou de lado os cogumelos e transformou Mário e toda a turma em peões de um jogo de tabuleiro cheio de truques, trapaças e o melhor, divertidos minigames ou no português, gincanas das mais criativas possíveis. Tem cabo de guerra, Caça ao Tesouro, Acerte a Figura, Acerte o Cálculo e muitos outros. Toda a turma já conhecida em jogos do Super Mário está presente, Shy-Guys, Mario, Luigi, Peach, Toad e versões maldosas de Mário e Luigi que são Wário e Waluigi. É uma festa jogar em quatro jogadores que duram muitas partidas e no fim vários repetecos.

Banjo-Kazzoie – Esta criação inovadora de dois personagens carismáticos e muito engraçados foi obra da Rareware. Banjo é um urso e Kazzoie uma ave muito maluca. No jogo o vilão é uma bruxa feia chamada, Gruntilda. É um jogo no melhor estilo RPG, gênero que vingou muito bem no Nintendo 64. A história de Banjo-Kazzoie fez tanto sucesso que Banjo-Tooie foi a sequência.

Cruis’ N – O fantástico jogo de fliperama em que você atravessava Estados americanos saiu também no Nintendo 64. Para fliperama feito pela Midway, já na versão do videogame saiu pela Willians. A versão do videogame foi fiél e possibilitou a criação de modalidades melhores e que duravam mais tempo para o jogador na frente do videogame. Além disso a franquia Cruis’n possibilitou três versões cada uma mais maluca que outra.
Cruis’n USA – Atravesse os Estados Unidos
Cruis’n World – Atravesse lugares famosos do Mundo
Cruis’n Exótica – Atravesse lugares inexperados e até impossíveis.
Os dois últimos produzidos pela Eurocom.

007 Goldeneye – A Rareware foi fabulosa ao criar esse fantástico jogo para Nintendo 64. Foi um coringa muito bem elaborado no início em que foi lançado o videogame no mercado. James Bond em missões empolgantes e James Bond em multiplayer desafiantes. Jogar em quatro jogadores era uma bênção.

Perfect Dark – Mais uma vez a Rareware, muitos acham que é uma cópia descarada de 007 Goldeneye. Aqui a protagonista é Joana D’arc uma agente secreta que precisa desvendar um mistério que envolve Governos e até a Área 51. É um jogo empolgante mas com certeza passa longe de 007 pela ambientação e gênero, tudo mais high-tech(alta tecnologia) e a história ser mais ficção.

WarGods – Jogos de luta não foram o forte do Nintendo 64, infelizmente para o videogame não foi lançado nenhuma versão de Street Fighter, mas a Midway trouxe WarGods a batalha dos deuses. Aqui nesse jogo de luta muito bem feito por sinal, os lutadores são deuses, da guerra, do fogo e por aí vai. Um jogo bem no estilo pancadão e que feito pela Midway segue a linha Mortal Kombat de idéias fora do comum.

Turok – A Iguana mesma participante na produção do jogo NBA JAM e Side Pocket apresenta um novo herói, Turok. Um índio que caça… dinossauros? Isso mesmo, os inimigos são dinossauros, grandes e malvados que querem a todo custo destruir portais dimensionais e povos pacíficos. A Iguana trouxe para o N64 três versões:
Turok Dinosaur Hunter
Turok 2: Seeds of Evil (este foi o que fez mais sucesso)
Turok 3: Oblivion

Duke Nukem Zero Hour – Se os donos de Playstation tinham Duke Nukem Time to Kill, no Nintendo 64 eles teriam Duke Nukem Zero Hour. E foi isso que a 3D Realms fez, Duke Nukem Zero Hour conta a história dos alienígenas já conhecidos na versão para PC viajarem no tempo para exterminar os ancestrais de Duke Nukem, assim o herói nunca existiria para atrapalhar os planos de controle da Terra. Mulheres também estão presentes para Duke ajudar. Um jogo muito bem planejado para o Nintendo 64 que até então, tinha uma conversão de Duke Nukem 3D, entitulado Duke Nukem 64. Os fãs agradeceram.

Fighting Force 64 – A Midway trouxe esse game que tem em seu estilo o gênero bater e seguir em frente vistos em jogos como Final Fight e tantos outros assim. Nesse game até três jogadores juntos podem jogar nas fases sem divisão de tela. Era como ter um fliperama dentro de casa. Além do gênero empolgante a sequência de fases não era linear sendo que você poderia escolher por qual caminho seguir para a próxima área.

Zelda – A Nintendo foi extremamente vencedora quando lançou Zelda para o sistema do Nintendo 64. Aqui o jogo deixou de ser filmado por cima e transformou-se em um game 3D. Movimentar Link pelo reino de Hyrule em 3D era uma experiência inovadora que fez muitos fãs de Zelda vibrarem com as cenas de ação, estratégia e a história emocionante que foi transmitida ao jogador.
Zelda no N64 rendeu dois jogos:
Ocarina of Time (o que ganhou mais prêmios e pontuações)
Majora’s Mask

Conker’s Bad Fur Day – Uma situação que os gamers não acreditaram foi a criação desse jogo para N64. Produzido pela Rareware, Conker é um esquilo beberrão, que teve sua namorada raptada por criaturas estranhas. E agora resta Conker sair à procura da sua amada com a ajuda das dicas e truques do espantalho Birdie. O jogo utiliza uma linguagem muito suja, engraçada e até então pornográfica em algumas situações. Fato este que obrigou a Rareware a colocar seu game nas lojas como Proibido para menores de 18 anos. O mais divertido do jogo é que a história de Conker tem sátiras com os filmes mais famosos do cinema: Alien, Matrix, O Poderoso Chefão, Tubarão, Exterminador do Futuro e muitos outros. É um jogo muito divertido porém, para jogá-lo é prudente ter um bon conhecimento em inglês de básico à intermediário pelo menos para dar altas risadas da conversa entre Conker e os personagens.

Bettle Adventure Racing – Produzido pela Peradigm Entertainment e distribuído pela Eletronic Arts, este jogo foi o divisor de águas mostrando que o Nintendo 64 podia rodar um game de qualidade e divertido aos moldes de Need For Speed e Gran Turismo.
Inicialmente pensava-se em produzir um NFS para Nintendo 64 mas a idéia foi bem-vinda quando os produtores da Paradigm disseram: “e se colocarnos o novo Fusca?”. Foi um sucesso o jogo é lembrado até hoje e ganhou ótimas pontuações em revistas importantes do meio dos games. Principalmente pelo modo para um jogador e claro, pelo modo multiplayer de caçar joaninhas.

Os fracassos do N64

Não é só de sucessos que vive um videogame, às vezes jogos estranhos, ou às vezes conhecidos saem de forma precária, dando a parecer que o lançamento foi apenas para encher linguiça. Abaixo a lista dos jogos que saíram no Nintendo 64 mas seria melhor se não tivessem saído, veja só:

SuperMan 64
Dark Rift
Donkey Kong 64
Clayfighter 63 e 1/3
TestDrive Overdrive
BomberMan 64
Yoshi Story
South Park
Automobili Lamborghini
Carmageddon 64

As migalhas para agradar os fãs

O que pareceu impossível aconteceu, porém, veio tarde demais. Em 1998 Resident Evil 2 estava sendo lançado para Playstation, mas em 1999 a Capcom conseguiu lançar o jogo e colocou completo no cartucho de 512 megas do Nintendo 64.
Todos se lembram que no Playstation o jogo vem em dois CDs, com a história A e B, no Nintendo 64, o jogo Resident Evil 2 veio em apenas um cartucho. Só que em 1999 todos já tiveram a oportunidade, ao ter um Playstation ou não de jogar o Resident Evil 2. Foi um lançamento meio banal da parte da Capcom, mas aumentou as possibilidades do Nintendo 64 e para quem disse: Nintendo 64 nunca teria capacidade de rodar um Resident Evil” teve que engolir seco essa.

Dê um anabolizante de 4 megas para o seu Nintendo 64.

Quem tinha um Nintendo 64 logo nos primeiros anos perguntava-se sempre: “O que acontece se eu tirar esse cartuchinho?”.
No aparelho, na parte de cima tem uma portinha e dentro um pequeno cartuchinho. Esse cartuchinho dava a possibilidade de fazer os jogos rodarem normalmente no videogame. Mas a partir do ano de 1999, uma safra nova de jogos estava sendo lançada com qualidades que os 4 megas do aparelho não conseguiam acompanhar de modo mais detalhados ou seja, mais peso para o processamento do Nintendo 64.
Porém, a novidade não parou por aí, a Nintendo revela que um novo cartucho poderia ser comprado nas lojas e instalado para duplicar a potência do videogame. Expansion Pak, um cartucho de expansão que dispunha do dobro em até 4megas a mais para o videogame transformando a memória RAM o Nimtendo 64 em 8MB. E assim reproduzir jogos com mais poderes gráficos. Foi o caso de Turok 2: Seeds of Evil, Conker’s Bad Fur Day, Resident Evil 2 e outros jogos que só com Expansion Pak funcionavam. Alguns podiam rodar com ou sem e tinham uma diferença gráfica levemente variável, mas outros jogos caso o jogador não tivesse o Expansion Pak, esqueça, o jogo não rodava de jeito nenhum.

Sinta o jogo tremer nas mãos!

A Nintendo também foi feliz em lançar um periférico para dar uma realidade maior aos jogadores e seus jogos. o Rumble Pack funcionava da seguinte forma: No controle, conecte o Rumble Pack e com o jogo próprio que eram vários, se houvesse uma ação brusca de batida em um jogo de corrida, tiroteio em um jogo de ação o Rumble Pack soltava uma vibração e o jogador sentia a mão tremer.Foi uma inovação ótima que também teve a sua forma genérica, Quake Pak e tinha duas velocidades. Funcionava com duas pilhas palito, AAA.

A economia no Brasil ajudou o Nintendo 64 à vender!

Em 1996 o Brasil passava por um ótimo mar financeiro com o dólar 1 por 1. R$1,00 real era equivalente à US$1,00 dólar e com isso facilitou a venda do Nintendo 64 no Brasil junto com seus jogos originais.
Acontece que o Nintendo 64 só possibilitava a gravação do progresso de cada jogador no memory card caso o cartucho do jogo fosse original. Os cartuchos piratas não tinham esse privilégio.
Assim em 1996 até o ano 1999 podíamos encontrar jogos como Super Mario 64 ao preço de R$60,00, DOOM 64 por R$70,00, 007 Goldeneye por R$65,00 preço que contribuiu por um grande número de jogos originais sendo vendido no Brasil mesmo no meio de tanta pirataria encontrada também para o Nintendo 64.

Curiosidades sobre o Nintendo 64

Mesmo ainda utilizando o cartuchos de silício, a Nintendo mostrou que é possível fazer jogos com qualidade sem a ajuda da mídia CD.

A pirataria foi morna no Nintendo 64, já a facilidade de falsificar CDs com gravadores para computador foi o que realmente brilhou os olhos do mercado ilegal de games.

O Nintendo 64 criou no universo dos games o direcional analógico, hoje uma peça fundamental em jogos atuais e o Rumble Pak, apetrecho utilizado para vibrar o controle durante o jogo, hoje também muito comum.

O game 007 Goldeneye, foi o maior trunfo do Nintendo 64 vendendo muitas cópias e sendo premiado como primeiro lugar em várias revistas do ramo dos games.

Super Mario 64 foi agrande revolução no universo 3D em 1996, a Nintendo soube de maneira inteligente aprofundar os fãs de Mário na história do Reino dos Cogumelos.

A Capcom que desde o NES e o Super Nintendo trouxe jogos fantásticos não dispos de grande participação na grade de títulos do Nintendo 64.

A pequena porta encontrada na parte debaixo do videogame escondia uma entrada serial. A idéia plugar o aparelho 64 Disk Drive ou 64 DD. Um aparelho que utilizava disquetes de Zip Drive e com isso era possível ao jogador atualizar os jogos que permitia tal ação. Exemplo disso, F-Zero X, seria criado novas pistas de corrida e tudo o que o dono do N64 deveria fazer é o download da pista pelo computador, enviar para o disquete e inserir no Disk Drive com o jogo F-Zero X já inserido na entrada do cartucho.

O 64 DD só foi lançado no Japão e por um período muito limitado. Zip Drives eram moda nos computadores do Brasil mas logo que veio os drives de CD, o Zip Drive foi rapidamente substituído.

A Nintendo sempre foi campeã em compartimentos secretos que não faziam sentido algum para o lado ocidental, até porque os apetrechos criados para Super Nintendo, Nintendinho e até Nintendo 64 nunca sequer saiam do Japão.

O Nintendo 64 foi mais um aparelho da Nintendo com variados apetrechos dosmais variados tipos e estilos. Em algum momento falaremos sobre isso.

Fico por aqui e na próxima edição será uma mistura de sonho e pesadelo. Fique ligado aqui no MarvoxBrasil.

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 3 de agosto de 2009, em Especiais e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Opa Daniel, é claro que nós gostamos de DK ainda mais eu que tenho o Super NES da edição Donkey Kong Country 1. DK64 eu tenho o cartuchão amarelo e sempre que bate uma saudade ligo o N64 para jogar.
    Na publicação que se refere a passagem do Nintendo 64 nos referimos aos parâmetros industriais, por mais que DK64 tenha seu brilho por ter sido o primeiro DK 3D ele prende mais pela nostalgia da época, aquela sensação de “uau um DK novo”. Hoje se você pegar o livro “1001 Videogames para jogar antes de morrer” o DK64 também não chega a ser citado como um jogo indispensável. A versão para o N64 foi uma tentativa que deu valor a franquia mas que infelizmente ficou sozinho, melhor exemplo disso, DKC Returns e DKC Tropical Freeze que resgatam a fórmula do estilo que surgiu nos três títulos do SNES.

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  2. DK fracasso? não achei, mta gente gosta do game, dividiu opiniões mas foi um grande game, ainda bem que existe pelo menos um DK 3D

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