Ed.Nº 11 – Os Videogames, Parte 3: Anos 90

Os adolescentes dos anos 90.

Agora em 2009 a maioria dos que viveram a adolescência nos anos 90 têm entre 24 a 30 anos e foram espectadores de um verdadeiro ringue de luta e chuva de games que aconteceu na era dos 16-bits. É que chegou uma hora que jogar NES-8bits e Master System 2 não estava mais agradando ninguém. O mercado de games queria lucrar mais, queria avançar e as empresas SEGA e Nintendo continuavam na disputa pelo sistema mais aceitável pelos consumidores. E nós gamers ganhamos muito com isso.

Enquanto a Nintendo se deslumbrava com a alta venda do NES 8bits, a SEGA decidiu ir mais adiante. Podemos dizer que a SEGA fez uma eutanásia na era 8-bits para se livrar do comprometimento de lançar jogos para o Master System e decidiu de uma vez inaugurar a era 16-bits com o seu Genesis.

Gênesis quer dizer, o início de tudo, e talvez faça jus ao nome e ao sentido já que a era 16 bits começou com a SEGA e seu Genesis, por aqui no Brasil conhecido como Mega Drive.

O Mega Drive já apresentava um design mais futurista, era todo preto, seu controle era preto, e com o botão direcional e mais três botões de ação, A, B, C e mais o botão Start, finalmente a possibilidade de dar pause no jogo veio de fábrica. O Mega Drive ou Genesis foi lançado em 1989 e tinha o jogo Alex Kidd in Enchanted Castle. Mesmo sendo Alex Kidd as pessoas da época não acharam o jogo tão interessante quanto os primeiros do sistema Master System 2, Alex Kidd de Mega Drive não chegava aos pés da diversão que a versão Miracle World causava nas pessoas. Foi uma continuação, o Janken-Pô estava presente mas não causou o mesmo impacto.

Diga adeus ao garoto orelhudo e diga olá para o porco-espinho.

Com isso a SEGA foi obrigada a entregar a aposentadoria ao Alex Kidd que divertiu muitas crianças no Master System, além da SEGa perceber também que as crianças do Master System tinham se tornado adolescentes. Adolescentes não querem jogos lerdos, adolescentes querem tudo rápido porque eles pensam rápido, é a fase humana das descobertas e da rápida absorção de informações. Com toda essa informação em 1990 o Genesis é contemplado com Sonic The Hedgehog, ou no Brasil, Sonic o porco-espinho.

Músicas mais rápidas com batidas eletrônicas, visual mais colorido e um personagem que aparentava estar bravo e ao mesmo tempo passava um ar jovial quando exibido na tela. Nenhum inimigo era páreo para a velocidade fora do comum de Sonic e até as pessoas tiveram que se acostumar a acompanhar o personagem na tela sem perder nenhuma vida, porque de tão rápido, os mais desavisados caiam facilmente em armadilhas e abismos contidos nas fases do jogo e a famosa mãozinha com o indicador apontado para cima como expressão de “número um”.

Nos anos de 1990 o Mega Drive ou Genesis nunca tinha sido vendido tanto e a SEGA entendeu que o melhor era fazer jogos jovens e rápidos. Esqueça a Era Master System por mais legal que tenha sido, mas quem manda é o mercado e o mercado são os gamers.

O Mega Drive não deixou na mão aqueles que ainda tinham ou preferiam jogar o Master System, até porque demorou um pouco para a SEGA encher as prateleiras de jogos de Mega Drive e por isso lançou um periférico capaz de aceitar os cartuchos de Master System. Você destravava um lado do aparelho e assim engatava ou espetava como preferir o periférico, o visual não era tão bonito assim, já que parecia que o Mega Drive tinha duas entradas para cartuchos mas mesmo assim era bastante funcional.

Foi no Mega Drive que tivemos a oportunidade de jogar títulos campeões nos fliperamas como é o caso de Out Run, onde você pilotava uma Ferrari conversível e trafegava por rodovias, os caminhos eram nomeados por letras, A, B, C, D, E. Ao chegar em cada uma das letras o jogador assistia um final diferente e animado.

Com o tempo Sonic acabou ganhando um amigo Tails, a raposa de duas caudas, que podia planar pela fase. E logo veio uma terceira versão bem mais recheada agora com o personagem Knucles, um Sonic de cor vermelho e pêlos com gel. As duas primeiras versões de Sonic foram aproveitados pela SEGA que converteu para o Master System 2. Sabe-se que esta conversão foi um sucesso e agradou muita gente porque mesmo com o sistema de 8-bits, Sonic reagiu muito bem à tecnologia dos anos 80. E para os usuários do Master System foi uma vitória porque podiam jogar Sonic sem ter o Mega Drive. O Sonic 3 veio com uma novidade, o sistema de Saves em slots, isso já mostrava as mudanças da época, agora os jogos estavam mais difíceis e duravam mais tempo de jogo.

O Mega Drive passou por três versões, cada uma apresentava um design diferente e futurista. Muitos jogos foram lançados a partir de 1990 e títulos bem satisfatórios agradaram milhares de gamers do Mundo.

Games para todos:

Vejam só os jogos mais famosos para Genesis/Mega Drive que faziam sucesso nas gamelocadoras e até hoje é relembrado por quem viveu a época.

Alex Kidd in Enchanted Castle, Out Run, Sonic The Hedgehog 1/2/3, Kid Chameleon, Streets of Rage 1/2/3, Pato Donald Quackshot, Mickey Mouse Castle of Illusion, Alien Storm, entre outros.

Sinta-se orgulhoso com a vitória mas jamais tire os olhos do seu concorrente.

Foi assim que a SEGA tomou o que se pode chamar de “vento nas costas” sim aquele vento que quando te pega deixa você com uma gripe horrível. Enquanto a SEGA estava sentindo-se vitoriosa com os acertos e feitos do Mega Drive, o console estava vendendo bem, tinha jogos ótimos e até inaugurou o estilo Beat-‘n-up que é bater e sair andando estilo Streets of Rage, inaugurou no sistema 16-bits. A Nintendo aproveitou essa onda vitoriosa da SEGA começa a planejar também o território para o lançamento do seu sistema de 16-bits. Afinal, a Nintendo queria participar desse bolo. Em memória, viu que  Super Mario Bros 3 tinha vendido de forma espetacular em todos os Continentes. Então a Nintendo coloca no  mercado o tão conhecido e famoso, Super Nintendo. No Japão, Super Famicom (super família) e no Brasil, Super Nintendo, Super Nes e até SNES.

O Super Famicom/Super Nintendo/Super NES/SNES é lançado, na cor cinza claro, o aparelho é retangular, os botões power e reset eram na cor roxo e os controles foram muito bem elaborados. Além do direcional, o controle tinha os botões A/B/X/Y e na parte superior com controle ficava os botões L e R. Pela primeira vez no univero dos videogames, o Mundo era apresentado os botões L e R. Com tantos botões o Super Nintendo foi considerado o melhor videogame para jogos de luta jamais vistos. O videogame também contribuiu para a evolução de jogos de esportes, vários jogos de futebol e o famoso jogo de basquete, NBA JAM. O Super Nintendo como apetrecho tinha a alavanca Eject que quando pressionada para baixo desencaixava e soltava o cartucho da entrada do aparelho, isso foi uma jogada de mestre para evitar forçar a entrada do videogame. Depois do sucesso foram lançados modelos diferente do aparelho e excluíram o botão Eject. O Super Nintendo era vendido nas lojas com dois controles e o jogo Super Mario World.

Finalmente a Nintendo entra para a turma dos 16-bits, as crianças do NES já tinham um videogame Nintendo para curtir a adolescência. Mas os primeiros jogos do Super Nintendo eram uma catástrofe, um ou outro título se sobressaiu nos primeiros anos do videogame em 1990. Alguns jogos eram extraídos de máquinas de fliperama como é o caso de Final Fight. A primeira versão o personagem Guy nem existia para contar história. Porém o Super Nintendo fez ótimos investimentos em jogos de RPG. Como foi o caso de Actraiser, onde o jogador fica na pele de um deus para construir uma humanidade longe de monstros e seres das trevas. Interessante, mistura black & White com Sim City.

F-Zero, Final Fight e Actraiser, são esses os primeiros títulos de maior fama no Super Nintendo, até que em 1991 a Nintendo resolve lançar Super Mario World, uma continuação de Super Mario Bros 3, que tinha vendido muito bem para o NES 8-bits. Qual a diferença? Mário podia agora montar em Yoshi, um dinossauro que come quase tudo o que vê pela frente. Mas foi no Super Nintendo que personagens e histórias famosas dos consoles dos anos 80 ganharam um espaço maior. Castlevania chegou com Super Castlevania IV, Battletoads tiveram dois jogos, Battlemaniacs e a engraçada mistura de Battletoads e Double Dragon no mesmo jogo. Além de ótimas conversões do fliperama, com menos detalhes porém, não menos divertidas. O Super Nintendo conseguiu juntar uma variedade de empresas e com isso ganhou uma variedade de títulos e jogos para todos os gostos. Realmente é um videogame super família como o próprio nome original diz.

Capcom, Namco, Konami, Square, Enix, Titus, Disney, Takara, Interplay, Rareware, Iguana, ACCLAIM, Midway nomes que hoje nem existem mais até porque alguns já mudaram de nome, atualizaram suas marcas porém e até nem estão mais com a Nintendo mas vamos relembrar?

A Capcom já fazia sucesso com os jogos do Mega Man no NES 8-bits, mas no Super Nintendo cravou sua marca no Mundo ao trazer Street Fighter 2. Além de vários jogos dos heróis da Marvel, de Spider-Man à X-Men e jogos da Disney como Mickey e Aladdin.

A Namco trouxe o jogo Top Gear que fez um sucesso enorme no Super NES

A Titus trouxe Lamborghini American’s Challenge e outros jogos engraçados e estranhos.

A Konami trouxe super Castlevania IV, Sunset Riders o jogo dos cowboys que foi convertido do fliperama e claro, as Tartarugas Ninjas 4 em que as turtles viajam no tempo para derrotar o Destruidor.

Square e Enix que no fim trouxeram Super Mario RPG e Chrono Trigger, Final Fantasy e Dragon’s Quest.

Disney que trouxe o Rei Leão.

Takara que é hoje a SNK trouxe os jogos do Samurai Shodown e  Fatal Fury.

Interplay que trouxe Clay Fighter e Rock n’ Roll Racing

Rareware que presenteou o Super Nes dando uma segunda vida ao videogame com Donkey Kong Country e Killer Instinct.

Iguana que trouxe o Side Pocket, jogo de snooker e NBA JAM, famoso jogo de basquete, atraindo um público mais maduro para o console.

ACCLAIM e Midway que trouxeram as lutas para gente grande de Mortal Kombat.

Depois dos sapos vieram os macacos.

Quando o Super Nintendo estava sendo alimentado por conversões pouco detalhadas de jogos dos fliperamas, a Nintendo percebeu da pior maneira que um videogame não sobrevive apenas de Super Mario World. Isso foi em 1991, e já era 1994, acho que todos já conseguiram achar às 96 fases do game Super Mario World. Foi aí que a Rare criadora da série Battletoads, os sapos brigões, acaba por se transformar em RareWare e faz o que ninguém esperava, lançar o jogo Donkey Kong Country. O jogo se transformou em uma franquia vencedora em meados dos anos 90, Donkey e seu filho Diddy atravessavam florestas e batiam em crocodilos por mundos malucos até chegar no maldoso King K. Rool. Um crocodilo grande e gordo que roubou todo o estoque de bananas da família Kong.

É a primeira vez que o Super Nintendo consegue mostrar gráficos com um visual 3D e assim outros jogos foram lançados. A Nintendo deu uma nova vida ao Super Nintendo sem precisar que os consumidores comprem outro aparelho, era a carta coringa escondida debaixo das mangas da Nintendo. Outros jogos que apareceram com o visual Donkey Kong, ClayFighter, StarFox, Stunt Race FX, DOOM(quem iria imaginar que DOOM poderia rodar no Super Nintendo? Tudo bem que várias fases foram cortadas mas valeu pela intenção), Killer Instinct, EarthWorm Jim e Super Mario RPG.

O Que Seria do SNES Sem Os Inesquecíveis Jogos.

Super Mario World / Final Fight 1,2,3 / Actraiser / F-Zero / Super Mario Kart / Street Fighter 2 e 2Turbo, Super Street Fighter 2, Donkey Kong Country 1, 2, 3 / Tiny Toon / Top Gear 1 e 3000 / Phantom 2040 / X-Men Mutant Apocalypse / Marvel Super Heroes: War of the Gems / Ardy Light Foot / EarthWorm Jim 2 / Rocky Rodent / The Flintstones Treasure Sierra Madrock / Clayfighter 1 / Mortal Kombat 1, 2, 3 e The Ultimate / Spider-Man Separation Anxiety e Maximum Carnage / Side Pocket, NBA JAM, Super Castlevania IV/ Suzuka 8 Hours / Captain Commando / Sonic Blastman(não tem nada a ver com o porco-espinho da SEGA) / Tartarugas Ninjas IV: Turtles in Time / Metal Warriors.

Curiosidades Que Só Quem Viveu na Era 16-bits Sabe.

O Mega Drive foi lançado em 1989 e o Super Nintendo em 1990 então concluímos que o início do sistema 16-bits foi proclamado pela SEGA.

A maioria dos jogos de Mega Drive foram convertidos para Master System que por ventura sairam melhor no 8-bits do que no 16-bits.

O Mega Drive teve que mudar 3 vezes que seu design agradasse o gosto dos gamers, no entanto o Super Nintendo manteve-se firme com seu design até o fim da era 16-bits e vendeu muito bem por sinal.

Podemos supor que a SEGA sempre foi ótima para criar jogos mas não para desenhar aparelhos e controles, enquanto a Nintendo especializou-se em desenhar aparelhos e controles além de promover avanços na tecnonologia.

Enquanto o Super Nintendo tinha o coringa nas mangas, ou melhor, dentro do próprio console, já que conseguiu mostrar gráficos mais detalhados sem nenhuma troca ou alteração do aparelho, o Mega Drive só conseguia produzir gráficos melhores com a ajuda de um periférico, o 32-X que com seus jogos em CD (novidade na época) conseguia mostrar gráficos mais detalhados.

Com a afirmação acima, presume-se que usuários de Mega Drive gastaram mais para incrementar o videogame do que os usuários de Super Nintendo que só precisavam comprar um cartucho apenas já que a parte de hardware já vinha programada para jogos posteriores à 1994.

No Japão, com o Super Nintendo era possível se conectar à BBS, uma rede de internet fechada que funcionava em um local restrido. Lembra-se daquela portinha existente nas primeiras versões do Super Nintendo? Ao virar o videogame de cabeça para baixo o usuário poderia ver uma pequena porta serial com a palavra EXT. Infelizmente essa função foi anulada para nós Brasileiros, mas não se preocupem, os Americanos também não tiveram a oportunidade de testar.

O Super Nintendo ainda investiu inicialmente em um periférico grande e desengonçado, a Super Scope 6, uma bazuca para jogos de tiro. Essa bazuca utilizava dum sensor de movimentos. Era grande, cara e para guardar era um problema. Poucos jogos foram lançados depois caiu no esquecimento. Hoje é uma relíquia.

O Super Nintendo também tentou uma aproximação grande com o computador ao criar o Mario Pant, que era vendido na caixa com o cartucho, o mouse de dois botões e um apoio de plástico para o mouse.

Houve uma época negra no Super Nintendo onde a maioria dos seus jogos eram conversões baratas dos jogos lançados pela Capcom para fliperamas, uma forma de ganhar dinheiro rápido, mas que nem sempre causava alegria entre os jogadores.

Top Gear 2 é o cúmulo do horror, as versões 1 foi lançada em 1992 e fez um enorme sucesso, mas a versão dois foi um desastre, só em 1994 que a série Top Gear foi recuperada e ficou novamente divertida.

Street Fighter 2 – Tudo bem que a série fez um enorme sucesso no Super Nintendo, mas sabemos que o jogo foi lançado primeiramente para fliperama. Então, você gamer, jogue Street Fighter 2 World Warrior no fliperama e depois jogue no Super Nintendo, a diferença é gritante.

Street Fighter 2 Turbo nada mais é que o Champion Edition do fliperama. Porém convertido como Turbo e com todos os personagens.

Super Street Fighter 2 The New Challengers, essa versão ficou muito fiel ao fliperama. a partir dessa versão Street Fighter começa a engordar seu número de personagens.

No Mega Drive, Alex Kidd se aposentou para dar espaço e lugar para Sonic e assim abrir caminho para a nova Era dos anos 90.

No Japão o Super Nintendo dava possibilidade de ser conectado à uma rede BBS, a internet discada só chegou no Brasil em 1996.

Jogos em CD era raro e uma novidade que quem tinha podia se mostrar à vontade para os colegas.

O CD ganhou força nos computadores onde todos os jogos começaram a ser vendidos em CDs, hoje é em DVD e até Blu-Ray.

Transformar o Mega Drive de 16-bits em um videogame de 32 era uma das mais avançadas tecnologias da época.

O Super Nintendo nunca precisou de CD e arrecadou inúmeras empresas desenvolvedoras de jogos, vendeu muito mais que o Mega Drive da SEGA e ainda é visto como campeão da tecnologia 16-bits.

O Super Nintendo sobreviveu até 1996. Dizem que o último jogo lançado para o videogame foi Pre-Historic Man.

Existe uma versão de Sonic para Super Nintendo, onde Sonic deve salvar Mário que está enjaulado na fase, o jogo se chama Sonic 4, mas lamento dizer que este jogo é pirata e extremamente falsificado. O jogo real chama-se Speed Gonzales, isso mesmo, o jogo do Ligeirinho que no lugar de Mário, tinha que salvar seus amigos ratinhos.

Eu nunca conheci alguém que tenha terminado algum jogo da série Battletoads.

Não sei porque, mas, os jogos de Battletoads começam fáceis e depois apresentam fases sem noção alguma, talvez só a Rareware consiga jogá-las.

Quem conhecia DOOM e completou o jogo em 1993 para compu,tador, jogar a versão de Super Nes em 1994 dava até desgosto. As fases eram as mesmas da versão para computador, só que para caber no cartuchinho do Super Nes, a id Software, produtora do jogo teve que cortar algumas fases e até segredos. Jogar com o controle do Super Nes era muito desengonçado, diferente de jogar com teclado no computador.

Donkey Kong Country 3: Dixie’s Double Trouble, para acabar de verdade tinha que conseguir completar o jogo com 105%.

Donkey Kong Country 3, na tela de seleção de slot, lá onde você encontra slot 1, 2, 3 ou A, B, C, tanto faz, após ter escrito lá o seu nome seja esperto ou esperta e aperte: L,R,R,L,R,R,L,R,L,R. Então começará a piscar o espaço para você escrever, então escreva:

LIFE – Inicia o jogo com 50 vidas

COLOR – Joga com as roupas do segundo player.

ASAVE – Salva automaticamente toda vez que você passa por alguma fase.

MARRY – Dá um clima natalino ao jogo no momento do bônus games, as estrelas transformam-se em presentes e as bananas verde transformam-se em enfeites de árvore de natal, e a trilha sonora é música estilo Jingle Bell.

O controle do Mega Drive dava muito mais câimbra que o controle do Super Nes

Os jogos do Super Nes tinham um visual mais caseiro, já os jogos de Mega Drive tinham um visual mais arcade, dava a sensação de não estar jogando em casa.

A Super Scope 6 foi um fiasco no Super NES. E o Mega Drive não teve nenhum periférico.

A primeira versão do Mega Drive era feia e dar dó, a última versão do Super Nintendo é feia de dar dó.

Há quem diga que Genesis e Mega Drive são dois aparelhos diferentes.

Há quem diga que Super Famicom e Super Nintendo tem diferenças gritantes.

A cor roxo, foi utilizado pela primeira vez na história dos videogames, no Super Nintendo, nos botões power e reset.

Dizem que o botão Eject disponível nas primeiras versões do Super Nes, foi o responsável pelo suicídio de vários cartuchos que com a força que era apertado o botão Eject, o videogame se transformava em uma catapulta, e arremessava o cartucho à metros para o alto, sendo que às vezes, ultrapassava os metros quadrados do quarto ou da sala.

Dizem que os videogames são culpados por estragar as televisões principalmente quando você deixa o jogo no pause. A imagem estática e sem movimento faz queimar ou limita a vida útil do tubo dos televisores e compartimentos, é por isso que no jogo Rock n” Roll Racing, a Blizzard adiciou um apetrecho a mais, ao pausar o jogo, depois de alguns minutos começará uma proteção de tela, feita especialmente para que o televisor não queime. Muito esperto. Aliás,  são raros jogos que tenham protetores de tela ao ser pausados.

O mais engraçado do Super Nintendo é que para ligar o videogame na TV, primeiramente fazemos a ligação no cabo de antena. Mas mesmo assim, o videogame vem com uma entrada para cabos A/V que era difícil encontrar essas entradas no final dos anos 80 e meados dos 90. O mesmo cabo A/V do Nintendo 64 pode ser ligado no Super Nintendo e é até melhor.

O Master System 2, tinha a opção de ligar qualquer modelo de cabos A/V. Porém, o Mega Drive exigia um padrão específico. Quer dizer que o aparelho dos anos 80 era mais flexível que dos anos 90. Essa não deu para entender.

No Final

A Era 16-bits está muito marcada na cabeça dos gamers que foram adolescentes e hoje tem seus 24 à 30 anos. Com a facilidade dos emuladores tornou-se possível voltar para essa época que depois da época de criança, a adolescência é a melhor época na vida de um ser-humano. Os anos 90 foi o promissor de uma época cheia de novidades tecnológicas bem mais explícitas que os anos 80. Foi nos anos 90 que as baladas e a música dance começou a ferver nas metrópolis de vários países do Mundo. O disco de viníl ou, bolachão, foram substituídos pelo CD e com isso as Fitas K-7 e seus Walkmans foram substituídos pelo Discman.

Tanto o Mega Drive e o Super Nintendo representaram muito bem a tecnologia dos jogos de videogame com sistema 16-bits. Cada um em seu nicho apresentava diversões jamais vistas nos antigos sistemas 8-bits que os anos 80 receberam. Na minha opinião a era 16-bits empatou, não houve um vencedor disparado até porque no Super Nintendo e Mega Drive criou-se o esquema de lançamentos multiplataformas, onde a mesma produtora criava o mesmo jogo e adaptava para sistemas diferentes.

Nintendo e SEGA era como times de futebol, quem tinha Mário e quem tinha Sonic. Existiam clubes na época como o clube do Sonic e o clube do Mário, coisas de anos 90 como os Hot-Lines que acabavam com as contas telefônicas durante as férias. E até programas de TV sobre videogame, como foi o caso de Play Game apresentado por Gugu Liberato e exibido pelo SBT nos anos 90. O programa era sensacional, com perguntas e respostas e no final a dupla com alguns efeitos de câmera “entrava” dentro do jogo, era teletransportado para dentro da fase da floresta de Alex Kidd in Miracle World. Idéia que seria muito bem aproveitada hoje em dia com tantos títulos existentes.

Tanto a Nintendo com o Mário e seus cogumelos, quanto a SEGA com o Sonic e sua velocidade renderam ótimas risadas e diversões nos anos 90 para muitos adolescentes da época. Ter e mostrar um Mega Drive ou ter e mostrar um Super Nintendo, dava muito orgulho de falar “eu tenho um Mega Drive” ou “Eu tenho um Super Nintendo”.

No final de tudo foi bom, graças à essa “guerra” tecnológica do entretenimento eletrônico, temos tantos títulos expostos em sites de emuladores que não precisamos nem fazer esforço para jogar e voltar no tempo. Basta ter um computador.

Na próxima edição, falarei da época de 1994, quando finalmente o Playstation chegou para acabar de vez com os sistemas 16-bits, talvez muitas pessoas fiquem com a pulga atrás da orelha, mas vamos falar aquilo que é verdade! Até a próxima.

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 29 de julho de 2009, em Especiais e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Mega Drive é o melhor video game de todos os tempos!!! e o Super Mario é o jogo mais chato de todos os tempos!!! huahuahua

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