Ed.Nº 10 – Os Videogames, Parte 2: Os 8-Bits

Quando o Master System 2 era vendido pela Tec Toy no Brasil, um outro pólo já marcava as prateleiras de jogos. O Nintendo 8-Bits.

Este foi criado pela Nintendo e brigava feio pela liderança. Enquanto os mais adeptos ao sistema SEGA tinham seu Master System e jogava Alex Kidd, outras pessoas seguiram pelo lado da Nintendo e jogavam Mario Bros.

O reinado do NES durou bastante, relatos dizem que o último jogo do NES foi lançado em 1995 e daí então a Nintendo desencanou de fabricar qualquer coisa para o console. Nenhuma outra era tinha tantos periféricos quanto a era 8-bits. Os consoles tinham de tudo um pouco, pistola para jogos de tiro, óculos 3D para aproximar o jogador da realidade virtual, joysticks estilo fliperama para jogos de luta, joysticks com função turbo para jogos de tiro e até uma luva onde o jogador apertava alguns botões no pulso para assim efetuar alguma ação no jogo.

Dizem que o NES durou mais que o Master System, outro dizem que os dois brigaram e continuaram brigando mesmo depois da vinda do sistema 16-bits. Mas o que não se pode deixar de lado foi que a era 8-bits fez nascer uma diversidade muito grande de jogos no melhor estilo faça mais pontos. E saves? Podem esquecer, a maioria era pelo sistema password ou jogue o dia inteiro para ver o final do jogo.

O NES no Brasil era distribuído pela Playtronic e era um videogame muito caro. Mais caro que o Master System distribuído pela TecToy. E nem todos tinham o NES ou até conheciam o NES. Por aqui o videogame NES ganhou diversos apelidos, por exemplo:

– Nintendinho, NES 8-bits, apenas 8-bits.

O NES era todo cinza, tinha um apoio que o  usuário podia levantar e assim dexar o videogame mais alto. Os controles eram parecidos com o do Master System, retangular, com o direcional e dois botões, A e B, que tinham a cor vermelho. A esperteza da Nintendo foi colocar os botões start e select, idéia que o Maser System não tinha, lembra? Quem teve o Master System sabe que para pausar ou resetar o jogo tinha-se que ir até o videogame e apertar o botão no próprio aparelho. Claro que depois com a vinda de controles mais cheio de botões foi possível pausar o jogo pelo controle.

Voltando para o NES, o cartucho era inserido deitado após inserir o cartucho o jogador apenas davaum pequeno empurrao para baixo e pronto, o cartucho estava inserido, depois era só fechar a portinhola e pronto. Let’s play!

Fato: O NES tinha algumas frescuras como só aceitar cartuchos americanos (os compridos de 72 pinos) já os cartuchos pequenos japoneses eram inseridos apenas com a ajuda de um adaptador. Parafernálias que causavam frustração no jogadores mais ávidos e destemidos.

Vendo esses certos contratempos que o NES 8-bits causava no jogador algumas fábricas resolveram criar versões genéricas porém não menos criativas. Feitos com o mais puro jeitinho brasileiro. Olhem os nomes das versões genéricas:

Versões Genéricas o NES-8bits.

Versões Genéricas o NES-8bits.

CCE – Top Game – VG-8000, CCE-Top Game VG-9000, CCE-Turbo Game VG-9000T, Dismac-Bit System, Dynacom Dynavision II, Dynacom Dynavision III, Dynacom Hydravision, GRadiente Phantom System, IBCT Super Charger, Milmar Hi-To Game(Turbo), Milma Hi-Top Game, e por fim, NTDE Geniecom.

Eu sinceramente não sei  o que era pior nessa época, se era aquele que comprava e se achava por ter um suposto NES ou se o pior era o design de cada um.

Reparem bem no Dismac-Bit System, notem como é parecidissimo com o NES verdadeiro feito pela Nintendo. Daí eu me deparei com o Gradiente Phantom System, IBCT Super Charger e com o Dynavision III. Os outros modelos eram vistos mais em revistas de games principalmente o NTDE Geniecom que fazia um enorme sucesso nas lojas do ramo nos anos 80.

Mesmo sendo genéricos não importava porque a diversão era até maior do que ter o verdadeiro NES da Nintendo. Digo isso para quem teve o Dynavision 3 porque se o original não dava suporte para os cartuchos de 60 pinos(japoneses)  então o Dynavision 3 fazia isso e muito bem.

O videogame produzido pela Dynacom no Brasil tinha esse privilégio, dispor de duas entradas. A entrada para cartuchos japoneses de 60 pinos, ou seja, os cartuchos pequenos sempre inseridos com o título do jogo na direção do jogador e a entrada para cartuchos americanos de 72 pinos, ou seja, os cartuchos compridos sempre inseridos com o título do jogo virado para o outro lado. Além disso os controles do Dynavision 3 tinham suporte aos fones de ouvido, então dessa forma o jogador poderia jogar seu jogo sem incomodar o pai e nem a mãe. E eu digo, a Dynacom realmente pensou em tudo não é?

E os defeitos do NES?

Nossa, existiam vários defeitos, vamos recordar?

“Não toca no videogame que vai dá tilt!”

Um jogador coloca a fita, aperta power, o videogame liga, aparece uma imagem colorida ou quadradinhos na tela, o jogador aperta power para desligar, tira a fita, dá uma assoprada mágica. Coloca a fita de novo, aperta power para ligar, o jogo finalmente aparece.

O jogador joga seu jogo no NES e não tira os olhos da TV. Porém um vento começa a entrar e atravessa o quarto, uma brisa mexe o videogame e o jogo sai do ar dando o famoso e irritante tilt.

Claro que existem outros motivos mas quem teve um genérico do NES sabe o sofrimento de dar tilt constantemente. Principalmente quando parecia que o o cartucho estava mau encaixado na entrada da fita.

Games Famosos

Adventure of Magic Kingdom (conhecido no Brasil como Disneylândia)

Chip’n Dale Rescue Rangers (conhecido no Brasil como Tico e Teco)

Battletoads (primeira aparição dos sapos nos videogames)

Tiny Toon Adventures

Buggy’s Bunny Birthday Blowout (conhecido no Brasil como:  O Aniversário do Pernalonga ou Pernalonga pro NES)

Teenage Mutant Turtles versões 1 , 2 e 3 (conhecido no Brasil como As Tartarugas Ninjas, numa época em que o Desenho era passado pela TV Globo) Na minha opinião, a melhor e inesquecível versão para a TV onde as tartarugas tinham pupilas nos olhos e não pareciam ter cara de zumbis.

Mega Man – Mega Man nasceu no NES e os 3 primeiros jogos eram extremamente difíceis. Não tinham dó nenhuma do jogador. Depois lançaram as versões 4 e 5 que ficaram mais café com leite. O mais engraçado é que Mega Man 9 produzido para os videogames novos é igualzinho ao Mega Man raíz do NES.

Yo! Noid – Conhecido no Brasil como o “Coelho com iô-iô”.

Wacky Races – Conhecido no Brasil como Corrida Maluca e aqui você jogava com Mütley, o cachorro do Dick Vigarista.

Ghotbusters – Jogos dos caças-fantasmas faziam sucesso nos 8-bits. E fazem até hoje.

Disney’s Little Mermaid – Conhecido no Brasil como “o jogo da Pequena Sereia” que mesmo pelo nome, os mais machistas podem torcer o nariz, mas foi um jogo muito jogado na época.

Contra – Realmente sair atirando em tudo e evitar ao máximo levar apenas 1 tiro e perder era o sucesso do NES. Contra faz sucesso até hoje.

Little Nemo Dream Master – Conhecido no Brasil como “o jogo do nenê”. Onde uma criança enquanto dorme sonha com um universo mágico e é você que controla o garotinho nesse universo. Jogue balinhas para alguns inimigos e transforme-se neles.

Mario Bros. – Claro que não poderia falta a primeira aventura dos irmãos Mário contra o reinado de Bowser e seus capangas.

Mario Bros. 2 – Quem não lembra desta versão em que ao invés de pisar nos inimigos, tinhamos que jogar cebolas e rabanetes.

Super Mario Bros. 3 – Essa versão é a mais elaborada já criada pela Nintendo. Aqui Mário se transfora em sapo, raposa, bichos das fábulas japonesas e utiliza muitos itens para atravessar 8 mundos e destruir Bowser no final. A versão que mais vendeu em toda a história Mário. Com esse jogo, o NES realmente fez sucesso.

Final Fantasy e Dragon’s Quest – Realmente quem gosta de RPG não deixou de lado esses dois ícones. Perfeitos

The Legend of Zelda – Visão por cima, e dificuldade extrema, principalmente no segundo jogo Link to the Past. Os jogos do Zelda sempre marcam época.

DuckTales – A TV dos anos 80 era recheado de Tio Patinhas já que o SBT exibia o desenho DuckTales os Caçadores de Aventuras. O desenho ficou tão famoso que ganhou duas versões bastante divertidas para o sistema 8-bits da Nintendo.

Enfim a Era 8-bits

Foi uma época em que as empresas estavam em uma guerra frenética de mercado. A mídia diz que a Nintendo ganhou a guerra dos 8-bits. Já que o Master System não estava com muitas novidades de jogos ao contrário do NES. Eu digo o seguinte, que quem ganhou de verdade essa guerra foram os gamers da época que tinham uma gama enorme de títulos dispostos em prateleiras de lojas e gamelocadoras.

Na minha opinião eu sempre achei o NES inferior ao Master System, em matéria de cores, visual e até áudio.  O NES poderia ser facilmente confundido com um Atari melhor planejado, ao contrário do Master System que ao ser visto seja em uma sala ou loja, as pessoas paravam para ver as demonstrações de Alex Kidd e demais jogos que marcaram o sucesso da SEGA nos anos 80. Eu digo isso porque cheguei a ter as duas plataformas em casa, cheguei a ter os dois mundos em casa, SEGA e Nintendo, e no final, eu passava mais horas no Master System do que no Nintendo 8-bits.

O que resta disso tudo? Milhares de jogos disponíveis na internet para matar a saudade de muita gente que adora os jogos dessa época, assim como eu.

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p style=”text-align:justify;”>E na próxima edição, vamos falar sobre a era 16-bits!!! Aguardem!!!

Sobre Marvox

Formado em Comunicação Social: Propaganda e Marketing, fundador e autor do Blog MarvoxBrasil. Criador da série Start Again no Youtube. Desde 2015 faz parte da equipe do Canal Jornada Gamer. Minha maior paixão, saber que consigo ajudar pessoas a terminar mais jogos. Essa conquista não tem preço!

Publicado em 28 de julho de 2009, em Especiais e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Cara, a sua história é parecida com a minha. O pessoal em casa, no mesmo ano, em 92, queria ganhar um Mega Drive, isso no Natal. Só que quando abrimos a caixa, tinha um Dynavision 3. No fim todo mundo curtiu os jogos do Nes e alugávamos direto fitas nas locadoras do bairro. Obrigado pelo comentário, espero encontrar mais com você por aqui.

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  2. Eu janeiro de 1992 eu ganhei de natal tardio um Turbo Game da CCE (era para ter ganhado no Natal de 1991, mas pobre deixa para comprar as coisas em janeiro, pois os preços costumam baixar). Nunca me deu problema. Era um excelente videogame e compatível com qualquer jogo da Nintendo, seja original ou pirata, seja japonês ou americano.

    Na época ainda não havia Playtronic no Brasil e seus consoles/jogos originais. Mas ele fez a minha alegria, assim como muitos genéricos fizeram a alegria de muita gente.

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  3. ler todo o blog, muito bom

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